ORAÇÃO PELOS JOVENS EM SITUAÇÃO DE RUA
Hoje é o dia que a Família Salvatoriana e comunidades se unem para juntos rezar as diferentes realidades juvenis. Nesta primeira quinta-feira (02) do mês de julho, as Comunidades Salvatorianas são convidadas a fazer comunhão orante com a realidade dos jovens que estão em situação de rua.
“Se já não somos mais capazes de perceber a desumana dor ao nosso lado, também nós nos tornamos desumanizados”, é com essa citação do Papa Francisco, conclamada no início do seu pontificado, em 2013, que iniciamos a reflexão: “Os jovens em situação de rua.”
A situação de rua de crianças e adolescentes não é novidade para ninguém. Segundo pesquisa da Secretaria de Direitos Humanos, em parceria com IDEST de 2011, temos 24 mil crianças e adolescentes em situação de rua: 3 em cada 10 pessoas em situação de rua são menores de 18 anos. O movimento social pelos direitos de crianças e adolescentes em situação de rua estava presente e foi um dos protagonistas na época da aprovação do ECA- Estatuto da Criança e Adolescente. No entanto, ainda temos fortes barreiras de acesso às políticas de saúde, educação e desenvolvimento social.
Ignorar ou invisibilizar essa população, mesmo nos serviços voltados à população em situação de rua, não parece estar surtindo o efeito pretendido. A pesquisa SDH/IDEST indica que 36% dessas pessoas, já passaram por instituições de internação e voltaram para as ruas, ou seja, não existem dispositivos suficientes para que essas pessoas não reincidam. E 20% relataram já terem sido impedidos de entrar em órgãos públicos, ou seja, os profissionais das políticas sociais não estão preparados para lidar com esse público. É preciso tirar as crianças e adolescentes em situação de rua da invisibilidade.
O olhar misericordioso e compassivo do bom samaritano nos inspira a vislumbrar de modo diferente, de perceber aquela realidade. Em meio a tantos desafios que saibamos enxergar no outro o próprio Cristo.
A parábola em questão nos recorda que a espiritualidade cristã, se não for ‘samaritana’, perde seu sentido e autenticidade a partir do momento em que nosso caminhar se torna indiferente e pouco habituado ao cuidado com aquele que, mesmo sendo nosso desconhecido, precisa de nossa solidariedade.
Assim como o bom samaritano, devemos colocar nossa vida à disposição do outro, não podemos ser indiferentes às dores de nossos irmãos porque Jesus fez de sua vida doação até a morte na cruz. É preciso ver, solidarizar-se e cuidar.
Vamos juntos rezar pelos nossos jovens:
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