BEM-AVENTURADA MARIA DOS APÓSTOLOS, MULHER DE ALMA MISSIONÁRIA
Neste mês missionário, vamos refletir sobre a missão a partir do testemunho e dedicação à vida apostólica missionária da Bem-aventurada Maria dos Apóstolos. Neste ano em que celebramos os 50 anos da sua Beatificação, fazemos memória do seu espírito missionário.
A vida da jovem Teresa Von Wüllenweber (seu nome de batismo) foi marcada por sua incansável busca, e pelo seu espírito de firmeza e de ardor missionário.
Teresa, desde cedo, sente-se fortemente impulsionada pelo espírito missionário. Aos poucos ela sente que Deus quer algo a mais dela. E com esta inquietação, busca responder aos apelos de Deus em sua vida. Ela ingressa em algumas congregações, mas seu carisma pessoal não é compatível com os carismas institucionais da época. Teresa não desiste, permanece nessa busca constante, e num belo dia, ao ler na revista “O Missionário” (Der Missionar) o anúncio da Sociedade Apostólica Instrutiva, o título atraiu imediatamente sua atenção. No seu diário ela anota: “Eu me escrevi na Sociedade Apostólica Instrutiva, pois tudo o que se refere às missões me sinto fortemente atraída”.
Percebemos sobretudo, através dos seus poemas que seu ardor missionário foi consequência de sua profunda experiência de Deus, cultivada na oração, na ação, e na inserção na realidade eclesial e social de seu tempo.
A Bem-Aventurada Maria dos apóstolos, mulher de um coração inquieto, sensível e missionário, não guardou para si a vida e os dons recebidos. A perseverança e a fidelidade criativa perpassam a sua vida, nesta busca de sempre fazer a vontade de Deus. Podemos dizer hoje, uma mulher em saída.
Embora, não tenha ido para missões em terras distantes (conforme seu desejo), ela realizou esse sonho ao preparar, enviar e acompanhar muitas irmãs missionárias, o que na prática, se tornou elemento-chave na constituição e expansão da Congregação das Irmãs do Divino Salvador no mundo. Com apenas dois anos de fundação, foram enviadas as primeiras missionárias para Assan, na Índia: Ir. Lourença Heilmeyer, Ir. Benedita Ruderich e Ir. Escolástica Hopfenmüller. E assim sucessivamente para outras partes do mundo. As jovens Irmãs que ingressavam mantinham bastante viva a consciência de ser uma Congregação essencialmente apostólica e missionária.
Deixemo-nos envolver e conduzir por este ardor missionário. E como a Bem-Aventurada Maria dos Apóstolos, possamos expressar: “Quando ouço falar em missões, sinto em mim um grande impulso”.
Por: Noviça Patrícia Santana de Aragão Silva
