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CNBB realiza a campanha “Quanto vale a vida?” para mobilizar contra o tráfico de pessoas

A desaceleração econômica mundial, que se traduz em um aumento acentuado do desemprego, pode aumentar também o tráfico  de pessoas pelas fronteiras dos países,neste período de pandemia da covid-19. 

Para combater esse crime tão cruel, entidades de defesa dos direitos humanos em todo o país realizam a campanha contra o tráfico de seres humanos nesta quinta-feira, 30 de julho, Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

Denominada de Quanto Vale a Vida?, a campanha liderada pela Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), mobiliza ativistas de direitos humanos, artistas, profissionais do direito, da comunicação, serviço social, professores, entre outros segmentos para chamar atenção da sociedade brasileira. 

Medidas urgentes para proteger os mais vulneráveis do tráfico de pessoas

Os governos devem intensificar os esforços para identificar as vítimas do tráfico de pessoas e exploração, sobretudo agora que, por causa da pandemia da Covid-19, os números aumentam de forma alarmante. Este é o apelo lançado pela Caritas Internacional em vista do Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, celebrado neste dia 30 de julho. Coatnet, uma rede de 46 organizações cristãs engajadas na luta contra o tráfico de seres humanos, aderiu ao convite do organismo caritativo da Igreja.

“Neste momento de difusão da Covid-19, denunciamos uma realidade preocupante para as pessoas vulneráveis que correm maior risco de se tornarem vítimas do tráfico de pessoas”, disse o secretário-geral da Caritas Internacional, Aloysius John. De fato, a atenção à pandemia “não deve nos impedir de cuidar das pessoas mais propensas à exploração”, fornecendo-lhes “redes de segurança” e “apoio material, médico, jurídico e psicológico” para “acompanhá-las em suas dificuldades”. Os governos devem levar em consideração os “danos colaterais da pandemia global, especialmente sobre os migrantes e trabalhadores informais, agora mais expostos ao tráfico de seres humanos”.

Medidas urgentes para os que estão em maior risco

Por isso, a Caritas Internacional e a Coatnet pedem “medidas urgentes e específicas de apoio aos que trabalham nos setores informais, incluindo os trabalhadores domésticos, os trabalhadores agrícolas e da construção civil, e os migrantes sem documentos”. “Exortamos os governos a fornecer a essas pessoas o acesso à justiça e a serviços básicos, tais como centros de acolhimento e linhas de apoio dedicadas. Também pedimos às instituições e organizações da sociedade civil para protegerem as crianças do abuso e exploração, que acontecem também através da internet e dos novos meios de comunicação, e pedimos a todas as pessoas de boa vontade para que estejam vigilantes e denunciem tais casos”. Durante a pandemia, aumentaram os casos de violência contra crianças e o número de crianças vítimas de exploração on-line também aumentou. Na Índia, por exemplo, “92 mil casos de abuso infantil foram assinalados às autoridades em apenas 11 dias”, e muitas crianças pedem esmola na rua.

Números e países

Deve-se lembrar que, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), hoje no mundo há mais de 40 milhões de vítimas do tráfico de pessoas e exploração, que neste momento estão ainda mais em risco por causa da pandemia.

“A falta de liberdade de movimento causada pelo confinamento e pelas restrições de viagem adotadas em muitos países”, explica a Caritas Internacional, “significou para as vítimas do tráfico de pessoas uma possibilidade menor de fugir e encontrar ajuda”. “Particularmente grave é a situação no Líbano e em outros países do Oriente Médio onde muitos filipinos e outros trabalhadores estrangeiros estão lutando para voltar para casa depois de perderem seus empregos por causa da Covid-19 e da atual crise econômica”, denuncia o presidente do escritório da Caritas no Oriente Médio e Norte da África, Gabriel Hatti. Agora, eles estão na fila diante de suas embaixadas, sem nenhum apoio social ou proteção psicológica e muitos deles estão sem nenhum status jurídico”.

O dia 30 de julho

O Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas foi proclamado para 30 de julho pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2013, com a Resolução A/RES/68/192. O objetivo da iniciativa é sensibilizar a comunidade internacional para a situação das vítimas e promover a defesa de seus direitos.

Iluminadas/os pelo Espirito Santo tenhamos coragem de:

  • Denunciar a mercantilização, a exploração e o descarte da vida.
  • Reafirmar os valores que dignificam a vida plena para todas/os.
  • Cuidar e preservar a vida do ser humano e do planeta – nossa casa comum.
  • Ajudar as pessoas a tomarem consciência de que liberdade não se compra e dignidade não se vende.
  • Lutar pela justiça, paz e integridade da criação, a partir do dom do nosso carisma.

ORAÇÃO

Ó Deus, ajuda-nos a contrastar com nossa vida todas as formas de escravidão. Rezemos com Santa Bakita para que o tráfico de pessoas tenha fim.

Dá-nos sabedoria e coragem para estarmos mais perto de todos aqueles cujo corpo e espírito foram feridos, para que juntos, possamos realizar as tuas promessas de vida, de ternura e de amor infinito por estes nosso irmãos e irmãs explorados.

Toca o coração daqueles que são responsáveis por este crime grave e fortalece nosso compromisso pela liberdade que é teu dom para todos os teus filhos e filhas. Amém

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