Relembre os momentos mais marcantes do Jubileu
A misericórdia de Deus não temlimites: este foi um dos conceitos mais reiterados pelo Papa Francisco nodecorrer deste Ano Jubilar.
Eventos comoventes marcaram esteJubileu, feito de celebrações, viagens e audiências, dentro e fora do Vaticano:uma das iniciativas mais inovadoras foram as sextas-feiras da misericórdia:nestas ocasiões, o Papa foi ao encontro de crianças, idosos, doentes, vítimasdo tráfico humano e padres que deixaram o ministério para se casar.
Confira alguns momentos significativos, começando com a abertura daPorta Santa de Bangui:
“Hoje, Bangui torna-se acapital espiritual do mundo. O Ano Santo da Misericórdia chega adiantado a estaterra; uma terra que sofre, há diversos anos, a guerra e o ódio, aincompreensão, a falta de paz. Mas, simbolizados nesta terra sofredora, estãotambém todos os países que estão passando através da cruz da guerra. Banguitorna-se a capital espiritual da súplica pela misericórdia do Pai. Para ospaíses que sofrem a guerra, peçamos a paz; todos juntos, peçamos amor e paz. E,com esta oração, começamos o Ano Santo, hoje, aqui nesta capital espiritual domundo!”
8 de dezembro de 2015
Mais solene foi a abertura daPorta Santa da Basílica de S. São Pedro
“Entrar por aquela Portasignifica descobrir a profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe evai pessoalmente ao encontro de cada um. É Ele que nos procura, é Ele que nosvem ao encontro. Neste Ano, deveremos crescer na convicção damisericórdia.”
5 de maio de 2015
A vigília de oração para “Enxugaras lágrimas” foi outro momento marcante:
“Quantas lágrimas sãoderramadas, em cada instante, no mundo; uma diferente da outra; e, juntas,formam como que um oceano de desolação, que invoca piedade, compaixão,consolação. As mais amargas são as lágrimas causadas pela maldade humana: aslágrimas de quem viu arrancar-lhe violentamente uma pessoa querida; lágrimas deavós, de mães e pais, de crianças… Precisamos de misericórdia, da consolaçãoque vem do Senhor. Todos nós precisamos dela; é a nossa pobreza, mas também anossa grandeza: invocar a consolação de Deus, que, com a sua ternura, vemenxugar as lágrimas do nosso rosto. Nesta nossa dor, não estamossozinhos.”
12 de junho
Os enfermos também vieram aoVaticano e ouviram do Papa palavras de encorajamento:
“Não existe apenas osofrimento físico; entre as patologias mais frequentes nos dias de hojeconta-se uma que tem a ver precisamente com o espírito: é um sofrimento queenvolve a alma tornando-a triste, porque carente de amor. Torna-se muito fortea tentação de se fechar em si mesmo e corre-se o risco de perder a ocasião davida: amar apesar de tudo. Amar apesar de tudo. Jesus é o médico que cura com oremédio do amor, porque toma sobre Si o nosso sofrimento e redime-o.”
31 de julho
Na Polônia, os jovens ouviram deFrancisco que são valiosos aos olhos de Deus:
“Deus nos ama assim comosomos, e nenhum pecado, defeito ou erro Lhe fará mudar de ideia. Para Jesus,ninguém é inferior e distante, ninguém é insignificante, mas todos somosprediletos e importantes: Deus conta com você por aquilo que é, não pelo que tem:a seus olhos, não vale nada a roupa ou o celular que usa. A seus olhos, o seuvalor é inestimável.”
6 de novembro
Aos encarcerados, a Palavra doPapa foi “liberdade”:
“O Jubileu, por sua próprianatureza, traz consigo o anúncio da libertação. Não depende de mim apossibilidade de concedê-la, mas suscitar em cada um de vocês o desejo daverdadeira liberdade é uma tarefa a que a Igreja não pode renunciar.”Depois da missa, no Angelus, o Papa fez uma apelo “em favor do melhoramento dascondições de vida nas prisões, para que a dignidade dos detentos sejaplenamente respeitada”.
13 de novembro
Aos excluídos, Francisco recordouque o descarte da pessoa humana é “inaceitável”
“Neste mundo, quase tudo passa, eas riquezas que permanecerão duas: o Senhor e o próximo”, os bens maiores quedevemos amar”. “A lupa da Igreja está apontada ao irmão esquecido eexcluído”. “A pessoa humana, colocada por Deus no ápice da criação, muitasvezes é descartada, porque se preferem as coisas que passam. Isto é inaceitável,porque o ser humano é o bem mais precioso aos olhos de Deus.” “É umsintoma de esclerose espiritual, quando o interesse se concentra nas coisas aproduzir, em vez de ser nas pessoas a amar.”
Fonte: Rádio Vaticano
