{"id":896,"date":"2016-07-30T00:00:00","date_gmt":"2016-07-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/vigilia-de-oracao-jovens-protagonistas-da-historia\/"},"modified":"2016-07-30T00:00:00","modified_gmt":"2016-07-30T00:00:00","slug":"vigilia-de-oracao-jovens-protagonistas-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/vigilia-de-oracao-jovens-protagonistas-da-historia\/","title":{"rendered":"Vig\u00edlia de Ora\u00e7\u00e3o: jovens, protagonistas da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/photo\/2016\/07\/30\/ANSA1047551_Articolo.jpg\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O &ldquo;Campus Misericordiae&rdquo; estavarepleto de jovens neste s&aacute;bado, 30, para a Vig&iacute;lia da JMJ, em Crac&oacute;via. Sob solforte e c&eacute;u azul, mais de um milh&atilde;o e meio de jovens participaram da Vig&iacute;lia deOra&ccedil;&atilde;o, presidida pelo Papa Francisco, que tem como tema: &ldquo;Jesus, fonte deMiseric&oacute;rdia&rdquo;! <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Papa Francisco chegou ao localpara presidir a Vig&iacute;lia; passou pela Porta Santa junto com cinco jovens querepresentavam os continentes; depois, quebrou o protocolo e convidou-os para umgiro no papam&oacute;vel. Surpresos, os jovens embarcaram para um passeio com oPont&iacute;fice.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No discurso, Francisco comentouos testemunhos dos tr&ecirc;s jovens, que iniciaram o encontro. Ele destacou o deRand, uma jovem s&iacute;ria que contou como a guerra tem destru&iacute;do seu pa&iacute;s e seupovo. O Papa afirmou que, diante desse sofrimento, a resposta da Igreja e doscrist&atilde;os n&atilde;o deve ser o &oacute;dio, a viol&ecirc;ncia ou o terror, mas a fraternidade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/2\/2016\/07\/papa_vigilia_jmj2016.png\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;N&atilde;o queremos vencer o &oacute;dio commais &oacute;dio, vencer a viol&ecirc;ncia com mais viol&ecirc;ncia, vencer o terror com maisterror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem um nome: chama-sefraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunh&atilde;o, chama-se fam&iacute;lia&rdquo;,afirmou.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Santo Padre disse que o medo,experimentado pelos jovens que testemunharam, n&atilde;o deve causar paralisia. &ldquo;Aparalisia faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro, da amizade, o gostode sonhar juntos, de caminhar com os outros&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Mas, para o Papa, h&aacute; outraparalisia ainda mais perigosa e dif&iacute;cil de identificar: a paralisia que brotaquando se confunde a felicidade com um sof&aacute;! &ldquo;Sim, julgar que, para serfelizes, temos necessidade de um bom sof&aacute;&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Certamente, para muitos, &eacute; maisf&aacute;cil e vantajoso ter jovens pasmados e entontecidos que confundem a felicidadecom um sof&aacute;; para muitos, isto resulta mais conveniente do que ter jovensvigilantes, desejosos de responder ao sonho de Deus e a todas as aspira&ccedil;&otilde;es docora&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirmou o Papa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Mas a verdade &eacute; outra! Queridosjovens, n&atilde;o viemos ao mundo para &ldquo;vegetar&rdquo;, para transcorrer comodamente osdias, para fazer da vida um sof&aacute; que nos adorme&ccedil;a; pelo contr&aacute;rio, viemos comoutra finalidade, para deixar uma marca. &Eacute; muito triste passar pela vida semdeixar uma marca. Mas, quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidadecom consumo, ent&atilde;o o pre&ccedil;o que pagamos &eacute; muito, mas muito caro: perdemos aliberdade&rdquo;, completou.