ORAÇÃO PELOS JOVENS ENCARCERADOS

Hoje é o dia que a Família Salvatoriana e comunidades se unem para juntos rezar as diferentes realidades juvenis. Nesta primeira quinta-feira (05) do mês de março, as Comunidades Salvatorianas são convidadas a fazer comunhão orante com a realidade dos jovens que sofrem com o encarceramento no Brasil.

Segundo a organização não-governamental Human Rights Watch, o Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Em 2018, o número de presos no Brasil já passava de 840 mil. Porém, o sistema carcerário nacional só tem capacidade para abrigar a metade dos atuais detentos, essa superpopulação carcerária pode chegar a quase 1,5 milhão em 2025. Das 493.145 pessoas presas que tiveram raça, etnia e cor classificadas pelo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias – INFOPEN, 64% são negras, o que representa quase dois terços de toda população carcerária brasileira, os brancos representam 35% e o 1% restante estão divididos entre pessoas classificadas como amarelas, indígenas e “outras”.


O mais alarmante ainda é a faixa etária de 75% do total das pessoas presas no Brasil. Desta população, 55% têm idades até 29 anos, pessoas com idades entre 30 e 34 anos representam 19% dos detentos no Brasil, o mesmo percentual para os presos com idade entre 35 e 45 anos. Os idosos (mais de 60 anos) representam 1% do sistema carcerário brasileiro. Outro dado divulgado pelo levantamento do INFOPEN é o nível de escolaridade, 70% da população carcerária brasileira mais da metade (51%) dos detidos com informações de escolaridade classificada tem o ensino fundamental incompleto. Além desses, 6% são alfabetizados sem cursos regulares e 4% não são alfabetizados. Apenas 1% da população carcerária ingressou no ensino superior.


Maior parte da população carcerária está presa por envolvimento com drogas, crimes contra o patrimônio, como o roubo, aparecem em segundo lugar, e em seguida, vêm os crimes contra a pessoa, contra a dignidade sexual, contra a paz pública, entre outros. Para Gustavo Ribeiro, defensor público da União, a situação do sistema prisional brasileiro se prolonga por fatores como a demora na conclusão dos processos, as prisões cautelares (sem condenação) que se estendem por muito tempo e o encarceramento de pessoas por crimes de baixo potencial lesivo: “Recebo muitos processos de prisão cautelares que duram três, quatro anos, sem condenação nenhuma. Eles acabam cumprindo pena sem condenação”, afirma Ribeiro.


Diante dessa triste realidade do sistema prisional brasileiro é visível perceber que a população que tem menos acesso as políticas públicas, são as que estão alimentando o banco de dados desse sistema opressor e desumano. Como apóstolas do Divino Salvador e colaboradoras do Reino, somos convocadas a sermos profetisas de nosso tempo, sendo mulheres misericordiosas que: vê, aproxima, sente compaixão e cuida do próximo, como nos pede a Campanha da Fraternidade deste ano.

Vamos juntos rezar pelos nossos jovens:http://bit.ly/38jfqXm

Confira também outras orações pelas Juventudes – https://bit.ly/2TZjXXz

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