Organizações internacionais destacam avanços sociais no Brasil

Em comunicado recente,a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) manifesta suapreocupação com as ameaças à estabilidade democrática no Brasil, além dereconhecer os avanços sociais e políticos que o país experimentou, nas últimasdécadas. A Cepal não é a única organização internacional a reconhecer o queseriam os avanços ocorridos no país, a partir do início do século XXI. AOrganização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) tambémreconhece que, no Brasil, o Indicador de Prevalência de Subalimentação atingiuum nível abaixo de 5%, em 2015, o limite estatístico da medida, abaixo do qualse considera que um país saiu do “Mapa da Fome”.
A FAO aponta que talmelhoria é condizente com a redução da desigualdade e da pobreza; que nenhumpaís reduziu a fome tão rápido quanto o Brasil; e que o país já não tem umproblema endêmico de fome. Aponta ainda que foram de grande importância paraatingir esse objetivo: as diversas políticas públicas integradas aplicadas nopaís, de forma a articular a proteção social com as políticas de promoção daigualdade de renda, do emprego, da produção familiar e da nutrição, paraeliminar a pobreza extrema no Brasil. Segundo a FAO, o Brasil é referênciainternacional no combate à fome e tem experiências copiadas por países daÁfrica, América Latina e Caribe.
Já a OrganizaçãoInternacional do Trabalho (OIT), segundo informa a Fundação Perseu Abramo, citao Brasil como caso de extensão da proteção social, com enfoque nodesenvolvimento humano. Quanto aos programas de transferência de renda, orelatório aponta o pioneirismo do Programa Bolsa Família (PBF), o maiorprograma do tipo no mundo. A OIT também aponta o crescimento do sistema deseguro desemprego no Brasil e reconhece os esforços através do PBF e doPrograma de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), para a redução do trabalhoinfantil.
“Até mesmo o BancoMundial, conhecido por sua interface com o Fundo Monetário Internacional (FMI),aponta que o Brasil quase eliminou a pobreza extrema, na última década, tendoquase 25 milhões de brasileiros saídos da pobreza extrema ou moderada, sendo aqueda maior nos estados com maiores taxas de pobreza”, destaca a FundaçãoPerseu Abramo. Ainda, segundo o estudo, um em cada dois latino-americanos quesaiu da pobreza, na última década, era brasileiro, tendo a pobreza caído maisrápido no Brasil do que na região.
“Portanto, alémdos riscos para a democracia, a instabilidade política no Brasil também ajuda acolocar em risco a manutenção das melhorias sociais no país, comprovadas não sópor organizações nacionais e fontes oficiais, mas também por organizaçõesinternacionais”, assinala a Fundação.
Fonte: Adital