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Neste sentido, o Papa afirmou queJesus &eacute; o Senhor do risco, n&atilde;o o Senhor do conforto, da seguran&ccedil;a e dacomodidade. Para seguir a Jesus, afirmou o Pont&iacute;fice, &eacute; preciso ter uma boadose de coragem, &eacute; preciso decidir-se a trocar o sof&aacute; por um par de sapatos quete ajudem a caminhar por estradas nunca sonhadas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;O tempo que hoje estamos a vivern&atilde;o precisa de jovens-sof&aacute;, mas de jovens com os sapatos, ainda melhor,cal&ccedil;ados com as botas. Aceita apenas jogadores titulares em campo, n&atilde;o h&aacute; lugarpara reservas&rdquo;, ressaltou.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Papa pediu aos jovens queensinem os adultos a conviverem na diversidade, no di&aacute;logo, na partilha damulticulturalidade n&atilde;o como uma amea&ccedil;a mas como uma oportunidade: &ldquo;tende acoragem de nos ensinar que &eacute; mais f&aacute;cil construir pontes do que levantarmuros!&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Aceitais? Que respondem asvossas m&atilde;os e os vossos p&eacute;s ao Senhor, que &eacute; caminho, verdade e vida?&rdquo;,perguntou-lhes concluindo o discurso.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/scontent.ffln1-1.fna.fbcdn.net\/v\/t1.0-9\/13906925_909749762468453_8773197352302567752_n.jpg?oh=9e2770fe83c85037bdc57e38a71bd06d&amp;oe=58173907\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><font size=\"6\"><br \/><\/font><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><font size=\"6\">Uma vig&iacute;lia de arte, m&uacute;sica e ora&ccedil;&atilde;o<\/font><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><font size=\"6\"><br \/><\/font><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A Vig&iacute;lia teve in&iacute;cio com ostestemunhos de tr&ecirc;s jovens que relataram experi&ecirc;ncias pessoais de convers&atilde;o,sofrimento com a persegui&ccedil;&atilde;o e a guerra e v&iacute;cio de drogas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Nas pe&ccedil;as de dan&ccedil;a e teatro, osjovens retratam o amor aos indiferentes &ndash; aqueles que s&atilde;o dependentes dastecnologias e inertes &agrave;s realidades que os envolvem; o atentado ao Papa Jo&atilde;oPaulo II em 13 de maio de 1981 e perd&atilde;o do Pont&iacute;fice ao atirador.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A figura de Santa Faustina,polonesa padroeira da JMJ, representada no palco por uma jovem, perpassou todasas cenas e testemunhos. Os jovens contaram tamb&eacute;m sua hist&oacute;ria de convers&atilde;o queteve in&iacute;cio em uma noite de &ldquo;balada&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Uma adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica concluiuo momento com a presen&ccedil;a do Papa Francisco. Mas a festa dos jovens devecontinuar pela madrugada a dentro esse domingo, 31, na Missa de Envio queconcluir&aacute; a JMJ 2016.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/media02.radiovaticana.va\/photo\/2016\/07\/30\/ANSA1047555_Articolo.jpg\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Pronunciamento Completo do Santo Padre Francisco na Vig&iacute;lia de Ora&ccedil;&atilde;ocom os jovens no Campus Misericordiae:<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><br \/><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b>&#8220;Queridos jovens!