{"id":915,"date":"2016-07-16T00:00:00","date_gmt":"2016-07-16T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/hospitalidade-espaco-de-coracao-dilatado-gratuidade-e-contemplacao\/"},"modified":"2016-07-16T00:00:00","modified_gmt":"2016-07-16T00:00:00","slug":"hospitalidade-espaco-de-coracao-dilatado-gratuidade-e-contemplacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/hospitalidade-espaco-de-coracao-dilatado-gratuidade-e-contemplacao\/","title":{"rendered":"HOSPITALIDADE: espa\u00e7o de cora\u00e7\u00e3o dilatado, gratuidade e contempla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\">&ldquo;Jesus entrou num povoado, ecerta mulher, de nome Maria, recebeu-o em sua casa&rdquo; (lc 10,38)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Se existe uma atitude de vida quepede o resgate de sua profundidade e seu poder evocativo original &eacute; a da&ldquo;hospitalidade&rdquo;. &Eacute; um dos termos b&iacute;blicos mais ricos, que nos ajuda aaprofundar e aumentar a compreens&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o com nossos semelhantes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A hospitalidade &eacute; uma&ldquo;experi&ecirc;ncia existencial&rdquo;, situa-se no n&iacute;vel do ser. &Eacute; uma acolhida gratuita.Aquele que &eacute; acolhido tem direitos, mas tamb&eacute;m tem deveres e aquele que acolheest&aacute; disposto a mudar sua rotina, e ambos est&atilde;o dispon&iacute;veis a renovar, aredefinir sua identidade: &ldquo;Antes de representar um problema para a minhaidentidade, ele (o h&oacute;spede) &eacute; est&iacute;mulo para uma conviv&ecirc;ncia sempre areescrever, atualizar, enriquecer&#8230;&rdquo; (Dal Corso, Marco). <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A diaconia (servi&ccedil;o) dahospitalidade &eacute; um movimento que vem de dentro da pessoa e se estende no vaiv&eacute;mdas rela&ccedil;&otilde;es humanas mais distantes e mais pr&oacute;ximas. &Eacute; abertura edisponibilidade &agrave;quele que interpela as nossas convic&ccedil;&otilde;es, nosso modo rotineiroe estreito de viver.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Em contexto de hospitalidade,anfitri&atilde;o e h&oacute;spede podem revelar suas riquezas mais preciosas e trazer vidanova um ao outro. S&oacute; quem tem cora&ccedil;&atilde;o dilatado vive a hospitalidade comosurpresa provocativa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A hospitalidade &eacute; antes de maisnada uma disposi&ccedil;&atilde;o da alma, aberta e irrestrita. Acolher o outro significamultiplicar a alegria do encontro, da novidade e da partilha, n&atilde;o s&oacute; do p&atilde;o masda vida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Como comunidade seguidora deJesus somos chamados a oferecer espa&ccedil;o aberto, hospitaleiro, onde os estranhospossam libertar-se de sua estranheza e transformar-se em nossos companheiros.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Talvez o conceito de&ldquo;hospitalidade&rdquo; possa oferecer uma nova dimens&atilde;o &agrave; nossa compreens&atilde;o de umrelacionamento saud&aacute;vel e &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma comunidade festiva e alegre em ummundo que sofre visivelmente de aliena&ccedil;&atilde;o, estranhamento e preconceito.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A hospitalidade envolve a escutarespeitosa daquilo que o outro tem a dizer, em uma abertura humilde do cora&ccedil;&atilde;oe da mente para compreender as diferen&ccedil;as e novidades que o outro nos traz.Aqui revela-se a diferen&ccedil;a entre a hospitalidade de Marta e a de Maria, noevangelho deste domingo. A ansiedade e a preocupa&ccedil;&atilde;o de Marta impedem-na vivera hospitalidade com alegria. Seu ativismo compulsivo atrofia sua gratuidade e,quando se elimina a gratuidade, a vida pode perder seu sabor e seu sentido.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Como integrar Marta e Maria?<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Marta &eacute; a efic&aacute;cia do amorservi&ccedil;al e hospitaleiro a um amigo muito querido que foi acolhido com todocarinho na casa familiar. Maria &eacute; a gratuidade que escuta absorta a novidadeque Jesus traz. As duas dimens&otilde;es da vida s&atilde;o necess&aacute;rias.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Marta deve escutar o que dizJesus e compreender&aacute; que sua vida n&atilde;o fica limitada &agrave; tarefa de atender bem afamiliares e amigos entre as quatro paredes da vida dom&eacute;stica, sen&atilde;o que deveabrir-se para cuidar e servir o Reino de Deus que chega por todas as partes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Maria n&atilde;o s&oacute; deve estar atenta &agrave;spalavras de Jesus, mas ao que dizem milh&otilde;es de pessoas no mundo, suas solid&otilde;ese suas alegrias, para que a novidade de Deus que se gesta em suas vidasencontre um rosto de lar onde possa ser acolhida e nascer na hist&oacute;ria.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Todos temos de ser Marta e Maria,o servi&ccedil;o eficaz e a gratuita contempla&ccedil;&atilde;o de Jesus, irmanados em um modooriginal de viver a hospitalidade, onde o servi&ccedil;o pequeno e gratuito, aproximidade de portas abertas, o viver a cotidianidade como dom se constituemcomo a identidade crist&atilde;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Essa &eacute; a nossa voca&ccedil;&atilde;o: convertero &ldquo;hostis&rdquo; em &ldquo;hospes&rdquo;, o diferente em convidado, o estranho em amigo, e criaro espa&ccedil;o livre e sem medo, no qual a fraternidade pode ser experimentada emplenitude.