{"id":908,"date":"2016-07-22T00:00:00","date_gmt":"2016-07-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/pai-nosso-a-grande-peticao-que-nos-des-centra\/"},"modified":"2016-07-22T00:00:00","modified_gmt":"2016-07-22T00:00:00","slug":"pai-nosso-a-grande-peticao-que-nos-des-centra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/pai-nosso-a-grande-peticao-que-nos-des-centra\/","title":{"rendered":"PAI-NOSSO: a grande &#8220;peti\u00e7\u00e3o&#8221; que nos des-centra"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b>[imagem1]<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\">&ldquo;Pedi e recebereis; buscai eencontrareis; batei e vos ser&aacute; aberto&rdquo; (Lc 11,9)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Pai Nosso &eacute; a &uacute;nica ora&ccedil;&atilde;o queJesus nos ensinou e resume de maneira simples sua mensagem, sua inten&ccedil;&atilde;o e suamiss&atilde;o. Nela, Jesus expressa intimidade com o Pai e seu compromisso com osoutros, especialmente os mais pobres e sofredores. Se rezado com aten&ccedil;&atilde;o eprofundidade o Pai Nosso &eacute; tamb&eacute;m, para n&oacute;s, um itiner&aacute;rio de expans&atilde;o de n&oacute;smesmos, uma proposta de descentramento.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tanto em sua forma reduzida(Lucas) como em sua forma mais extensa (Mateus), a ora&ccedil;&atilde;o do Pai- Nosso n&atilde;o fazreferencia a nenhum dogma especificamente crist&atilde;o: nem Trindade, nem Jesus comoFilho de Deus, nem Esp&iacute;rito Santo, nem Igreja, nem Eucaristia, nemsacramento&#8230; Tamb&eacute;m n&atilde;o cont&eacute;m nenhuma refer&ecirc;ncia que seja exclusivamentejudaica (nome de Jav&eacute;, patriarcas, Mois&eacute;s, Lei, Templo, cidade sagrada deJerusal&eacute;m, expia&ccedil;&atilde;o ritual, tradi&ccedil;&otilde;es nacionais, alimentos puros, purifica&ccedil;&otilde;es,festas&#8230;). <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus orou como um judeu e assimnos ensinou a orar. Mas, ao mesmo tempo, o Pai-Nosso &eacute; uma ora&ccedil;&atilde;o universal,pois pode ser assumida por todos aqueles que creem em Deus e se atrevem ainvoc&aacute;-lo com a express&atilde;o &ldquo;Pai&rdquo;, pedindo-lhe que seu Nome seja santificado, quevenha seu Reino, que o p&atilde;o seja partilhado, que o perd&atilde;o seja um estilo devida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Pai-nosso &eacute; uma ora&ccedil;&atilde;ouniversal porque ela &eacute; dirigida a todo ser humano, de qualquer ra&ccedil;a, cultura,religi&atilde;o, mas em especial &agrave;queles que tem coragem para se esvaziar de si mesmose se tornar eternos aprendizes, &agrave;queles que procuram a serenidade e a mansid&atilde;o,&agrave;queles que tem sede e fome de justi&ccedil;a, &agrave;queles que querem construir uma novasociedade. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Apesar de Deus ter muitos nomesnas diversas religi&otilde;es, a deslumbrante ora&ccedil;&atilde;o ensinada por Jesus s&oacute; aponta umnome: Pai. &ldquo;Pai&rdquo; &eacute; um nome que qualquer ser humano compreende, um nome que n&atilde;ofere nenhuma cultura e n&atilde;o fomenta qualquer sectarismo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por isso, tudo o que a ora&ccedil;&atilde;o doPai-Nosso pede &eacute; universal (pai, p&atilde;o, perd&atilde;o), sendo, ao mesmo tempo, muitojudaico, muito crist&atilde;o, ou seja, muito humano.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Isso &eacute; ser crist&atilde;o: na intimidadecom Deus, poder dizer &ldquo;Pai&rdquo; (ou &ldquo;M&atilde;e&rdquo;). Saber que estamos envolvidos pelas m&atilde;osprovidentes e cuidadosas do Pai, que somos presen&ccedil;a de Deus no mundo (que Elevive e se expressa em n&oacute;s), essa &eacute; a ess&ecirc;ncia da ora&ccedil;&atilde;o crist&atilde;. Nada mais, s&oacute;isso: &ldquo;Abba&rdquo;, Pai\/M&atilde;e, proclamado e vivido&#8230; para assim crescermos e sermoshumanos a partir de Deus.