<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; bom estar aqui convosco nestaVig&iacute;lia de Ora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na parte final do seu corajoso eemocionante testemunho, Rand pediu-nos uma coisa. Disse-nos: &laquo;Pe&ccedil;o-vos,sinceramente, que rezeis pelo meu amado pa&iacute;s&raquo;. Uma hist&oacute;ria marcada pelaguerra, pelo sofrimento, pela ru&iacute;na, que termina com um pedido: o da ora&ccedil;&atilde;o.Que h&aacute; de melhor para come&ccedil;ar a nossa Vig&iacute;lia do que rezar?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Vimos de v&aacute;rias partes do mundo,de continentes, pa&iacute;ses, l&iacute;nguas, culturas, povos diferentes. Somos &laquo;filhos&raquo; dena&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o talvez em disputa por v&aacute;rios conflitos, ou at&eacute; mesmo emguerra. Outros vimos de pa&iacute;ses que podem estar &laquo;em paz&raquo;, que n&atilde;o t&ecirc;m conflitosb&eacute;licos, onde muitas das coisas dolorosas que acontecem no mundo fazem parteapenas das not&iacute;cias e da imprensa. Mas estamos cientes duma realidade: hoje eaqui, para n&oacute;s provenientes de diversas partes do mundo, o sofrimento e aguerra que vivem muitos jovens deixaram de ser uma coisa an&oacute;nima, j&aacute; n&atilde;o s&atilde;ouma not&iacute;cia de imprensa, mas t&ecirc;m um nome, um rosto, uma hist&oacute;ria, fizeram-se-mevizinhos. Hoje a guerra na S&iacute;ria &eacute; a dor e o sofrimento de tantas pessoas, detantos jovens como o corajoso Rand, que est&aacute; aqui entre n&oacute;s e pede-nos pararezar pelo seu pa&iacute;s amado.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">H&aacute; situa&ccedil;&otilde;es que nos podemparecer distantes, at&eacute; ao momento em que, de alguma forma, as tocamos. H&aacute;realidades que n&atilde;o entendemos porque vemo-las apenas atrav&eacute;s dum monitor (dotelem&oacute;vel ou do computador). Mas, quando tomamos contacto com a vida, com asvidas concretas e j&aacute; n&atilde;o pela media&ccedil;&atilde;o dos monitores, ent&atilde;o algo mexe connosco,sentimo-nos convidados a envolver-nos: &laquo;Basta de cidades esquecidas&raquo;, como dizRand; nunca mais deve acontecer que irm&atilde;os estejam &laquo;circundados pela morte epor assassinatos&raquo; sentindo que ningu&eacute;m os ajudar&aacute;. Queridos amigos, convido-vosa rezar juntos pelo sofrimento de tantas v&iacute;timas da guerra, para podermoscompreender, uma vez por todas, que nada justifica o sangue dum irm&atilde;o, que nada&eacute; mais precioso do que a pessoa que temos ao nosso lado. E, neste pedido deora&ccedil;&atilde;o, quero-vos agradecer tamb&eacute;m a v&oacute;s, Nat&aacute;lia e Miguel, pois tamb&eacute;m v&oacute;spartilhastes connosco as vossas batalhas, as vossas guerras interiores.Apresentastes-nos as vossas lutas e o modo como as superastes. Sois um sinalvivo daquilo que a miseric&oacute;rdia quer fazer em n&oacute;s.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Agora, n&atilde;o vamos p&ocirc;r-nos a gritarcontra ningu&eacute;m, n&atilde;o vamos p&ocirc;r-nos a litigar, n&atilde;o queremos destruir. N&atilde;oqueremos vencer o &oacute;dio com mais &oacute;dio, vencer a viol&ecirc;ncia com mais viol&ecirc;ncia,vencer o terror com mais terror. A nossa resposta a este mundo em guerra tem umnome: chama-se fraternidade, chama-se irmandade, chama-se comunh&atilde;o, chama-sefam&iacute;lia. Alegramo-nos pelo facto de virmos de culturas diferentes e nos unirmospara rezar. Que a nossa palavra melhor, o nosso melhor discurso seja unirmo-nosem ora&ccedil;&atilde;o. Fa&ccedil;amos um momento de sil&ecirc;ncio, e rezemos; ponhamos diante de Deusos testemunhos destes amigos, identifiquemo-nos com aqueles para quem &laquo;afam&iacute;lia &eacute; um conceito inexistente, a casa apenas um lugar para