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AUDIÊNCIA PÚBLICA EM LAGES DEBATE A CRISE NOS HOSPITAIS QUE ATENDEM SUS

As entidades hospitalares -Associação e Federação dos Hospitais de SC e Federação das Santas Casas eHospitais Filantrópicos de SC (AHESC-FEHOESC-FEHOSC), participaram nestaquinta-feira, 04 de agosto, uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores deLages, para chamar atenção das autoridades e da sociedade sobre o momentodelicado em que o setor atravessa. O presidente da AHESC, Altamiro Bittencourt,alertou em seu depoimento que “a rede hospitalar que atende SUS em SC estána UTI, e em fase terminal, a solução para saírmos desse quadro, épolítica”, desabafa. O presidente Bittencourt diz que a preocupação sótende a aumentar pois as informações que chegam, é que já a partir de setembroo governo federal não terá mais recursos no orçamento para Saúde, “comofica o atendimento à população?”questiona o presidente.

O presidente da FEHOESC, TércioKasten, disse que esta rede, que em SC atende cerca de 70% da população,desempenha “uma gestão que serve de modelo nacional, pois mesmo com aescassez de recursos e dos prejuízos crônicos, as portas continuam abertas, semdúvida empresas de outros setores da economia não resistiriam”, destaca.Kasten disse que é preciso sensibilizar os agentes políticos das esferas,municipais, estadual e federal e levar o pleito da Saúde para ser repercutidoem Brasília.

A crise que atinge em cheio oshospitais da rede privada e filantrópica que atende SUS em Santa Catarina,também preocupa a deputada federal Carmen Zanotto, que participou da AudiênciaPública. Para a parlamentar, “este é o momento mais crítico da existênciado SUS”. Ela destacou as ações que vem promovendo na Camara dos Deputados,para garantir mais recursos para Saúde.

O diretor-executivo daAHESC-FEHOESC, Braz Vieira, fez um relato sobre os principais problemasenfrentados pela rede, como a defasagem da Tabela do SUS, além dos atrasos depagamentos por parte dos governos estadual e federal. Num levantamento prévio asecretaria de estado da Saúde deve aos hospitais, mais de 56 milhões de reais,esses recursos são referentes à cirurgias de mutirão, extra-teto, além dosIncentivos Hospitalares.

O presidente da AHESC regiãoserrana, Eder Gonçalves que administra Hospital Infantil Seara do Bem, destacouem sua fala, o momento difícil por que sem encontra os hospitais da serra. Asituação é mais crítica para os hospitais de pequeno porte.

O presidente da Câmara deVereadores, Thiago Oliveira, disse que os parlamentares irão encaminhar umaMoção tanto na esfera estadual como federal para alertar aos governantes epolíticos sobre a gravidade desta crise, que poderá trazer reflexos noatendimento da população que mais precisa.

As entidades hospitalaresprogramam para depois das eleições, outro evento semelhante na região oeste. Aaudiência pública será realizada em Xanxerê, ainda sem data definida.

Neste ato participaram representandoo HSDS e a Mantenedora Lídia Pagliari, Leonila Guberth e Wanderleia Dalla Costa

Fonte: Saúde Catarinense

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