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2º dia de oração pela unidade dos cristãos

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Cansado da viagem, Jesus estava assim sentado na borda do poço (João 4,6)

Comentário

Jesus tinha estado na Judéia antes de seu encontro com a mulher samaritana. Os fariseus tinham começado a espalhar a idéia de que  Jesus batizara mais discípulos do que João. Talvez esse tipo de  conversa tenha causado alguma tensão e desconforto. Talvez tenha sido essa a razão da decisão de Jesus de ir embora.

Chegando ao poço, Jesus resolve parar. Estava cansado de sua viagem. Sua fadiga poderia também ter algo a ver com o que estavam dizendo sobre ele. Enquanto descansava, uma mulher samaritana se aproximou do poço para tirar água. Esse encontro aconteceu no poço de Jacó: um lugar simbólico para a vida e a espiritualidade do povo da Bíblia.

Começa um diálogo entre a mulher samaritana e Jesus sobre o lugar onde se deveria adorar . “É na montanha ou em Jerusalém?” pergunta a mulher samaritana. Jesus responde: “nem na montanha nem em Jerusalém… os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade pois são esses os adoradores que o Pai procura”. (Jo 4, 21-24)

Ainda acontece que, em vez de uma busca comum da unidade, a competição e a disputa sejam uma característica do relacionamento entre Igrejas. Isso tem sido a experiência vivida no Brasil em anos recentes. Comunidades exaltam suas próprias virtudes e os benefícios que aguardam seus adeptos a fim de atrair novos membros. Alguns pensam que quanto maior for a Igreja, mais numerosos os seus membros e maior o seu poder, mais perto estarão de Deus, apresentando a si mesmos como os únicos adoradores verdadeiros.  Como resultado, tem havido  violência e desrespeito a outras religiões e tradições. Esse tipo de marketing competitivo cria tanto a desconfiança entre as Igrejas como uma falta de credibilidade na sociedade em relação ao cristianismo como um todo. À medida que cresce a competição, a “outra” comunidade se torna o inimigo.

Quem são os verdadeiros adoradores? Verdadeiros adoradores não permitem que a lógica da competição – quem é melhor e quem é pior – contamine a fé. Precisamos de “poços” para nos apoiar, para descansar e abandonar as disputas, a competição e a violência, lugares onde possamos aprender que verdadeiros adoradores adoram “em Espírito e Verdade”.

Questões

  1. Quais são os maiores motivos de competição entre nossas Igrejas?
  2. Somos capazes de identificar um “poço” comum no qual possamos nos apoiar e descansar de nossas disputas e competições?

 

Oração

Generoso Deus,

frequentemente nossas Igrejas são levadas a escolher a lógica da competição.

Perdoa nosso pecado de presunção.

Estamos cansados dessa necessidade de estar em primeiro lugar.

Deixa-nos descansar no poço.

Refresca-nos com a água da unidade que vem da nossa oração em comum.

Que o teu Espírito, que pairou sobre as águas do caos,

nos traga unidade na nossa diversidade.

Amém.

 

Fonte: Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas.

 

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