dormir e comer&raquo;,ou com aqueles que vivem no medo porque creem que os seus erros e pecados osbaniram definitivamente. Coloquemos na presen&ccedil;a do nosso Deus tamb&eacute;m as vossas&laquo;guerras&raquo;, as lutas que cada um carrega consigo, no seu pr&oacute;prio cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Enquanto rez&aacute;vamos, veio-me &agrave;mente a imagem dos Ap&oacute;stolos no dia de Pentecostes. Uma cena que nos podeajudar a compreender tudo aquilo que Deus sonha realizar na nossa vida, em n&oacute;se connosco. Naquele dia, os disc&iacute;pulos estavam fechados dentro de casa pelomedo. Sentiam-se amea&ccedil;ados por um ambiente que os perseguia, que os for&ccedil;ava a estarnuma pequena casa obrigando-os a ficar ali im&oacute;veis e paralisados. O medoapoderou-se deles. Naquele contexto, acontece algo espetacular, algo grandioso.Vem o Esp&iacute;rito Santo, e l&iacute;nguas como que de fogo pousaram sobre cada um deles,impelindo-os para uma aventura que nunca teriam sonhado.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ouvimos tr&ecirc;s testemunhos;tocamos, com os nossos cora&ccedil;&otilde;es, as suas hist&oacute;rias, as suas vidas. Vimos comoeles viveram momentos semelhantes aos dos disc&iacute;pulos, atravessaram momentos emque estiveram cheios de medo, em que parecia que tudo desmoronava. O medo e aang&uacute;stia, que nascem do facto de uma pessoa saber que saindo de casa pode n&atilde;over mais os seus entes queridos, o medo de n&atilde;o se sentir apreciado e amado, omedo de n&atilde;o ter outras oportunidades. Eles partilharam connosco a mesmaexperi&ecirc;ncia que fizeram os disc&iacute;pulos, experimentaram o medo que leva ao &uacute;nicolugar poss&iacute;vel: o fechamento. E, quando o medo se esconde no fechamento, f&aacute;-losempre na companhia da sua &laquo;irm&atilde; g&eacute;mea&raquo;, a paralisia; faz-nos sentirparalisados. Sentir que, neste mundo, nas nossas cidades, nas nossascomunidades, j&aacute; n&atilde;o h&aacute; espa&ccedil;o para crescer, para sonhar, para criar, paracontemplar horizontes, em suma, para viver, &eacute; um dos piores males que nos podemacontecer na vida. A paralisia faz-nos perder o gosto de desfrutar do encontro,da amizade, o gosto de sonhar juntos, de caminhar com os outros.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na vida, por&eacute;m, h&aacute; outraparalisia ainda mais perigosa e dif&iacute;cil, muitas vezes, de identificar e que noscusta muito reconhecer. Gosto de a chamar a paralisia que brota quando seconfunde a FELICIDADE com um SOF&Aacute;! Sim, julgar que, para ser felizes, temosnecessidade de um bom sof&aacute;. Um sof&aacute; que nos ajude a estar c&oacute;modos, tranquilos,bem seguros. Um sof&aacute; &ndash; como os que existem agora, modernos, incluindo massagenspara dormir &ndash; que nos garanta horas de tranquilidade para mergulharmos no mundodos videojogos e passar horas diante do computador. Um sof&aacute; contra todo o tipode dores e medos. Um sof&aacute; que nos fa&ccedil;a estar fechados em casa, sem noscansarmos nem nos preocuparmos. Provavelmente, o sof&aacute;-felicidade &eacute; a paralisiasilenciosa que mais nos pode arruinar; porque pouco a pouco, sem nos darmosconta, encontramo-nos adormecidos, encontramo-nos pasmados e entontecidosenquanto outros &ndash; talvez os mais vivos, mas n&atilde;o os melhores &ndash; decidem o futuropor n&oacute;s. Certamente, para muitos, &eacute; mais f&aacute;cil e vantajoso ter jovens pasmadose entontecidos que confundem a felicidade com um sof&aacute;; para muitos, istoresulta mais conveniente do que ter jovens vigilantes, desejosos de responder aosonho de Deus e a todas as aspira&ccedil;&otilde;es do cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Mas a verdade &eacute; outra! Queridosjovens, n&atilde;o viemos ao mundo para &laquo;vegetar&raquo;, para transcorrer comodamente osdias, para fazer da vida um sof&aacute; que nos adorme&ccedil;a; pelo contr&aacute;rio, viemos comoutra finalidade, para deixar uma marca. &Eacute; muito triste passar pela vida semdeixar uma marca. Mas, quando escolhemos a comodidade, confundindo felicidadecom consumo, ent&atilde;o o pre&ccedil;o que pagamos &eacute; muito, mas muito caro: perdemos aliberdade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; precisamente aqui que existe umagrande paralisia: quando come&ccedil;amos a pensar que a felicidade &eacute; sin&oacute;nimo decomodidade, que ser feliz &eacute; caminhar na vida adormentado ou narcotizado, que a&uacute;nica maneira de ser feliz &eacute; estar como que entorpecido. &Eacute; certo que a drogafaz mal, mas h&aacute; muitas outras drogas socialmente aceit&aacute;veis, que acabam por nostornar em todo o caso muito mais escravos. Umas e outras despojam-nos do nossobem maior: a liberdade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Amigos, Jesus &eacute; o Senhor dorisco, do sempre &laquo;mais al&eacute;m&raquo;. Jesus n&atilde;o &eacute; o Senhor do conforto, da seguran&ccedil;a eda comodidade. Para seguir a Jesus, &eacute; preciso ter uma boa dose de coragem, &eacute;preciso decidir-se a trocar o sof&aacute; por um par de sapatos que te ajudem acaminhar por estradas nunca sonhadas e nem mesmo pensadas, por estradas quepodem abrir novos horizontes, capazes de contagiar-te a alegria, aquela alegriaque nasce do amor de Deus, a alegria que deixa no teu cora&ccedil;&atilde;o cada gesto, cadaatitude de miseric&oacute;rdia. Caminhar pelas estradas seguindo a &laquo;loucura&raquo; do nossoDeus, que nos ensina a encontr&aacute;-Lo no faminto, no sedento, no maltrapilho, nodoente, no amigo em maus len&ccedil;&oacute;is, no encarcerado, no refugiado e migrante, novizinho que vive s&oacute;. Caminhar pelas estradas do nosso Deus, que nos convida aser atores pol&iacute;ticos, pessoas que pensam, animadores sociais; que nos encorajaa pensar uma economia mais solid&aacute;ria. Em todos os campos onde vos encontrais, oamor de Deus convida-vos a levar a Boa Nova, fazendo da pr&oacute;pria vida um dompara Ele e para os outros.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Poder&iacute;eis replicar-me: Mas isto,padre, n&atilde;o &eacute; para todos; &eacute; s&oacute; para alguns eleitos! Sim, e estes eleitos s&atilde;otodos aqueles que est&atilde;o dispostos a partilhar a sua vida com os outros. Talcomo o Esp&iacute;rito Santo transformou o cora&ccedil;&atilde;o dos disc&iacute;pulos no dia dePentecostes, assim o fez tamb&eacute;m com os nossos amigos que partilharam os seustestemunhos. Uso as tuas palavras, Miguel: disseste-nos que no dia em que teconfiaram, l&aacute; na &laquo;Fazenda&raquo;, a responsabilidade de contribuir para o melhorfuncionamento da casa, ent&atilde;o come&ccedil;aste a compreender que Deus te pedia algo.Assim come&ccedil;ou a transforma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Este &eacute; o segredo, queridosamigos, que todos somos chamados a experimentar. Deus espera algo de ti, Deusquer algo de ti, Deus espera-te. Deus vem quebrar os nossos fechamentos, vemabrir as portas das nossas vidas, das nossas perspetivas, dos nossos olhares.Deus vem abrir tudo aquilo que te fecha. Convida-te a sonhar, quer fazer-te verque, contigo, o mundo pode ser diferente. &Eacute; assim: se n&atilde;o deres o melhor de timesmo, o mundo n&atilde;o ser&aacute; diverso.