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Destaques da Jornada Mundial da Juventude no Panamá

A 34ª  Jornada Mundial da Juventude (JMJ), aconteceu nos dias 22 a 27 de janeiro de 2019, no Panamá, onde reuniu mais de 200 mil jovens católicos de 155 países.  A JMJ teve como tema: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)”.

O primeiro dia do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude se concluiu com o grande encontro com os jovens, no Campo Santa Maria la Antigua, situado na Faixa Costeira da Cidade do Panamá. Francisco foi recebido calorosamente por milhares de jovens numa festa de cores e alegria.

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Em seu discurso, na Cerimônia de abertura da JMJ, Francisco afirmou: “A Jornada Mundial da Juventude é mais uma vez uma festa de alegria e esperança para toda a Igreja e, para o mundo, um grande testemunho de fé (…) Pedro e a Igreja caminham com vocês e quero dizer a todos que não tenham medo, que prossigam com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegres e disponíveis, mais ‘testemunhas do Evangelho’.

“Um novo Pentecostes só é possível, se, como há pouco vivemos no Sínodo, soubermos caminhar escutando-nos e escutar completando-nos uns aos outros, se soubermos testemunhar anunciando o Senhor no serviço aos nossos irmãos; naturalmente, um serviço concreto”.

“A cultura do encontro é apelo e convite a termos a coragem de manter vivo um sonho comum. Sim, um sonho grande e capaz de envolver a todos. Um sonho chamado Jesus, que convida ao amor verdadeiro”.

O amor de Jesus continua Francisco “é um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza nem obriga a estar calado, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que entende mais de subidas que de quedas, de reconciliação que de proibições, de dar nova oportunidade que de condenar, de futuro que de passado. É o amor silencioso da mão estendida no serviço e na doação sem se vangloriar”.

O Papa conclui convidando os jovens a manter vivo este “sonho que nos faz irmãos e que somos convidados a não deixar congelar no coração do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: “Senhor, ensina-me a amar como Vós nos amastes”.

Confira o discurso completo do Papa aos Jovens: https://goo.gl/D3wLeb

Cruz com ramos de oliveira. Presente do Papa Francisco aos jovens detentos no Panamá

Na sexta-feira (25/01) da 34ª Jornada Mundial da Juventude, durante a visita ao Centro correcional de Menores Las Garzas de Pacora, o Papa Francisco deu aos jovens detentos uma Cruz especial: feita de ferro fundido na qual Cristo está envolvido pelos ramos da oliveira. O Santo Padre ouviu em confissão cinco jovens no total, quatro homens e uma mulher. O Pontífice também teve a oportunidade de cumprimentar os 30 jovens que fizeram os confessionários que estão no Parque do Perdão para que os peregrinos da JMJ possam receber o sacramento da Reconciliação.

O Centro Correcional de Menores Las Garzas de Pacora foi criado em 2012 e tem um total de 192 jovens detentos. Este local oferece um programa completo de reintegração, que inclui a participação de seminários organizados pelo Instituto Nacional de Formação Profissional e Formação para o Desenvolvimento Humano (INADEH).

Via-sacra da JMJ

JMJ - Panamá

No marco da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Panamá 2019, o Papa Francisco presidiu na sexta-feira (25/01) a Via sacra no Campo Santa Maria la Antigua, na Cinta Costera, onde dirigiu uma mensagem aos jovens peregrinos concentrados na qual ressaltou o papel da Mãe de Deus.

“Contemplemos Maria, mulher forte. D’Ela, queremos aprender a ficar de pé junto da cruz. Com a sua mesma decisão e coragem, sem evasões nem miragens. Ela soube acompanhar o sofrimento de seu Filho, vosso Filho; apoiá-Lo com o olhar e protegê-Lo com o coração. Que dor sofreu! Mas não a abateu. Foi a mulher forte do ‘sim’, que apoia e acompanha, protege e abraça. É a grande guardiã da esperança”, disse o Santo Padre.

