Santos Inocentes, mártires – Festa | Quarta-feira

Oração do dia

Ó Deus, hoje os santos Inocentes proclamam vossa glória não por palavras, mas pela própria morte; dai-nos também testemunhar com a nossa vida o que os nossos lábios professam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura – 1 João 1,5-2,2

Leitura da primeira carta de são João.

1 5 A nova que dele temos ouvido e vos anunciamos é esta: Deus é luz e nele não há treva alguma.

6 Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não seguimos a verdade.

7 Se, porém, andamos na luz como ele mesmo está na luz, temos comunhão recíproca uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.

8 Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.

9 Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade.

10 Se pensamos não ter pecado, nós o declaramos mentiroso e a sua palavra não está em nós.

2 1 Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.

2 Ele é a expiação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial – 123/124

Nossa alma, como um pássaro, escapou

do laço que lhe armara o caçador.

Se o Senhor não estivesse ao nosso lado

enquanto os homens investiram contra nós,

com certeza nos teriam devorado

no furor de sua ira contra nós.

Então as águas nos teriam submergido,

a correnteza nos teria arrastado

e, então, por sobre nós teriam passado

essas águas sempre mais impetuosas.

O laço arrebentou-se de repente,

e assim nós conseguimos libertar-nos.

O nosso auxílio está no nome do Senhor,

do Senhor que fez o céu e fez a terra!

Leitura –

Evangelho – Mateus 2,13-18

Aleluia, aleluia, aleluia.

A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva o exército dos vossos santos mártires!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

2 13 Depois que os magos partiram, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”.

14 José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito.

15 Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: “Eu chamei do Egito meu filho”.

16 Vendo, então, Herodes que tinha sido enganado pelos magos, ficou muito irado e mandou massacrar em Belém e nos seus arredores todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado dos magos.

17 Cumpriu-se, então, o que foi dito pelo profeta Jeremias:

18 “Em Ramá se ouviu uma voz, choro e grandes lamentos: é Raquel a chorar seus filhos; não quer consolação, porque já não existem!”

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho

O MARTÍRIO DOS INOCENTES

A presença de Jesus na história humana despertou a fúria de quem estava firmemente alicerçado num esquema de pecado, posto em xeque pela salvação oferecida à humanidade. A pregação de Jesus desmascarava a injustiça, punha a nu a perversidade dos opressores, revelava a fragilidade de sistemas fundados na opressão e na violência.

A matança dos inocentes de Belém foi uma espécie de antecipação do futuro de Jesus e de seus discípulos. Um frágil recém-nascido foi suficiente para abalar a segurança do prepotente e violento Herodes. Sua decisão de eliminar as crianças da região onde nascera o Messias Jesus visava eliminar no seu nascedouro, tudo o que pudesse pôr em risco a segurança de seu reino. No coração do rei sanguinário não havia lugar para o amor.

Herodes, em última análise, ousou desafiar o próprio Deus, de quem Jesus era Filho e recebera uma missão. Levantar-se contra o Messias correspondia a rebelar-se contra quem o enviou. Mas Deus não se deixou vencer por Herodes: salvou seu Filho pela ação previdente de José, que se pôs em fuga para o Egito, com o menino e sua mãe.

Na vida de Jesus e de seus discípulos, a perseguição e a morte, por causa do Reino, seriam uma constante. Entretanto, como estão a serviço do Reino do Pai, podem contar com a vitória, uma vez que os prepotentes jamais prevalecerão.

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