Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina – Festa | Segunda-feira

Oração do dia

Ó Deus, que nos destes a santa virgem Maria para amparar-nos como mãe solícita, concedei aos povos da América Latina, que hoje se alegram com sua proteção, crescer constantemente na fé e alcançar o desejado progresso no caminho da justiça e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura – Gálatas 4,4-7

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.

4 4 Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei,

5 a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção.

6 A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!

7 Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial – 95/96

Manifestai a sua glória entre as nações.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,

cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!

Cantai e bendizei se santo nome!

Dia após dia anunciai sua salvação,

manifestai a sua glória entre as nações

e, entre os povos do universo, seus prodígios!

Publicai entre as nações: Reina o Senhor!

Ele firmou o universo inabalável,

e os povos ele julga com justiça”.

Leitura –

Evangelho – Lucas 1,39-47

Aleluia, aleluia, aleluia.

Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

1 39 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.

40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.

41 Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.

42 E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.

43 Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?

44 Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.

45 Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”

46 E Maria disse: “Minha alma glorifica ao Senhor,

47 meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador”.

Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho

A GLORIFICAÇÃO DE MARIA

A festa da assunção de Nossa Senhora leva-nos a repensar todo o seu peregrinar neste nosso mundo, pois se trata de celebrar o desfecho de sua caminhada. O fim da existência terrena de Maria consistiu na plenificação de todos os seus anseios de mulher de fé e disponível para servir. A expressão “repleta de graça”, dita pelo anjo, encontrou sua expressão consumada na exaltação dela junto de Deus.

A estreita conexão entre a existência terrena de Maria e a sua sorte eterna foi percebida desde cedo pela comunidade cristã, apesar de a Bíblia não contar os detalhes de sua vida e de sua morte. A comunidade deu-se conta de que Deus assumiu e transformou toda a sua história, suas ações e seu corpo.

O relato evangélico é um pequeno retrato de Maria. Sua condição de mãe do Messias, o “Senhor” esperado pelo povo, proveio da profunda comunhão com Deus e da disponibilidade total em fazer-se sua servidora. Expressou sua fé no canto de louvor – o Magnificat –, no qual proclamou as maravilhas do Deus e as grandezas de seus feitos em favor dos fracos e pequeninos.

A comunhão com Deus desdobrava-se, na vida de Maria, na sua disponibilidade a servir o próximo. A ajuda prestada à prima Isabel é uma pequena amostra do que era a Mãe de Deus no seu dia a dia.

Assunta ao céu, Maria experimentou, em plenitude, a comunhão vivida na Terra.

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