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33ª Semana do Migrante: “A vida é feita de encontros”

Acolher, proteger, promover e integrar. Essas são as quatro palavras – consideradas pelo Papa Francisco os verbos fundados sobre os princípios da Doutrina da Igreja – que norteiam a 33ª Semana do Migrante, que acontece entre os dias 17 e 24 de junho em todo o país, com o tema “A vida é feita de encontros” e o lema “Braços abertos sem medo para acolher!”.

A ação é promovida pela Cáritas Brasileira, por ocasião da Campanha Internacional da Igreja no Mundo, intitulada “Compartilhe a viagem”, lançada pelo Pontífice em setembro de 2017, que visa o incentivo à integração de imigrantes e refugiados nos países que os acolhem.

É fato que os períodos históricos as pessoas mudam, mas o movimento de um lugar para outro caracteriza que a migração continua sendo um fenômeno complexo e com motivações diversas, onde os sujeitos são forçados ou atraídos, inclusive em grandes contingentes a buscarem melhorias nas condições de vida, alcançando ciclos migratórios nacionais e/ou internacionais, nem sempre conseguindo êxito nesse intuito.

A Campanha “Compartilhe a Viagem” propõe incentivar as pessoas, homens, mulheres, crianças e jovens, de todos os credos e religiões, para irem ao encontro dos migrantes, colaborando na construção de uma cultura de Paz, a partir das histórias de vida e da diversidade cultural dos migrantes. Por

isso, é importante enxergar os migrantes como oportunidade nesse projeto de reconstrução das sociedades.

Vale observar que a referida Campanha veio em um momento histórico para a Igreja e a sociedade, onde o refugiado e os migrantes em geral, têm sofrido, tanto nas regiões de origem, como nas de destino, as diversas formas de exploração e discriminação existentes nos espaços em que o capital domina e exclui cada vez mais as pessoas e suas potencialidades.

Lembremos que, nesse sentido, o Papa Francisco enfatizou que as nações do mundo têm dever de acolher os migrantes de braços abertos, a todos e todas. “Irmãos, não tenham medo de partilhar a jornada. Não tenham medo de partilhar a esperança”.

Para a Igreja, é muito importante reforçar os direitos dos migrantes, refugiados e das diversas categorias migratórias e esse dever-desafo encontra sentido quando denunciamos, por exemplo, o trabalho escravo e o tráfico de pessoas, uma vez que, não podemos, em hipótese alguma, permitir tais violações.

Sabemos que os países que ratifcam as Convenções internacionais e constroem uma legislação nacional para Migrantes e Refugiados assumem a responsabilidade de oferecer proteção e assistência apropriadas.

No entanto, quando se instalam em outros países, nem sempre os migrantes são bem recebidos. Atualmente, inclusive, há um comportamento que estimula a sociedade a rejeitar as pessoas nestas condições, sem sequer perceberem que, na maioria das vezes, quase todos e todas fomos ou somos migrantes.

Em sintonia com o espírito da 33ª Semana do Migrante, como nos lembra Pe. Alfredo Gonçalves, em seu texto “A sede e a Água Viva”, reflitamos: “O segredo da vida cotidiana é que a água viva não jorra de grandes feitos, de atos heroicos, de decisões bombásticas. A água da chuva, dos rios e dos oceanos é feita de pequenas gotas. O mesmo ocorre com a água viva que brota do Evangelho. Um olhar, um sorriso, uma palavra, um toque, uma visita, um “bom dia”, um ouvido atento, um coração aberto, a mão estendida num gesto de solidariedade – eis as gotas que formam o oceano”.

 

MATERIAL DA 33ª SEMANA DO MIGRANTE – 17 A 24 DE JUNHO DE 2018

CARTÃO

ROTEIRO DE CELEBRAÇÃO

RODA DE CONVERSA

TEXTO BASE

CIRCULO BÍBLICO

 

“Para o migrante a Pátria é TERRA que lhe dá o pão” J.B Scalabrini.

 

 

 

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