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Como todo judeu, Jesus orava com frequ&ecirc;nciaem forma de s&uacute;plica e peti&ccedil;&atilde;o. E o Pai-Nosso &eacute; uma grande peti&ccedil;&atilde;o. Nelamanifestamos nossa atitude filial: reconhecer a Deus o direito de ser Pai.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O ser humano recorre a Deus comopobre, limitado, extraviado&#8230; A ora&ccedil;&atilde;o de peti&ccedil;&atilde;o &eacute; uma atitude do pobre quetudo agradece e tem consci&ecirc;ncia de esperar tudo de Deus.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A peti&ccedil;&atilde;o como atitude, nosdesarma de nossa auto-refer&ecirc;ncia e nos faz sair de n&oacute;s mesmos numa dupla dire&ccedil;&atilde;o:ao Pai e aos outros. Ela tem um sentido muito nobre porque com isso confessamosa nossa indig&ecirc;ncia diante de Deus, manifestamos a nossa confian&ccedil;a ereconhecemos a Sua grandeza, o Seu Santo Nome e o Seu amor para conosco. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ao mesmo tempo, nossa vida seabre para as necessidades de todos, tornando-nos porta-vozes dos mais carentes.Nesse sentido, a peti&ccedil;&atilde;o arranca de nosso egocentrismo, expandindo-nos efazendo-nos participar do mesmo fluxo do amor e do cuidado do Deus Pai\/M&atilde;e quetudo sustenta e ampara.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A ora&ccedil;&atilde;o do Pai-Nosso, portanto,resgata-nos da acomoda&ccedil;&atilde;o e nos d&aacute; um choque de lucidez. Ela oxigena a nossamente e implode nosso conformismo; &eacute; instigadora e provocativa, uma fonteinspiradora que nos liberta da rotina &ldquo;norm&oacute;tica&rdquo; (vida sem criatividade e seminspira&ccedil;&atilde;o).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Pedir n&atilde;o &eacute; dobrar a Vontade deDeus a nosso favor; &eacute;, antes, colocar-nos em sintonia com Ele, e assimentendermos o que &eacute; melhor para o verdadeiro bem de todos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na peti&ccedil;&atilde;o, expressamos a Deus,com simplicidade e confian&ccedil;a, todas as nossas car&ecirc;ncias, nosso ser radicalmentenecessitado. Expressamos diante de Deus nosso limite e nossa impot&ecirc;ncia.Manifestamos a Ele nossa confian&ccedil;a plena, baseada justamente no contraste entrenossa mesquinhez e o surpreendente &ldquo;muito mais&rdquo; da bondade e do amor de Deus,pois Ele est&aacute;, a todo momento, comunicando-nos tudo, agindo sempre em nossofavor e para nosso bem. Tudo procede das suas m&atilde;os providentes e cuidadosas. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na express&atilde;o &ldquo;pedi e recebereis&rdquo;,Jesus procura despertar, naquele que ora, a confian&ccedil;a no Pai.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Isso &eacute; o que nos ensina, tamb&eacute;m,a par&aacute;bola do amigo inoportuno no evangelho de hoje; o que esta par&aacute;bolarecomenda n&atilde;o &eacute; tanto a perseveran&ccedil;a na peti&ccedil;&atilde;o, mas a perseveran&ccedil;a naconfian&ccedil;a; n&atilde;o nos diz que Deus se colocar&aacute; ao nosso lado pela insist&ecirc;ncia comque o pedimos, mas que Deus sempre est&aacute; de nosso lado, querendo dar-nos tudo oque de verdade necessitamos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ao entrarmos no fluxo do Amorprovidente do Pai, a ora&ccedil;&atilde;o de peti&ccedil;&atilde;o dilata o nosso cora&ccedil;&atilde;o para receberaquilo que pedimos. &Eacute; uma mudan&ccedil;a no cora&ccedil;&atilde;o de quem reza. O sentido da peti&ccedil;&atilde;on&atilde;o est&aacute;, pois, no pedir, mas nas atitudes fundamentais da pessoa que pede. Oque tem sentido n&atilde;o &eacute; a peti&ccedil;&atilde;o em si, mas a humilde gratid&atilde;o, a acolhidaagradecida, a confian&ccedil;a incondicional.