HOJE É DIA DE #TBT
Partilhamos alguns depoimentos das Salvatorianas que participaram no 5 Congresso Missionário Nacional. “Ide! Da Igreja local aos confins do Mundo”.
Nos dias 10 a 15 de novembro aconteceu na cidade de Manaus (AM), o 5 Congresso Missionário Nacional com o objetivo de impulsionar a missão ad gentes das Igrejas particulares, até os confins do mundo, em uma caminhada sinodal e na escuta do Espírito Santo, avançando no processo de uma verdadeira conversão missionária de nossas comunidades eclesiais, em vista da missão da Igreja que é evangelizar. Colocar-se a caminho como missionárias, missionários é o grande convite do Evangelho. E pelo Batismo, somos inseridas na dinâmica do amor trinitário através do encontro com Jesus ressuscitado que sempre toma a iniciativa de nos encontrar e dar um novo horizonte (cfe DAp). Este convite nos faz perguntar como é meu encontro com Jesus e como manifesto esta grande Boa Nova?
A missão nos provoca a conversão para olhar a realidade local de cada comunidade cristã e da Igreja num todo. Olhar, escuta, perceber onde o clamor do Povo se faz mais gritante, nas periferias, na invisibilidade, no clamor pela vida. A comunidade eclesial deve acolher a missão e deixar-se dinamizar permanentemente pela missão. É um movimento bonito: ser missão, viver a missão, desenvolver a missão. Expressando o que significou participar do 5 Congresso Missionário, acompanhemos os testemunhos das Irmãs: Wanderleia, Kalene, Sandra, Dilva e vocacionada Andreza.
** O Congresso missionário nacional foi um sopro de Deus gerando vida que impulsionou para uma conversão pastoral em chave MISSIONARIA, dando prioridade aos pobres Foi possível reconhecer o rosto da igreja, em solo amazônico, e toda a força que vem dessa essência missionária, bem como escutar seus desafios e apelos. Marcante foi a caminhada dos mártires, testemunho profético de mulheres e homens que foram fiéis ao evangelho e deram a vida neste chão para gerar mais vida. Confiemos ao Espírito Santo que nos ilumina e orienta para irmos da igreja local aos confins do mundo com o coração ardente e os pés a caminho. (Wanderleia Dalla Costa)

** Como dizia Dom Helder “missão é partir, caminhar, deixar tudo, sair de si, “tivemos que sair da nossa própria realidade, deixar nossa sacola cheia de nós mesmos e ir ao encontro da realidade do outro. Participar do congresso missionário foi um despertar e também um mergulhar ainda mais profundo na essência de ser missionário. Para levar Jesus para o outro é necessário que nós possamos ser íntimos dele, não podemos levar água para saciar a sede de alguém se o nosso copo está vazio. Ter a experiência com o ressuscitado, nos implica imitarmos também em suas ações, que nos impulsiona a caminhar e ir ao encontro. Precisamos está com o coração afetado ” envolvido pela compaixão, pelo amor e pela vida” para alcançamos outros corações. O que compromete a ação missionária e nos impede de chagamos até os confins? cada dia a igreja perde sua identidade missionária, tornando uma igreja estagnada, repleta de pessoas individualistas, assim como Pedro pensava que o anúncio era só para o povo judeus, hoje nos deparamos com o anúncio só para aqueles que já estão na igreja.” Não somos um povo privilegiado, Deus é para todos” O sacrifício de Jesus Cristo foi para redimir a todos, que possamos escutar o seu chamado “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15. (Vocacionada Andreza)

** Tu que sopra onde queres, vento de Deus gerando vida. Participar do congresso missionário para mim foi uma graça desde do sair de casa até Manaus. Foram dias de muita profecia, interpelação, partilhas missionárias e vivência com as famílias e comunidades. E diante de todos os momentos fortes vivenciados no congresso Missionário Nacional quero ressaltar: A igreja local só é igreja quando se faz comunhão com as demais comunidades. Uma igreja fechada em si mesma sem abertura missionária, é uma igreja incompleta, ou seja, uma igreja enferma. A missão não deve se limitar no fazer, mas a missão é ser! Nas oficinas destaco: ser missionária é despertar os cincos sentidos: Visão, audição, tato, paladar, olfato para bem melhor estar com o povo e servir o mesmo. E o questionamento que ficou para mim foi: Quais são as margens, os confins, as fronteiras que estão ao meu redor e que ainda não cheguei lá? (Kalene Leite Alves)

** Estar participando do Congresso Missionário que aconteceu para além da programação do evento, foi um banho de missionariedade e apelo de conversão. É preciso decolonizar os processos de evangelização. Os confins, as margens, as fronteiras, as periferias…estão em todos os lugares. A perspectiva missionária é o encontro com os pobres. De tudo que vi, ouvi, percebi, senti, contemplei… destaco a vida missionária e sinodal da igreja amazônica: o protagonismo laical, o testemunho de simplicidade e comprometimento dos bispos, a vida religiosa consagrada, pobre com os pobres. Fiquei com a pergunta: onde o Evangelho ainda não chegou em mim? (Sandra Regina Alves de Souza)

** A oportunidade de participar do Congresso missionário, foi um sentir a ação do Espírito de Deus agindo na vida das pessoas que lá estavam participando ou servindo. Acolhidas nas casas de famílias, nas paróquias, áreas missionárias e tudo flui com muita alegria e doação. Os temas, as reflexões, celebrações, a noite cultural, tudo com muita dinamicidade e celebrativa, trazendo as diversas realidades de nossa Igreja. O testemunho profético de mulheres e homens que pisam o chão das duras realidades que fizeram ecoaram um grito pelo cuidado com a Vida, nos faz perguntar de que lado da história nós estamos. Pois há projetos de destruição dos povos originários, da casa comum, da vida humana. São muitas dores e sofrimentos. Ainda há um longo caminho a percorrer. Jesus Salvador nos conceda a graça da conversão e o dom da missionariedade. (Dilva Fátima Mazaro)

Agradecemos por esta oportunidade de participar do 5 congresso missionário nacional, pelas pessoas que estavam em comunhão com este momento de revigoramento da Igreja local empenhadas no servir e amar. O apelo missionário continua ardendo em nossos corações. Corações ardentes, pés a caminho, da Igreja local aos confins do mundo. Gratidão.
