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População corre risco de ficar sem atendimento no final do ano por falta de repasses do SUS

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O alerta foi dado ainda em julho, quando as três entidades que representam o segmento hospitalar privado e filantrópico no estado, (AHESC-FEHOESC-FEHOSC) se mostravam preocupadas com o corte de mais de 11 bilhões de reais do orçamento previsto para a Saúde em 2015 no país. A confirmação de que o Ministério da Saúde está sem recursos nesta reta final do ano, chega agora através de um comunicado junto ao Conselho Nacional de Saúde, onde foi apresentado o cronograma de pagamento referente aos serviços prestados de 2015. O governo vai ter que parcelar o repasse referente a novembro em duas vezes. As datas anunciadas serão 10 de dezembro e 02 de janeiro. Justamente neste período em que os gestores precisam de mais recursos para pagar entre outros compromissos, a folha de pagamento dos funcionários e o décimo terceiro salário. A Associação e Federação dos Hospitais de SC e a Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, destacam que a preocupação maior será com os pacientes que correm o risco de ficar sem atendimento. O presidente da FEHOSC, Hilário Dalmann, afirma que esta é “a pior crise do sistema SUS, o que nós prevíamos irá acontecer, sem repasses muitos hospitais vão fechar as portas.” O déficit neste ano de orçamento na Saúde chega a 5 bilhões de reais. A mesma situação foi enfrentada no ano passado, neste mesmo período. As entidades estão se mobilizando em Brasília para sensibilizar parlamentares e governo sobre a dramática realidade nos hospitais que fazem parte da rede privada e filantrópica em SC, pois eles são responsáveis por mais de 80% dos atendimentos pelo SUS no estado.

Os hospitais enfrentam ainda atrasos nos repasses por parte do governo do estado referente a pagamentos de cirurgias de mutirão, cirurgias eletivas, além do incentivo hospitalar. Os gestores hospitalares debatem o tema no hotel Slavieiro na Beira-mar até amanhã. As entidades cobram uma audiência com o governador de SC, Raimundo Colombo.

Colaboração: Ir. Lídia Pagliari

Fonte: AHESC/FEHOESC

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