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VOCAÇÃO E COMPROMISSO PARA ANUNCIAR O SALVADOR AO MUNDO

Falamos muito de vocação. Quando dizemos que alguém tem vocação, afinal o que queremos dizer? A palavra vocação vem do verbo no latim “vocare” (chamar). Assim vocação significa chamado. É, pois, um chamado, um dom de Deus. Se há alguém que chama, deve haver outra pessoa que escuta e responde.

A vocação é um processo, uma história de amor e dinamismo, um relacionamento profundo com Deus que chama, convida, toma a iniciativa; um Deus que acompanha a quem chamou e que envia a ser presença de vida, justiça e esperança.

Encontramos na Bíblia muitos chamados feitos por Deus: Abraão, Moisés, os profetas… Em todas as escolhas, Deus chama diretamente, por meio de fatos e acontecimentos, ou pelas pessoas.

Vocação à existência – À vida

Foi o primeiro momento forte em que Deus manifestou todo o seu amor a cada um de nós. Deus nos amou e nos quis participantes de seu projeto de criação como responsáveis por tudo o que existe. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. A vida é a grande vocação. Deus chama para a vida, e Jesus afirma que veio para que todos a tenham em abundância. (Jo 10,10)

Vocação cristã – Vocação de filho, de batizado

Todo batizado recebeu a graça de fazer parte do povo eleito por Deus, de sua Igreja. Através da vocação cristã, somos chamados à santidade, vocação à santidade, recebendo a mesma fé pela justiça de Deus. Fomos, portanto, eleitos e chamados pessoalmente por Cristo para ser, como cristãos, testemunhas e seguidores do Mestre Jesus. Chamados a fé pelo batismo, a pessoa humana foi qualificada de outra forma. Assim, todos fazem parte do “reino de sacerdotes, profetas e reis” (1 Pd 2,9).

Vocação laical (no matrimônio /no celibato / solteiro – apóstolo)

Assim todo cristão solteiro ou casado, batizado em Cristo, tornando-se membro da sua Igreja, é convocado a ser apóstolo, anunciador do Reino de Deus.  O leigo vive na secularidade e exerce sua missão insubstituível nos ofícios e trabalhos deste mundo. O Concilio Vaticano II sublinhou que a vocação e a missão do leigo “contribuem para a santificação do mundo como fermento na massa” (LG 31).

Vocação ao ministério ordenado (diácono, padre e bispo)

É uma vocação de carisma particular, é graça, mas passa pela mediação da Igreja particular, pois as vocações são destinadas à Igreja. O ministro ordenado preside e coordena os serviços da comunidade.  Ele é enviado a pastorear e animar a comunidade. Ele é o bom pastor que guia, alimenta, defende e conhece as ovelhas. “Isto exige humanidade, caráter íntegro e maduro, virtudes morais sólidas e personalidade madura” (OT 11).

Vocação à vida consagrada (ser irmão religioso ou irmã religiosa / vida ativa ou contemplativa)

O religioso é chamado a testemunhar Cristo de uma maneira radical, vivendo uma consagração total nos votos de pobreza, castidade e obediência. Com a pobreza, vivem mais livres dos bens temporais, tornando-se disponíveis para Deus, para a Igreja e para os irmãos. Com a castidade, vivem o amor sem exclusividade, sendo sinal no mundo. Com a obediência, imitam a Cristo obediente e fiel à vontade do Pai.

Nenhuma vocação é fácil, é necessário ter perseverança para cumprir a missão. Que o Espírito Santo nos conceda a graça da fidelidade ao sublime dom de nossa vocação. Que o Servo de Deus Francisco Maria da Cruz Jordan e a Bem aventurada Maria dos Apóstolos continuem abrindo caminhos de inserção do carisma, para que a Família Salvatoriana seja agraciada com suas bênçãos e seja pão partilhado na mesa de todos que necessitam de relações mais solidárias de um novo sentido da vida e dos sinais da presença de Deus.

Ir. Iraci Lazzarotto, SDS

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