“Também nós queremos ser uma Igreja que apoia e acompanha, que sabe dizer: estou aqui, na vida e nas cruzes de tantos cristos que caminham ao nosso lado”.

Além disso, o Santo Padre expressou que “a Via-Sacra do vosso Filho prolonga-se em tantos jovens e famílias que, absorvidos numa espiral de morte por causa da droga, do álcool, da prostituição e do tráfico humano, ficam privados não só do futuro, mas também do presente. E, assim como repartiram as vossas vestes, Senhor, acaba repartida, maltratada a sua dignidade”.

Diante desta dor, o Pontífice questionou: “E nós, Senhor, que fazemos? Como reagimos à vista de Jesus que sofre, caminha, emigra no rosto de tantos amigos nossos, de tantos desconhecidos que aprendemos a tornar invisíveis?”.

Santa Missa com Papa Francisco reabre a Catedral do Panamá

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No terceiro dia da Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa com a dedicação do altar da Catedral Basílica Santa Maria La Antigua, com a presença de numerosos Sacerdotes, Consagrados e Movimentos Leigos.

Em sua homilia, Papa Francisco refletiu o evangelho do dia, um trecho do Evangelho de João, “Jesus, cansado da caminhada, sentou-Se, sem mais, na borda do poço. Era por volta do meio-dia. Entretanto, chegou certa mulher samaritana para tirar água. Disse-lhe Jesus: “Dá-Me de beber”” (Jo 4, 6- 7). Para o Santo Padre, este trecho do Evangelho não hesita em apresentar-nos Jesus cansado de caminhar e precisava aplacar e saciar a sede, refrescar seus passos, recuperar as forças para continuar a missão.

Papa Francisco destacou que, assim como Jesus estava cansado de caminhar, também nós muitas vezes temos múltiplas as causas e motivos que nos podem provocar a fadiga da caminhada. O Santo Padre destacou que para nossa imaginação é relativamente fácil contemplar e entrar em comunhão com as atividades do Senhor, com suas ações, mas sem sempre sabemos ou podemos contemplar suas fadigas, como se estas não fossem algo que Deus sentisse.

“Mas o Senhor cansou-Se e, nesta fadiga, encontra lugar tanto cansaço dos nossos povos e da nossa família, das nossas comunidades e de todos aqueles que estão cansados e oprimidos. (…) A nós sacerdotes, consagrados e consagradas, membros dos movimentos laicais: desde as longas horas de trabalho que deixam pouco tempo para comer, descansar e estar com a família, até às ‘tóxicas’ condições laborais e afetivas que levam ao esgotamento e desgastam o coração; desde a simples dedicação diária até ao peso rotineiro de quem já não sente gosto ou não encontra reconhecimento e apoio para enfrentar as exigências de cada dia; desde as situações complicadas já habituais e previsíveis até aos momentos urgentes e angustiantes de pressão… Uma gama completa de pesos a suportar”, disse.

Confira a homilia completa em: https://goo.gl/nQKAxp

Vigília da JMJ

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O Papa Francisco presidiu no sábado, 26 de janeiro, a Vigília da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com a participação de 600 mil jovens e peregrinos que se reuniram no Campo São João Pablo II, no Panamá.

O ápice foi a adoração ao Santíssimo, mas o discurso do Papa Francisco foi outro grande momento, que – como sempre – usou a linguagem dos seus interlocutores. O Pontífice se inspirou no testemunho dado momentos antes por alguns jovens para transmitir a sua mensagem, desta vez mariana.

História da amor

“A salvação que o Senhor nos dá é um convite para participar numa história de amor”, disse o Papa e foi assim que Ele surpreendeu Maria.

“ A jovem de Nazaré não aparecia nas «redes sociais» de então, não era uma influencer – uma influenciadora digital – mas, sem querer nem procurá-lo, tornou-Se a mulher que maior influência teve na história. ”

Influencer de Deus

Francisco definiu Maria como a “influencer de Deus”, que com palavras soube dizer «sim», “confiando no amor e nas promessas de Deus, única força capaz de fazer novas todas as coisas”.

