2º Dia do XXIII Capítulo Provincial
O segundo dia começa com ummomento de oração dinamizado pelo Regional Oeste, no qual todas as irmãscapitulares foram convidadas a refletir o tema “Com Rute e Noemi construindopontes de resistência”.
Ir. Annette Havenne inicia suafala apontando para a temática “Mulheres Salvatorianas, construindo pontesentre si… Nas relações em Movimento”. Ao aprofundar sua reflexão a assessoradeixou claro que “quando pensamos em construir pontes entre nós, podemos lançarmão do impulso teológico das ‘relações em movimento’. Pois tecer essas redes demisericórdia e de justiça é uma tarefa que vale, antes de tudo entre nós, e quesupõe relações em movimento na fidelidade, flexibilidade e resiliência dianteda nossa vocação missão comum”.
Destacou ainda cinco habilidadesque precisamos desenvolver para fortalecer a cultura do encontro e as relaçõesem movimento: 1) Sair do isolamento e criar confiança em si e nos outros; 2)Desenvolver a liberdade interior; 3) Aprofundar os laços de pertença àcomunidade; 4) Optar por incluir os outros em vez de excluir e 5) Exercitar operdão.
Todas as irmãs presentes foramconvidadas a fazer individualmente a Leitura Orante de Jo 2, 1-12, focando asua oração nas atitudes e relações de Maria, como também a questionar-se sobrequais novas atitudes e relações Maria me convida a arriscar.
Na parte da tarde, o Regional deMoçambique convidou todo o grupo a rezar à luz do tema: “Com Mirian construindopontes de libertação”. Cada comunidadepresente recebeu uma capulana em comemoração aos 25 anos de missão das IrmãsSalvatorianas em terras moçambicanas.
Ao dar continuidade na suareflexão Ir. Annette convidou as capitulares a olhar novamente para o temailuminador do XXIII Capítulo Provincial “Mulheres Salvatorianas, construindopontes de Misericórdia e de Justiça com o povo, em todo o mundo”, e ao mesmotempo nos propôs uma reflexão sobre uma “eclesiologia chamado Francisco”.
Ao escolher este nome, Francisconão só queria homenagear o santo da paz, mas queria revelar um projeto derenovação missionária para a Igreja. Na perspectiva Bíblica, a assessora dizque o nome tem sentido profundo: diz daidentidade da pessoa, sua vocação e missão. O Papa ao escolher o nomeFrancisco, ele aponta para traços eclesiais como a atenção aos pobres e anseioda paz. Francisco, portanto é mais do que um nome lindo ou original, mas como olembra Boff “é um modo de vida, uma proposta de Igreja pobre, simples,despojada de todo poder, ecológica, pois trata todos os seres com o docenome de irmãos e irmãs”. Por traz desteselementos desenha-se uma eclesiologia renovada, a de uma igreja que escuta, umapelo constante a conversão e que quer voltar ao Evangelho.
A seguir, o grupo aprofundou umanova mistagogia da missão que supõe antes de tudo, abandonar os conceito damissão que se afastaram de Jesus e do Evangelho como fonte de inspiração:missão encarada como conquista, como propaganda política ou cultural ou aindacomo deslocamento geográfico. A mistagogia nos ajuda a reformular o conceitomesmo de missão, a partir do projeto do Reino, do projeto de Jesus, doprotagonismo do espirito Santo. E nos perguntamos: qual o lugar que acongregação vai ocupar no fluxo da missão?
Na alegria de estarmos vivenciandoo Ano Centenário de Morte/Ressurreição de Padre Jordan, a Equipe de Coordenaçãoe Administração Provincial entregou para todas as comunidades uma “imagem” dofundador da Família Salvatoriana, Padre Francisco Maria da Cruz Jordan.
O dia concluiu com um momentoorante com a Bandeira de Jesus Salvador que peregrinou por todas as comunidadese espaços de missão da Província Santa Catarina. A oração foi conduzida peloRegional Nordeste.
Depoimento XXIII Capítulo Provincial | Ir. Ilva Mª Ogliari
Ir. Ilva Maria Ogliari, SDS, emseu depoimento, ressaltou a importância de ser e construir pontes de misericórdiae justiça em nossas comunidades e missão, atentas aos apelos da realidade.
Confira o álbum de fotos em: https://goo.gl/MRKnrn
