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Carnaval, Quaresma e Campanha da Fraternidade 2016

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Segundo os etimologistas, carnaval vem do latim e, literalmente, significaria “adeus à carne”. Ou seja, tempo anterior à quaresma, que, no passado, durante o mesmo, não se podia comer carne alguma em sinal de penitencia. Daí, neste período imediatamente anterior a quaresma, se fazerem festas com muita carne, danças, fantasias etc.

Na falta da carne durante a quaresma, graças sobretudo aos monges medievais, se fizeram recursos a várias iguarias provenientes de peixes que até hoje continuam. Thomas Merton deixou escrito numa de suas obras essa influência dos monges na agricultura, na alimentação, na fabricação de vinhos e licores e outras tantas iguarias.

Hoje, na Igreja só há, entretanto, dois dias de abstinência de carne: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa. O que não impede de cada fiel ao longo da quaresma escolher outras práticas penitenciais, como por exemplo: não responder de forma violenta a um irmão que lhe fez isto; privar-se de algo gostoso, como por exemplo, chocolate, refrigerante etc e dar o dinheiro correspondente a um irmão necessitado. Privar-se de algo não é para acumular, mas para compartilhar.

Há, entretanto, mais duas práticas relacionadas à quaresma: a oração e a esmola, conforme a catequese de São Mateus sobre isto proclamada na quarta-feira de cinzas.

A QUARESMA é acima de tudo um tempo de preparação. Tudo tem sentido durante ela se for vivido como preparação para a Páscoa, principalmente, o nosso esforço de conversão, isto é, mudança de vida para melhor, tornando-nos assim novas criaturas mortas para o pecado e ressuscitadas com Cristo (Páscoa) para uma Vida Nova.

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016 (CF 2016): no Brasil, durante a quaresma, tem-se sempre a campanha da fraternidade. Este ano o tema é CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE e o lema é “QUERO VER O DIREITO BROTAR COMO FONTE E CORRER A JUSTIÇA QUAL RIACHO QUE NÃO SECA” (AM 5,24). Esta é a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica do Brasil.

“A motivação para essas Campanhas fundamentou-se na compreensão de que, no centro da vivência ecumênica, está a fé em Jesus Cristo. Isso se deu, porque o movimento ecumênico está marcado pela ação e pelo desafio de construir uma Casa Comum (oikoumene)justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos. Essa luta é profética, pois questiona as estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial e étnica. São discriminações que fragilizam a dignidade de mulheres e homens. É exatamente isso que acontece quando, neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coloca outra vez à disposição do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil)a Campanha da Fraternidade, seu mais conhecido projeto de evangelização” (site da CF2016).

O objetivo principal é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

Por Padre Francisco de Assis Correia

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