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Beata Irmã Dulce, o “Anjo bom da Bahia”, será proclamada Santa

O Papa Francisco recebeu em audiência esta segunda-feira, 13 de maio, o prefeito do Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, na qual autorizou o Dicastério vaticano a promulgar os Decretos relacionados:

– ao milagre, atribuído à intercessão da Beata Dulce Lopes Pontes (nome de batismo: Maria Rita Lopes de Sousa Brito), conhecida como Irmã Dulce – “O Anjo bom da Bahia”, recordada por sua obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. Religiosa da Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, a Beata Irmã Dulce nasceu em Salvador em 26 de maio de 1914 e ali faleceu em 22 de maio de 1992. Irmã Dulce foi beatificada em 22 de maio de 2011 e com este decreto será proclamada Santa proximamente em solene celebração de canonizações.

Aspectos Interessantes

Curiosamente Ir. Dulce nunca se enxergou como alguém com todas essas capacidades. “Quando queriam tratá-la como uma espécie de heroína, ela dizia que era um instrumento e como tal ela agia”, conta o assessor de memória e cultura da Associação Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) e pesquisador da vida e obra da freira, Osvaldo Gouveia.

Dulce sempre transferia os êxitos para Deus, para Maria, principalmente porque tinha profunda devoção a Nossa Senhora da Conceição. Ele cita palavras da religiosa. “Eu rezo uma Ave-Maria a cada segundo, por cada leito que visito, por cada pessoa que recolho nas ruas, por cada doente que bate a minha porta, em cada pessoa eu vejo Cristo.”

Na opinião de Gouveia, Dulce conseguia ver em cada pessoa o próprio Deus e foi um ser que conseguiu ser completo na perspectiva do Evangelho. “Ela olhava para o interlocutor e perguntava-se: Eu posso negar alguma coisa a Jesus Cristo? Foi uma mulher de profunda fé, de profunda convicção religiosa.”

Biografia

A Bem-Aventurada nasceu em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador (BA). O interesse pela vida religiosa começou a se manifestar já no início da adolescência, quando, aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa. Em 1933, a jovem ingressa então na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (SE). No mesmo ano, recebe o hábito e adota, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Em 1935, Irmã Dulce inicia um trabalho assistencial nas comunidades carentes de Salvador. Nessa mesma época, começa a atender também os operários, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do Estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia.

Em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro para atender os primeiros 70 doentes. Em 1959, é instalada oficialmente no local as Obras Sociais Imã Dulce (OSID) que atualmente é um dos maiores complexos de saúde 100% SUS do Brasil, com 4 milhões de atendimentos ambulatoriais por ano. Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, situado no bairro de Roma, na capital Baiana.

Fonte: Vatican News e A12

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