Notícias

ORAÇÃO – JOVENS E A CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

“Confio em tua admirável Providência, ainda que tudo pareça estar perdido, em tudo aquilo que me atinge, coloco-me inteiramente em tuas mãos.” (Padre Jordan)

Nesta quinta-feira (08) do mês de abril, a Família Salvatoriana e comunidades se unem para juntos rezar as diferentes realidades juvenis. Neste dia, somos convidados a rezar pelos jovens que buscam capacitação profissional.

Em plena pandemia do Coronavírus que assola o mundo inteiro, o Brasil vive uma das suas piores crises, em nível social, político e econômico.  Enquanto em todos os outros países há uma verdadeira corrida pela vacina, que parece ser a única saída possível para o controle e extermínio da Covid-19, o Brasil ainda tem que lidar com uma grande briga pelo poder, travada pelos governos federal, estadual e municipal. Mudanças de ministros da saúde que sequer têm noção de por onde devem começar os trabalhos de organização no combate ao vírus. Enquanto isso, os números de casos e mortes só aumentam, chegando nas últimas semanas do mês de março a mais de 2.000 mortos por dia.

Impactos na vida da juventude: No ano de 2020, a vida parou durante, praticamente quatro meses, por conta da pandemia, inclusive as atividades escolares. Todos tivemos que, de imediato, achar uma alternativa possível para continuar a vida, agora de maneira virtual, já que os encontros presenciais não eram mais possíveis. Professores e alunos tiveram que aprender a dominar a tecnologia e se adaptar com as aulas on-line e lives. A educação no país, assim como em outras áreas, revelou sua grande dicotomia. De um lado, os grandes favorecidos: alunos que não encontraram grandes dificuldades para se adaptar à nova forma de aprendizado, porque têm acesso fácil às tecnologias, e do outro lado, os que não têm sequer acesso a um lugar digno para as aulas presenciais. A evasão escolar aumentou vertiginosamente; muitos jovens por não terem acesso às tecnologias abandonaram as escolas, outros pelas necessidades familiares precisaram procurar alguma forma de auxiliar no sustento da casa. E outros ainda, já se sentiam desaminados e só encontraram mais uma desculpa para o abandono escolar. No entanto, também existem os que não desanimaram, os que acreditam que podem fazer o seu futuro diferente, os que fazem dos obstáculos degraus para a sua escalada, a fim de serem protagonistas da sua própria história.  Encontraram novas formas de acesso à tecnologia, pediram ajuda, e várias iniciativas foram tomadas nesse sentido. Empresas doaram equipamentos, pessoas contribuíram com doações para que uma rede de solidariedade se formasse a fim de que a educação chegasse e favorecesse a todos que queriam a continuidade de sua formação intelectual. No fim do ano, mesmo a contragosto de uma parcela de especialistas, o Enem aconteceu, e em vista do contingente de alunos do país, a participação foi muito tímida, apresentando um índice de abstenção de 72%, reflexo provável da situação calamitosa na qual se encontravam alguns Estados devido à pandemia.

Faculdades e cursos técnicos também tiveram suas atividades suspensas, tendo que  recorrer à tecnologia para dar continuidade às suas atividades, agora, de maneira remota.  Novamente, neste grupo as diferenças sociais foram acentuadas. E o grande desafio foi também o acesso à tecnologia de qualidade.

Na juventude já graduada continua o desafio de encontrar o primeiro emprego. Com a pandemia, emergiu a necessidade de profissionais qualificados em áreas especificas, como a saúde. Mas, por outro lado, muitos jovens qualificados perderam seus postos de trabalho porque empresas encerraram suas atividades.

Muitos jovens também investiram na carreira acadêmica, e hoje se encontram sem possibilidade de continuar seus estudos. Primeiro, pela atual política federal de não investir nos campos da pesquisa, impactando diretamente na manutenção de bolsas de estudos. Segundo, em algumas áreas as pesquisas tiveram que cessar já que o campo da atuação era diretamente junto à população.

Como toda a população, a juventude foi diretamente afetada pela pandemia. Após um ano, vivendo a ameaça de morte iminente que o vírus nos impõe, o quadro de idade de pessoas que hoje lotam os CTI’s, caiu para uma margem entre 20 a 50 anos. A vacina chega a passos lentos. Um percentual muito baixo da população se encontra vacinado, e há um grande número de pessoas que continuam sendo infectadas, e outros que não resistem e morrem. Hoje os mais infectados são os jovens, por vários fatores, principalmente porque é a faixa etária que mais se expõe, seja ela por necessidade ou por diversão.

Vamos juntos rezar pelos nossos jovens:

Confira também outras orações pelas Juventudes – 

Outros conteúdos