Igreja celebra 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais
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O tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais (17) “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor” qualifica a família como “o ventre e a escola de comunicação”. A Igreja celebra a data todos os anos na Solenidade da Ascensão do Senhor e enfatiza que a comunicação não são prioritariamente os meios, mas sim, os sujeitos e a mensagem comunicativa, como já referia São João Paulo II.
O papa Francisco que tem insistido na valorização da família e apregoado que a comunicação é antes de tudo presença, escolheu este tema preparando a fase final do Sínodo para a Família, cujo tema será “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo” e o próprio Encontro Mundial das Famílias, em setembro na Filadélfia (EUA), onde estará.
Escola e ventre
Na sua mensagem, que está sendo objeto de reflexão em múltiplos eventos relativos à comunicação, Francisco traz a presença do encontro entre duas mães: Maria e sua prima, quando João Batista estremeceu no ventre de Isabel ( conf. Lc 1,41).
O papa enfatiza que a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. E o ventre materno é a primeira “escola” de comunicação, estendida depois ao “ventre”, que é a família.
Francisco faz questão de apresentar as diferenças entre gêneros e gerações dentro de um lar, destacando que a oração é o suporte para comunicar e conviver entre as diferenças.
Presença que abençoa
Diante da constante evolução tecnológica, o papa faz questão de ressaltar como prioridade a comunicação que é presença. “A família é, sobretudo, a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e, todavia, são tão importantes uma para a outra”.
O papa exorta as famílias que pratiquem uma comunicação que faz o outro crescer e o estimula com gestos que podem construir a paz, ao invés do insulto, da discórdia e da murmuração. “Abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal”, recomenda o papa.
Francisco reflete ainda que diante das imperfeições próprias e alheias, o perdão é “dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade”
Os meios
Embora considere preciosos os novos meios de comunicação contemporânea, Francisco adverte que cabe aos pais serem os primeiros educadores neste campo do uso das tecnologias. “.. Podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contato com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este “início vivo”, saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais”, destaca.
O santo padre conclui observando que a “ família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.
Podcasts
A Rede Scalabriniana de Comunicação, uma das geradoras da Rede Católica de Rádio (RCR) produziu programas de rádio, abordando a temática do Dia Mundial das Comunicações Sociais, sob a ótica da mensagem do papa Francisco.
Os programas são de uso livre e podem ser ouvidos ou baixados emhttp://webradiomigrantes.rcr.org.br/podcasts
Fonte: POM