A força desse “sim” impressiona, prosseguiu Francisco. Foi o «sim» de quem quer comprometer-se e arriscar. Nesta estrada, o primeiro passo é não ter medo de receber a vida como ela vem, com suas imperfeições e dificuldades.

“O amor do Senhor é maior que todas as nossas contradições, fragilidades e mesquinhices, mas é precisamente através das nossas contradições, fragilidades e mesquinhices que Ele quer escrever esta história de amor.”

Comunidade

Retomando a linguagem juvenil, o Papa recordou que não basta estar conectado o dia inteiro para se sentir reconhecido e amado. Mas é preciso encontrar espaços onde os jovens possam sentir-se parte de uma comunidade.

Portanto, o segundo passo é criar elos, laços, família: uma comunidade onde possam se sentir amados. Espaços onde receber raízes e leva-las adiante.

“ Ser um influencer no século XXI significa ser guardião das raízes, guardião de tudo aquilo que impede a nossa vida de tornar-se «gasosa», evaporando-se no nada. Sejam guardiões de tudo o que permite sentir-nos parte uns dos outros, pertencer-nos mutuamente. ”

Faça-se em Mim

Interagindo com a multidão, Francisco perguntou se os jovens estão dispostos a responder o “sim” Maria, “Faça-se em Mim”:

“O Evangelho ensina-nos que o mundo não será melhor por haver menos pessoas doentes, debilitadas, frágeis ou idosas de que ocupar-se, nem por haver menos pecadores, mas será melhor quando forem mais as pessoas que, como estes amigos, estiverem dispostas e tiverem a coragem de dar à luz o amanhã e acreditar na força transformadora do amor de Deus.”

Coragem foi a palavra final do Papa:

“Não tenham medo de dizer ao Senhor que vocês também querem fazer parte da sua história de amor no mundo.”

Missa de envio da JMJ

700 mil fiéis acompanharam a celebração no Campo São João Paulo II

Na missa de envio da JMJ do Panamá, Francisco alertou os jovens para o risco de pensar que a vida seja uma promessa que vale só para o futuro, que nada tem a ver com o presente.


Na mesma esplanada que acolheu 600 mil jovens para a festa da Vigília na noite anterior, o Papa celebrou na manhã deste domingo (27/01) a missa campal de envio da edição panamenha da Jornada Mundial da Juventude.

Chegando em papamóvel ao Metro Park, Francisco foi recebido pelo Arcebispo de Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, e com ele a bordo, prosseguiu entre os fiéis até a Sacristia do Campo São João Paulo II. Telões foram instalados em pontos estratégicos do campo para uma melhor visibilidade das 600 mil pessoas presentes. Na área destinada às autoridades, estavam os presidentes de 5 países latino-americanos: Costa Rica, Colômbia, Guatemala, El Salvador e Honduras, além do português Marcelo Rebelo de Souza.

Jesus e o ceticismo da comunidade

Em sua homilia, o Papa refletiu sobre ‘o agora de Deus’, tema apresentado no Evangelho de Lucas:

Era o início da missão pública de Jesus e na sinagoga, circundado por conhecidos e vizinhos, Ele pronuncia publicamente as palavras “Cumpriu-se hoje”, que significavam a presença de Deus, o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido.

Mas nem todos aqueles que lá O ouviram, se sentiam convidados ou convocados; não estavam prontos para acreditar em alguém que conheciam e tinham visto crescer e que os convidava a realizar um sonho há muito aguardado. E o mesmo acontece às vezes também conosco, explicou o Papa:

“Nem sempre acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia-a-dia, tão próximo e real, e menos ainda que Se faça assim presente agindo através de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente”.

Não subestimar, mas assumir

De fato, prosseguiu Francisco, é comum comportarmo-nos como os vizinhos de Nazaré, preferindo um Deus à distância: magnífico, bom, generoso mas distante e que não incomode, porque um Deus próximo no dia-a-dia, amigo e irmão, nos pede para aprendermos proximidade, presença diária e, sobretudo, fraternidade.