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na realidade, aqui se trata de ummovimento expansivo onde se d&aacute; a travessia da hostilidade &agrave; hospitali-dade. Talpassagem &eacute; repleta de dificuldades: nossa sociedade &eacute; marcada pela presen&ccedil;a depessoas teme-rosas, defensivas e agressivas, agarrando-se ansiosamente ao seumodo fechado de viver, inclinadas a olhar ao redor com suspeitas, sempre &agrave;espera de que um inimigo de repente apare&ccedil;a e cause algum dano.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A hostilidade campeia nas redessociais e a xenofobia circula como um veneno: da&iacute; a agressividadepreconceituosa no campo pol&iacute;tico-social-racial-sexual&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">De fato, ultimamente, os&ldquo;estranhos&rdquo; e &ldquo;diferentes&rdquo; tornaram-se mais sujeitos &agrave; hostilidade do que &agrave; hospitalidade:protegemos nossas casas com c&atilde;es e trancas duplas, nossos edif&iacute;cios comvigilantes, nossos col&eacute;gios com guardas, nossas estradas com policiais, nossosaeroportos com seguran&ccedil;as, nossas cidades com pol&iacute;cia armada&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Nosso cora&ccedil;&atilde;o pode querer ajudaros outros e mostrar simpatia para com os pobres, solit&aacute;rios, rejeitados,minorit&aacute;rios&#8230;: no entanto, rodeamo-nos com um muro de medo e de sentimentoshostis, evitando instintivamente pessoas e lugares que possam nos lembrar denossas boas inten&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Em um mundo t&atilde;o competitivo,mesmo pessoas pr&oacute;ximas, como colegas de classe, de equipe, de trabalho, todospodem ficar infectados pelo medo e pela hostilidade quando sentem o outro comouma amea&ccedil;a &agrave; sua seguran&ccedil;a pessoal. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Muitas vezes, institui&ccedil;&otilde;es criadaspara oferecer espa&ccedil;o e tempo prop&iacute;cios para o desenvolvimento da hospitalidade(fam&iacute;lia, escolha, religi&atilde;o&#8230;), tornam-se t&atilde;o dominadas pelo &ldquo;defensismo&rdquo;hostil que acabam atrofiando e bloqueando o melhor que cada pessoa traz em seucora&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Hospitalidade n&atilde;o &eacute; mudar aspessoas, mas oferecer a elas um espa&ccedil;o no qual a mudan&ccedil;a pode acontecer. N&atilde;o &eacute;trazer homens e mulheres para o nosso c&iacute;rculo, mas oferecer uma liberdade semas amarras de linhas divis&oacute;rias. A hospitalidade n&atilde;o &eacute; um convite sutil para adotaro estilo de vida do anfitri&atilde;o, mas a d&aacute;diva de uma chance para que o h&oacute;spededescubra o seu pr&oacute;prio estilo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A hospitalidade n&atilde;o &eacute; uma t&aacute;ticapara fazer de nossa f&eacute; e de nosso caminho crit&eacute;rios de felicidade; &eacute; abrir umaoportunidade para que os outros encontrem sua f&eacute; e seu caminho.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O paradoxo da hospitalidade &eacute; queela deseja criar o &ldquo;vazio&rdquo;, n&atilde;o o vazio temeroso, mas um vazio amistoso no qualos estranhos podem entrar e descobrir a si mesmos livres como foram criados;livres para cantar suas can&ccedil;&otilde;es, para falar suas l&iacute;nguas, para dan&ccedil;ar suasdan&ccedil;as; livres para expressar seus sentimentos e para seguir suas decis&otilde;es. Eisso n&atilde;o s&oacute; no espa&ccedil;o f&iacute;sico da casa, mas nas redes sociais, nos diferentesgrupos de interesse, nos relacionamentos&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O verdadeiro hospitaleiro &eacute;aquele que oferece o espa&ccedil;o onde n&atilde;o temos nada a temer, onde podemos ouvirnossa voz interior e descobrir nossa maneira pessoal de sermos humanos. Averdadeira hospitalidade &eacute; inclusiva e d&aacute; espa&ccedil;o para uma grande variedade deexperi&ecirc;ncias humanas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp;&nbsp; Lc 10,38-42<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> Continuamente nos deparamos com um Deus que chegagratuito e imprevis&iacute;vel em nossa vida, suplicando hospitalidade. Quando Ele &eacute;acolhido,&nbsp; nossa cotidianidade seconverte em milagre.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; na rela&ccedil;&atilde;o com os outros, qu&ecirc;lugar ocupa a hospitalidade em sua espiritualidade cotidiana?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &ldquo;Jesus entrou num povoado, ecerta mulher, de nome Maria, recebeu-o em sua casa&rdquo; (lc 10,38) &nbsp; Se existe uma atitude de vida quepede o resgate de sua profundidade e seu poder evocativo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1897,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/915"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=915"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/915\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1897"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=915"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=915"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=915"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}