Dia de luta contra a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças em Lages/SC
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Nesta semana que marca o dia mundial de luta contra a exploração sexual e o tráfico de mulheres e crianças (23/09), a Rede um Grito pela vida da Conferência dos Religiosos do Brasil, em parceria com diversas organizações de Lages/SC (Centro de Direitos Humanos Ir. Jandira Bettoni, CEBs, GECAL/UNIPLAC, Soroptimistas, Frente Parlamentar pelo Fim da Violência contra a Mulher, Fórum Catarinense de Exploração Sexual infanto-juvenil e Secretaria de Assistência Social) realizou ontem, dia 24/09, data estabelecido pela Lei Municipal Nº 3981/2013, Dia Municipal de combate a Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil, uma panfletagem no centro da cidade com o objetivo de conscientizar a população sobre essa chaga alarmante do século 21.
Agradecemos as crianças e educadores da Escola Estadual Zulmira, do bairro Popular que abrilhantou atraves de músicas e coreografias.
Seguem alguns dados alarmantes dessa triste situação:
- A cada hora, 228 crianças, em especial meninas, são exploradas sexualmente em países da América Latina e do Caribe. (ONU)
- O Tráfico de pessoas para exploração sexual perde em rentabilidade apenas para a indústria das armas e do narcotráfico. (ONU)
- A exploração sexual representa 53% dos casos de Tráfico de Pessoas no mundo. (OIT)
- Segundo o Disque 100, a cada hora, quase três denúncias de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes foram registradas no país ao longo de 2014.
- Cerca de 4.500 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes foram registradas no primeiro trimestre de 2015. (SDH/GOV)
- “Para cada violência denunciada, existem 10 não denunciadas.” (SSPDS-CE)
- Foram mapeados um total de 1.969 pontos vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas rodovias federais, sendo 566 considerados pontos críticos e 538 com alto risco. (Mapeamento OIT, Childhood Brasil, SDH/PR e MPT)
- A exploração sexual mercantiliza vidas por meio de redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.
- Uma em cada 14 mulheres já foi – ao menos uma vez em sua vida – vítima de abuso sexual por alguém que não é seu parceiro. (Segundo estudo realizado em 56 países)
- As raízes da violência contra as mulheres decorrem da discriminação persistente contra as mulheres”, afirma a ONU.
- Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam para uma situação mais sombria se for levado em consideração o número de mulheres vítimas de violência em geral. Cerca de 70% das mulheres do mundo sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida, diz a organização. Em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres será vítima de estupro ou tentativa de estupro, calcula a ONU.
- A violência sexual contra as mulheres é vista como uma questão de saúde pública no mundo. Mulheres com idades entre 15 e 44 anos correm mais risco de serem estupradas e espancadas do que de sofrer de câncer ou acidentes de carro.
- Situação nacional – No Brasil, a situação também é alarmante. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado em 2013 estima que o Brasil registrou entre 2009 e 2011 quase 17 mil mortes de mulheres por conflito de gênero, o chamado feminicídio, que acontece pelo fato de ser mulher. Ou seja, 5.664 mulheres são assassinadas de forma violentada por ano ou uma a cada 90 minutos.
É preciso lutar por políticas públicas voltadas para a prevenção e enfrentamento do Tráfico de Pessoas, que apresenta como uma de suas modalidades a Exploração Sexual.
Falta informação para que a população possa entender, identificar e denunciar a exploração sexual e o Tráfico de Pessoas.
Entre conosco nesta luta! Mude esta realidade. Disque 100 ou 180.
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