Francisco alertou os jovens para o risco de pensar que a vida seja uma promessa que vale só para o futuro, que nada tem a ver com o presente. Como se ser jovem fosse sinônimo de uma ‘sala de espera’ para o futuro, considerando que o seu ‘agora’ ainda não chegou; que são jovens demais para se envolverem no sonho e na construção do amanhã.

Criar um espaço comum e lutar por ele

A este ponto, o Papa recordou o recente Sínodo dos Jovens, celebrado em outubro passado, no Vaticano, destacando como um de seus frutos “a riqueza da escuta entre gerações, do intercâmbio e do valor de reconhecer que precisamos uns dos outros; “que devemos esforçar-nos por promover canais e espaços onde nos comprometamos a sonhar e construir o amanhã, já hoje, unidos, criando um espaço em comum: um espaço que não nos é oferecido como um presente, nem o ganhamos na loteria, mas um espaço pelo qual vocês também devem lutar”.

“ Porque vocês, queridos jovens, não são o futuro, mas o agora de Deus. ”

“Ele os convoca e os chama, em suas comunidades e cidades, para irem à procura dos avós, dos mais velhos; para se erguerem de pé e, juntamente com eles, tomar a palavra e realizar o sonho com que o Senhor os sonhou. Não amanhã; mas agora!”.

A missão com Deus é a nossa vida

Incitando os jovens a deixar-se apaixonar por Deus, sentindo que possuem uma missão, Francisco concluiu sua homilia lembrando que o Senhor e sua missão não são um ‘entretanto’, uma coisa passageira, mas são ‘as nossas vidas’, e que o amor de Deus é concreto, próximo e real:

“É alegria festiva que nasce da opção de participar na pesca miraculosa da esperança e da caridade, da solidariedade e da fraternidade frente a tantos olhares paralisados e paralisadores por causa dos medos e da exclusão, da especulação e da manipulação”.

Viver o amor concretamente

Assim como Maria, que não Se limitou a acreditar em Deus e nas suas promessas como algo possível, mas acreditou em Deus e teve a coragem de dizer ‘sim’ para participar neste agora do Senhor, devemos viver em concreto o nosso amor:

“Que o seu ‘sim’ continue a ser a porta de entrada para que o Espírito Santo conceda um novo Pentecostes ao mundo e à Igreja” – foram as palavras conclusivas do Papa.

O ‘obrigado’ do Papa

No final desta celebração, Francisco agradeceu todas as autoridades civis, o arcebispo de Panamá e os bispos do país e das nações vizinhas, por tudo o que fizeram em suas comunidades para dar abrigo e ajuda a tantos jovens. O ‘obrigado’ do Papa se dirigiu também a todas as pessoas que a apoiaram com a a oração e colaboraram com dedicação e trabalho na realização da JMJ e principalmente, a todos os jovens:

“ Sua fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro ”

O último pedido a todos foi para que regressem às suas paróquias e comunidades, famílias e amigos e transmitam esta experiência, para que outros possam vibrar “com a sua força e o seu sonho”.

JMJ de 2022 será em Lisboa

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O anúncio oficial foi feito ao final da missa conclusiva da Jornada Mundial da Juventude do Panamá, realizada neste domingo (27/01) no Campo São João Paulo II, no Metro Park, na Cidade do Panamá. Lisboa vai sediar a próxima edição da JMJ. Lisboa, capital de Portugal, o país guarda uma das devoções marianas mais populares no mundo, que é Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Papa Francisco: abraçar o próximo com gestos simples e diários

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O Papa Francisco visitou o Lar do Bom Samaritano n0 domingo (27/01), por ocasião da sua participação na Jornada Mundial da Juventude, no Panamá. Ao encontrar os doentes do local e de outros centros de assistência, mas também diretores, colaboradores e agentes pastorais, o Pontífice confessou “o desejo ardente” do encontro na casa-família para se renovar a esperança.

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