7º dia de falecimento da Ir. Maris Bolzan
Celebramos no dia 30 de março, o 7º dia de falecimento da Ir. Maris Bolzan. Façamos memória de sua vida e missão, através de sua biografia, não apenas como uma recordação, mas como uma prece de gratidão pela história e pelo bem que ela realizou na Igreja, na Vida Religiosa Consagrada, na Família Salvatoriana, na Província e na humanidade.
BIOGRAFIA IR. LUIZA LEONIDA BOLZAN (Ir. Maris)
Ir. Maris Bolzan (nome civil Luiza Leonida Bolzan) nasceu no dia 05 de maio de 1945 em Lageado Cerne – Santo Ângelo/RS. Filha de Valentin Bolzan e Carolina Marconatto Bolzan, tinha 4 irmãos homens e 5 mulheres.
Recebeu o Sacramento do Batismo no dia 02 de junho de 1945, a Crisma e a Primeira Eucaristia no dia 13 de novembro de 1945 em Santo Ângelo/RS.
Ingressou na Congregação no dia 27 de julho de 1959 em Videira/SC, onde após a formação à Vida Consagrada Salvatoriana, professou os primeiros votos no dia 02 de fevereiro de 1964 e os votos perpétuos no dia 02 de fevereiro de 1969.
Na sua vida em missão assumiu atividades apostólicas diversificadas, sempre aberta aos desafios e apelos da realidade. Com formação na área da enfermagem e psicologia, entre outras especializações, atuou nas comunidades da sede Geral, na Clínica Salvator Mundi, em Roma/Itália, e no Brasil nos Hospitais Santa Terezinha, São Luiz e Divino Salvador. Residiu na comunidade do Noviciado em Lages e depois grande parte do tempo realizando acompanhamento psicoespiritual a formandas, irmãs, leigas e leigos
Sua disponibilidade estendeu-se a toda Província ao assumir o serviço de coordenadora provincial pelos períodos de 1993 a 1998 e de 2011 a 2014. Atuou na Comunidade Missionária em Santa Quitéria/MA; na Comunidade Maria do Caminho em Lages/SC; nas comunidades Salvatorianas da Colômbia, Filipinas e Sri Lanka. Foi a primeira mulher que assumiu a presidência da Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil (CRB) de 2001 até 2007. Também assumiu a presidência da CRB Sul IV e foi membro-fundador da Escola de Formadores CRB/OSIB/SC. Em visita ao Timor Leste foi missionária e profética onde incentivou e abriu uma frente missionária para toda a Igreja.
Sempre encorajou a Vida Religiosa a avançar para a inserção no meio do povo sofrido. Ultimamente realizava trabalho de assessorias diversas e atendimento psicoterapêutico e espiritual. Residia na comunidade São Rafael, em Passo Fundo/RS.
Como primeira mulher que assumiu a presidência da CRB Nacional, dedicou e doou sua vida em prol da Vida Religiosa do Brasil e também na América Latina. Assessorou muitas congregações, aprendendo com elas e ajudando-as a avançar em sua missão, respondendo aos apelos de Deus na realidade de hoje.
Ir. Maris sempre cultivou um grande zelo pela formação holística dos membros da Vida Consagrada, acreditando, motivando e confiando nas potencialidades humanas e na ação graça de Deus. Viveu sua vocação com fidelidade ao projeto de Jesus Salvador, tornando-o conhecido e amado. Na busca de Deus cultivava uma espiritualidade de comunhão e intimidade que a fortalecia no cotidiano: “O Senhor é minha luz e salvação, não tenho nada a temer, porque Ele é o protetor da minha vida” (…..). Sua fé a ajudou a superar momentos desafiantes e a enfrentar problemas de saúde. Muitas vezes dedicava-se além de suas próprias forças para servir a todos com alegria.
Uma religiosa salvatoriana de profunda espiritualidade que desde muito jovem buscava orientação espiritual, aprofundamento da Palavra de Deus e alimento diário da Eucaristia. Elementos essenciais que a ajudaram a viver com fidelidade a vocação salvatoriana.
Mulher de garra, que vislumbrava o futuro com esperança – uma liderança forte, que convocava a avançar e a perseverar com fidelidade ao Evangelho, ao carisma e aos pobres.
Como Irmã Salvatoriana – o Pai a chamou a prolongar na história o Carisma herdado dos Fundadores, Carisma que não conhece fronteiras e alcança a todos os povos, todas as nações e todos os tempos: que todos te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e aquele que tu enviaste, Jesus Cristo (Jo 17,3). Era apaixonada pelas missões, particularmente, dedicou-se com muito amor à Missão Salvatoriana em Moçambique. Como discípula do Salvador, Ir. Maris encontrou motivação para fazer de sua vida um ofertório vivo – uma entrega generosa a serviço das pessoas.
Destacamos sua devoção a São Rafael, o anjo da cura, em quem confiava profundamente, sentindo-se guiada e protegida por ele. Tinha um amor especial à Mãe do Salvador, sob o título de Nossa Senhora de Guadalupe, aquela que soube dizer sim ao chamado de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor”.
Ir. Maris, com 73 anos de vida, e 55 anos de Vida Religiosa Salvatoriana, nos deixa um legado: amor ao Divino Salvador e à Palavra de Deus; e busca de integração pessoal para ser sinal do Reino de Deus e testemunha da esperança.
“Quanto a mim, chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, conservei a fé. Agora só me resta a coroa da justiça que o Senhor, justo juiz, me entregará naquele Dia.” (2 Tm 4, 6-8)
