Reunião da Comissão Interdisciplinar
[imagem2] Nos dias 11 e 12 de maio, a Comissão de Reflexão e Assessoria Interdisciplinar esteve reunida na Sede Provincial, em Lages/SC, para continuar discutindo sobre os encaminhamentos do Processo Provincial de Ressignificação da nossa vocação-missão Salvatoriana.
Foi retomada a Declaração Capitular e também discutidas e partilhadas as intuições e luzes que o Espírito de Deus foi suscitando em relação aos caminhos de implementação das Decisões Capitulares.
Dentre os encaminhamentos realizados, escolheu-se o ícone da festa das Bodas de Caná, texto bíblico iluminador do referido Processo.
A pintura é arte da Ir. Dulcelene Ceccato, sds e traz a seguinte explicação:
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As talhas de que fala João no episódio da Festa das Bodas de Caná estão ao centro da pintura porque elas significam a Festa e também a passagem de uma Lei que se esgotou a uma Nova Lei, a do amor e da misericórdia de Deus em Jesus. São marcadas pela cor vermelha – o sangue de Jesus na Cruz, a entrega total e absoluta de Deus que encerra uma outra passagem, a do Mistério Pascal. Este é representado pela cor viola que indica o sepulcro, a sombra do sem sentido que só a Ressurreição, abaixo dela em cor laranja, exprime. Sobre a morte e a Ressurreição pousam as talhas. Todas as nossas passagens!
A Ressurreição se situa abaixo da morte, porque ela é a Última Verdade, o horizonte último, o fundamento luminoso da vida que irrompe desde a profundidade de Deus. O luminoso é a profundidade de toda a Criação. Irrompendo desta profundidade, a Ressurreição dissipa toda a escuridão, todo o sofrimento e toda a dor. Podemos sofrer ainda, mas não permaneceremos na dor. Cada ser humano pode sempre reencontrar esta realidade de paz e ressurreição, de força e vida que repousa no mais profundo de si mesmo. E esta é a Vida de Deus em nós.
Por trás das talhas e sobre o Mistério de Cristo estão os perfis de pessoas, em verde, pois essa cor nos lembra sempre a vida que resiste e persiste. Nestas pessoas está simbolizada a história do Povo de Deus. Nela, estamos nós, revificados/as pela vida de Cristo, pela sua solidariedade com a humanidade, pela sua entrega amorosa, misericordiosa e de perdão.
Os perfis de pessoas dão a impressão de estarem se dissipando, saindo (da Festa de Caná), indo em direção ao um “fora”. Sim, porque cada um/uma é enviado a repartir o Vinho Bom da festa, a sair de si mesmo/a, a produzir frutos onde quer que vá. Sobre suas cabeças está representado o evento do Pentecostes, pois agora é o Espírito Santo, o Paráclito, que nos qualifica, fortifica, guia e nos envia.
