Dia Internacional contra a Exploração Sexual e Tráfico de Pessoas
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Para marcar Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças, celebrado nesta quinta-feira (23 de setembro), vários estados brasileiros promovem ações de mobilização para prevenção à exploração sexual e o tráfico de pessoas.
As atividades ocorrem nos dias 23 e 24 de setembro, por meio da articulação dos Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Postos Avançados. Apoiados pela Rede Um Grito Pela Vida, Secretaria Nacional de Justiça e do Ministério da Justiça.
O Brasil vai participar das mobilizações em todo o mundo para chamar a atenção das autoridades do Poder Público e da Sociedade Civil, para o crime de Tráfico de Pessoas. Dentre as ações, destaca-se a realização de reuniões, seminários e atos públicos.
Rede Um Grito Pela Vida
Conscientes desta realidade, a Rede um Grito pela Vida, segue sua missão no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. E neste, 23 de setembro reafirma sua determinação de continuar realizando ações cada vez mais incisivas e contundentes para dar visibilidade e coibir esta pratica criminosa do tráfico de pessoas, especialmente de mulheres e crianças. Reassume o compromisso de lutar pela superação das causas geradoras desta iníqua realidade que ofende e violenta a vida e de inúmeras mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade: a pobreza, a falta de oportunidades de trabalho, a discriminação de gênero, a violência doméstica, a instabilidade política e econômica de países, a migração forçada, a pornografia midiatizada, a falta de uma legislação adequada e efetiva.
Queremos, neste dia de luta, celebrar nosso compromisso reconhecer as conquistas já alcançadas, alertar a sociedade civil, e chamar poder público ao compromisso, a sair da inalterabilidade, a priorizar e executar as políticas públicas de Enfrentamento ao Tráfico Humano.
Neste dia, vale ressaltar as palavras proféticas do Papa Francisco, que convoca a todos/as nós Igreja, Vida Religiosa Consagrada, Sociedade civil e poder publico a superação da cultura de indiferença e da inercia: “Não é possível ficar impassível, sabendo que existem seres humanos tratados como mercadoria! Pense-se em adoções de criança para remoção de órgãos, em mulheres enganadas e obrigadas a prostituir-se, em trabalhadores explorados, sem direitos nem voz, etc.”
Por que a data foi criada?
O Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças foi criado a partir da promulgação da Lei Palácios, há 95 anos, exatamente no dia 23 de setembro de 1913, na Argentina. A lei foi criada para punir quem promovesse ou facilitasse a prostituição e corrupção de menores de idade e inspirou outros países a protegerem sua população, sobretudo mulheres e crianças, contra a exploração sexual e o tráfico de pessoas. Assim, guiado pelo exemplo argentino, no dia 23 de setembro de 1999, os países participantes da Conferência Mundial de Coligação contra o Tráfico de Mulheres escolheram a data como o Dia Internacional Contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças.
