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O amor não está de quarentena!

O amor não está de quarentena, continua livre para amar, porque ele nasce no e do coração.  É ele que nos faz sentir o prazer de viver e servir. A pandemia não o atingiu nem há perigo de que ele o será. O amor é uma atitude de vida que não olha para a condição do corpo, ele pode agir mesmo o corpo estando doente. A pandemia aguçou o amor em muita gente. Muitas pessoas se tornaram mais afáveis, mais solidárias, mas compassivas, descobriram a força do amor mesmo em situação de quarentena.

Quando o amor move as pessoas, elas se transformam e revelam o lado bom da vida e enchem de esperança quando o caos quer dominar. O amor não está acorrentado pela doença, só precisa de um coração aberto e sensível, que se despoja do próprio egoísmo e abre espaço para acolher o outro, seja ele quem for, para desejar-lhe o bem, para fazer-lhe o bem, para encaminhá-lo para o bem. O amor conforta na hora da dor das perdas que alguém sofreu; o amor consola o coração abatido pelo sofrimento; o amor regenera quando alguém está fraco e abatido; o amor se solidariza quando alguém precisa dele; o amor é capaz de reconstruir as relações perturbadas pelos conflitos; o amor ouve àqueles que se sentiram emudecidos pela exclusão e por não terem espaços no tempo de cada um ocupado com suas coisas e surdos aos lamentos de quem precisa falar; o amor restabelece a paz onde ela foi perdida na agressividade, no ódio que brotou num momento de incompreensão; o amor salva onde alguém se havia perdido; o amor restabelece os laços lá onde eles haviam se desfeito; o amor encoraja lá onde a desesperança havia chegado. O amor dá um passo a mais com quem pediu para andar só um; o amor discerne lá onde a  confusão quis tomar conta; o amor revitaliza as forças perdidas num momento de luta; o amor fala quando a voz se cala pelo sofrimento que apareceu; o amor fortalece quando o desânimo quis tomar conta; o amor se torna solícito quando a necessidade do outro se apresenta; o amor não se esgota, ele se renova a cada gesto que faz; o amor fica dentro de casa solidário com os que ali estão; o amor sai para fora quando alguém bate à porta e pede um pão; o amor atende com gestos de atenção e partilha; o amor vai além da casa, da cidade, do país, ele se torna universal; o amor acompanha sempre o coração generoso; o amor reconstrói os vínculos lá onde eles haviam se rompido; o amor não dá aviso prévio, ele está sempre atento, disponível e permanente; o amor é a força que move o mundo e o mantem de pé; o amor faz reviver a vida lá onde ela estava morrendo.

Por isso resgate o amor que há em você e deixe-o agir livremente, para que ele se torne sua marca registrada nesse tempo de pandemia. Viva o amor e ele o conduzirá a sua fonte original de onde tudo brotou. Em toda a perfeição da harmonia do universo se manifestou  a força criadora. Ame, porque Deus é amor, e tudo o que saiu dele veio marcado pelo amor. O amor é atitude eterna de Deus que nos amou por primeiro e deixou em nós sua marca, como imagem e semelhança. O amor não está de quarentena!

Pe. Deolino Pedro Baldissera, sds

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