Hospitais apelam ao Fórum Parlamentar de SC
[imagem1]
Hospitais apelam ao Fórum Parlamentar de SC
26 de maio de 2015
Dirigentes das Federações e Associação dos Hospitais de Santa Catarina fizeram um apelo dramático ao Fórum Parlamentar para que sensibilizem o ministro da Saúde sobre a urgente necessidade de reajustar as tabelas do SUS. Se nada acontecer, em novembro, os hospitais filantrópicos entram em situação pré-falimentar. O SUS paga hoje R$ 267,50 por um parto que tem custo de R$ 582,38, gerando déficit unitário de R$ 314,88. Os médicos recebem míseros R$ 11,00 por consulta.
O deputado Mauro Mariani prometeu que vai solicitar audiência com urgência ao ministro da Saúde.
Crise dos hospitais na reunião do Fórum Parlamentar
25 de maio de 2015
A grave crise registrada em toda a rede hospitalar pública apresenta sintomas de pré-falência entre os hospitais filantrópicos e comunitários pela desastrosa política do governo federal. O congelamento da tabela do SUS nos últimos anos provocou rombos financeiros e está inviabilizando o atendimento médico-hospitalar em várias regiões de Santa Catarina.
Segundo a Federação dos Hospitais, uma diária de UTI tem hoje custo de R$ 1.597,77. O Sistema Único de Saúde paga R$ 508,63, um terço das despesas reais. O déficit está sendo pago pelos filantrópicos.
Este é apenas um dos muitos itens a revelar a defesagem dos preços pagos pelo SUS em relação aos custos de internação, alimentação, cirurgias, etc.
Diagnóstico da situação será apresentado hoje,a partir das 9h, ao Fórum Parlamentar Catarinense, que se reunirá na Fiesc, no dia em que completa 65 anos de fundação. A rede hospitalar comunitária e filantrópica é responsável pelo atendimento de 70% da população de Santa Catarina, segundo dados das tres entidades que reúnem os hospitais.
Há anos que os hospitais, lideranças parlamentares e comunitárias batalham em Brasília pelo reajuste das tabelas do SUS, sem sucesso. Há décadas que há mobilização dos profissionais da saúde, de secretários municipais e dirigentes hospitalares pela campanha “Saúde +10” que objetiva aplicar o que estabelece a Constituição de 1988, que obriga o governo federal a destinar 10% do orçamento para o setor saúde.
Com maioria no Congresso Nacional até aqui o governo impediu a aprovação da emenda.
Fonte: Diario Catarinense/Por Moacir Pereira
Colaboração: Ir. Lídia Pagliari