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O tempo que hoje estamos a vivern&atilde;o precisa de jovens-sof&aacute;, mas de jovens com os sapatos, ainda melhor,cal&ccedil;ados com as botas. Aceita apenas jogadores titulares em campo, n&atilde;o h&aacute; lugarpara reservas. O mundo de hoje pede-vos para serdes protagonistas da hist&oacute;ria,porque a vida &eacute; bela desde que a queiramos viver, desde que queiramos deixaruma marca. Hoje a hist&oacute;ria pede-nos que defendamos a nossa dignidade e n&atilde;odeixemos que sejam outros a decidir o nosso futuro. O Senhor, como noPentecostes, quer realizar um dos maiores milagres que podemos experimentar:fazer com que as tuas m&atilde;os, as minhas m&atilde;os, as nossas m&atilde;os se transformem emsinais de reconcilia&ccedil;&atilde;o, de comunh&atilde;o, de cria&ccedil;&atilde;o. Ele quer as tuas m&atilde;os paracontinuar a construir o mundo de hoje. Quer constru&iacute;-lo contigo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Dir-me-&aacute;s: Mas, padre, eu soumuito limitado, sou pecador&hellip; que posso fazer? Quando o Senhor nos chama n&atilde;opensa naquilo que somos, naquilo que &eacute;ramos, naquilo que fizemos ou deixamos defazer. Pelo contr&aacute;rio: no momento em que nos chama, Ele est&aacute; a ver tudo aquiloque poderemos fazer, todo o amor que somos capazes de comunicar. Ele apostasempre no futuro, no amanh&atilde;. Jesus olha-te projetado no horizonte.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por isso, amigos, hoje Jesusconvida-te, chama-te a deixar a tua marca na vida, uma marca que determine ahist&oacute;ria, que determine a tua hist&oacute;ria e a hist&oacute;ria de muitos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A vida de hoje diz-nos que &eacute;muito f&aacute;cil fixar a aten&ccedil;&atilde;o naquilo que nos divide, naquilo que nos separa.Querem fazer-nos crer que fechar-nos &eacute; a melhor maneira de nos protegermosdaquilo que nos faz mal. Hoje n&oacute;s, adultos, precisamos de v&oacute;s para nosensinardes a conviver na diversidade, no di&aacute;logo, na partilha damulticulturalidade n&atilde;o como uma amea&ccedil;a mas como uma oportunidade: tende acoragem de nos ensinar que &eacute; mais f&aacute;cil construir pontes do que levantar muros!E todos juntos pedimos que exijais de n&oacute;s percorrer as estradas dafraternidade. Construir pontes&hellip; Sabeis qual &eacute; a primeira ponte a construir? Umaponte que podemos realizar aqui e agora: um aperto de m&atilde;o, estender a m&atilde;o.Coragem! Fazei agora, aqui, esta ponte primordial, e dai-vos a m&atilde;o. &Eacute; a grandeponte fraterna, e podem aprender a faz&ecirc;-la os grandes deste mundo&#8230; N&atilde;o para afotografia, mas para continuar a construir pontes cada vez maiores. Que estaponte humana seja semente de muitas outras; ser&aacute; uma marca.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Hoje, Jesus, que &eacute; o caminho,chama-te a deixar a tua marca na hist&oacute;ria. Ele, que &eacute; a vida, convida-te adeixar uma marca que encha de vida a tua hist&oacute;ria e a de muitos outros. Ele,que &eacute; a verdade, convida-te a deixar as estradas da separa&ccedil;&atilde;o, da divis&atilde;o, dosem-sentido. Aceitais? Que respondem as vossas m&atilde;os e os vossos p&eacute;s ao Senhor,que &eacute; caminho, verdade e vida? &#8220;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;tab-stops:93.0pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Fonte: R&aacute;dio Vaticano e Can&ccedil;&atilde;oNova<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O &ldquo;Campus Misericordiae&rdquo; estavarepleto de jovens neste s&aacute;bado, 30, para a Vig&iacute;lia da JMJ, em Crac&oacute;via. 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