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">As diferentes peti&ccedil;&otilde;es dirigem anossa aten&ccedil;&atilde;o no sentido de orientar a nossa vida e as nossas necessidades apartir de Deus. O p&oacute;lo de aten&ccedil;&atilde;o passa da nossa necessidade para a bondade deDeus.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Sempre &eacute; uma ora&ccedil;&atilde;o em Deus, umaora&ccedil;&atilde;o daquele que vive para Deus e confiando em Deus.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Aquele que vive assim, sabe comseguran&ccedil;a que todas as suas peti&ccedil;&otilde;es feitas &ldquo;em Deus&rdquo; s&atilde;o escutadasprontamente. Este &eacute; o mist&eacute;rio da ora&ccedil;&atilde;o suplicante.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Um outro aspecto deve serressaltado na ora&ccedil;&atilde;o de peti&ccedil;&atilde;o: <b>n&atilde;o &eacute;s&oacute; Deus que ouve o que lhe &eacute; pedido, mas aquele que ora, continua a orar, at&eacute;se tornar ele mesmo, ouvinte do que Deus deseja para todos os seus filhos efilhas. A peti&ccedil;&atilde;o o arranca do individualismo e o situa no horizonte do outro. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Todos somos seres carentes enecessitados. Orar &eacute; saber ouvir o que Deus quer de n&oacute;s: n&atilde;o para fazer Deusentrar nos nossos planos, mas para que n&oacute;s entremos em sintonia com a Vontaded&rsquo;Ele.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A ora&ccedil;&atilde;o de peti&ccedil;&atilde;o nos revela serealmente cremos. Nela confessamos que dependemos de Deus e que sozinhos n&atilde;onos bastamos. A ora&ccedil;&atilde;o bem feita &eacute; a pedra de toque de nossa f&eacute; e de nossahumildade. Aqui o que se destaca &eacute; a certeza de que Deus nos escuta. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Nesse sentido, a peti&ccedil;&atilde;o nosmobiliza a buscar aquilo que pedimos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Quando rezamos encontramos afor&ccedil;a para fazer o que n&oacute;s &iacute;amos pedir a Deus. Esse &eacute; o aut&ecirc;ntico sentido daora&ccedil;&atilde;o de peti&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp;&nbsp;&nbsp; Lc. 11,5-13<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Aqui, n&atilde;o se diz o qu&ecirc; &eacute; que sepede. O importante &eacute; a atitude de pedir, buscar, chamar&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; &Eacute; a experi&ecirc;ncia da paternidadedivina que fundamenta nossa certeza e justifica nossa insist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Quem &eacute; o centro em sua ora&ccedil;&atilde;ode peti&ccedil;&atilde;o? Voc&ecirc;, os outros, a gl&oacute;ria e o louvor de Deus?&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &ldquo;Pedi e recebereis; buscai eencontrareis; batei e vos ser&aacute; aberto&rdquo; (Lc 11,9) O Pai Nosso &eacute; a &uacute;nica ora&ccedil;&atilde;o queJesus nos ensinou e resume de maneira simples sua mensagem, sua inten&ccedil;&atilde;o e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1891,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/908"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=908"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/908\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}