{"id":875,"date":"2016-08-13T00:00:00","date_gmt":"2016-08-13T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/conflitos-seguimento-posto-a-prova\/"},"modified":"2016-08-13T00:00:00","modified_gmt":"2016-08-13T00:00:00","slug":"conflitos-seguimento-posto-a-prova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/conflitos-seguimento-posto-a-prova\/","title":{"rendered":"CONFLITOS: seguimento posto \u00e0 prova"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\">&ldquo;V&oacute;s pensais que euvim trazer a paz sobre a terra?&rdquo; (Lc 12,51)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A vida e a mensagem de Jesusrevelaram uma novidade de tal magnitude que gerou uma radical confliti-vidadecom as institui&ccedil;&otilde;es sociais e religiosas de seu tempo. De fato, com a presen&ccedil;adesconcertante de Jesus, chega at&eacute; n&oacute;s a &ldquo;Boa-Nova&rdquo;, n&atilde;o precisamente para p&ocirc;rremendos &agrave; lei, ao culto e aos ritos, mas para revelar a possibilidade de umanova maneira de viver, uma nova atitude frente &agrave;queles que a religi&atilde;o exclu&iacute;a:pecadores, pobres e marginalizados.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus n&atilde;o buscou o conflito (j&aacute;que trazia uma mensagem de miseric&oacute;rdia e fraternidade) mas conheceu uma dasexperi&ecirc;ncias conflitivas mais dram&aacute;ticas da hist&oacute;ria humana. Do come&ccedil;o ao fim,a crise e o conflito estiveram presentes em sua vida e em sua miss&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tudo o que Ele fazia &ndash; suasatitudes, seus gestos, suas palavras &ndash; revelava uma nova vis&atilde;o das coisas, umnovo ponto de partida, um novo movimento, um novo projeto. Sua presen&ccedil;a,inspiradora e provocativa, colocava em quest&atilde;o e desmontava toda uma estruturasocial e religiosa que desumanizava.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus tornou-se um sinal decontradi&ccedil;&atilde;o porque permaneceu absolutamente fiel a uma mensagem, a um modo deagir e a uma miss&atilde;o que havia recebido do Pai e que devia realizar comcrit&eacute;rios e op&ccedil;&otilde;es coerentes com o conte&uacute;do do seu Evangelho.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O conflito n&atilde;o foi uma surpresapara Ele, nem uma esp&eacute;cie de fatalidade &agrave; qual se encaminhou sem saber porqu&ecirc;.O conflito foi algo que adquiriu densidade cada vez maior em sua consci&ecirc;ncia,primeiro como uma possibilidade, depois como uma exig&ecirc;ncia de sua fidelidade aoProjeto do Pai em favor da vida do ser humano.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Falar em conflito na miss&atilde;o de Jesus &eacute; o mesmo que falar da fidelidadede Jesus.<\/b> O que tem valor em sua vida &eacute; seu amor fiel, e n&atilde;o os conflitosem si mesmos; o que &eacute; conflitivo &eacute; sempre amb&iacute;guo; o que lhe d&aacute; sentido &eacute; acausa justa que o provoca e a fidelidade a essa causa que gera um ambiente detens&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Esse &eacute; o sentido dabem-aventuran&ccedil;a dos perseguidos por causa da justi&ccedil;a do Reino.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>A Cruz vai ser o sinal e a s&iacute;ntese da dimens&atilde;o conflitiva de Jesus e desua miss&atilde;o. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por ter vivido como viveu, n&atilde;opodia terminar de outra maneira. A dimens&atilde;o conflitiva da fidelidade de Jesus &agrave;miss&atilde;o &eacute; o resultado inevit&aacute;vel do embate entre sua miss&atilde;o, que anuncia ajusti&ccedil;a do Reino e as bem-aventuran&ccedil;as, e a realidade que n&atilde;o quer ouvir e rejeitaa novidade do Reino. Sua exist&ecirc;ncia n&atilde;o foi &ldquo;neutra&rdquo; no sentido de uma vida quepassa sem ser percebida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus disse a verdade edesmascarou o poder em todas as suas formas: religioso, pol&iacute;tico, intelectual.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Desmascarar o poder &eacute; desmascararos &iacute;dolos que causam a morte. Por isso, os conflitos enfrentados por Jesus s&atilde;o consequ&ecirc;nciasde uma op&ccedil;&atilde;o, de um caminho, de uma pr&aacute;tica feita de amor e de solidariedadecom os que mais sofrem e s&atilde;o oprimidos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus n&atilde;o s&oacute; sofreu a persegui&ccedil;&atilde;oe os conflitos, mas tamb&eacute;m nos apresenta as consequ&ecirc;ncias do seu seguimento.Quem vive radicalmente o Evangelho, vai ser rejeitado, perseguido&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O conflito faz parte da vidado(a) seguidor(a) de Jesus; ele(ela) vive em meio a uma realidade que resiste &agrave;novidade e &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o de vida exigida pelo Reino.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">De uma forma por si mesmadesconcertante e misteriosa, o conflito constitui um chamado do Senhor, umagra&ccedil;a para seguir Jesus perseguido, com uma op&ccedil;&atilde;o mais madura e com motiva&ccedil;&otilde;esmais purificadas, segundo o Evangelho.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tendo por refer&ecirc;ncia inspiradoraa pessoa de Jesus e o modo de agir das primeiras comunidades crist&atilde;s, n&oacute;s,seguidores de Jesus, devemos enfrentar com seriedade o sentido crist&atilde;o dosconflitos pelos quais atravessamos. Deus tamb&eacute;m se revela no conflito; nosconflitos h&aacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">N&atilde;o h&aacute; s&oacute; conflitos puramente&ldquo;exteriores&rdquo; (persegui&ccedil;&otilde;es, acusa&ccedil;&otilde;es, oposi&ccedil;&otilde;es&#8230;), por causa do Evangelho.Todo conflito sempre apresenta uma dimens&atilde;o interior, mostra-se como uma crisedo esp&iacute;rito. Conflito e crise andam juntos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>A crise &eacute; um per&iacute;odo de inseguran&ccedil;a, que convoca a uma nova s&iacute;ntese devalores e a uma viv&ecirc;ncia evang&eacute;lica dos mesmos.<\/b> O conflito gera a criseporque obriga a repensar, a aprofundar, arrancando-nos da aparente estabilidadee do conformismo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Nesse sentido, o conflito e acrise s&atilde;o um apelo a uma progressiva convers&atilde;o. S&atilde;o um convite a umaprofundamento da totalidade do compromisso crist&atilde;o e a um crescimento em todosos valores que o conflito p&ocirc;s em crise. Pode-se afirmar que n&atilde;o h&aacute; seguimentocrist&atilde;o, nem aprofundamento de uma maturidade adulta que n&atilde;o passem pelascrises do conflito.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>O conflito leva &agrave; maturidade e pressup&otilde;e a maturidade para ser assumidoe superado.<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O conflito pode converter-se emfonte de crescimento quando uma pessoa ou uma comunidade crist&atilde; deixa deneg&aacute;-lo ou evit&aacute;-lo, mas quando aprende a manej&aacute;-lo com atitudes de integra&ccedil;&atilde;o,discernimento e compreens&atilde;o. O conflito aprofunda e purifica a exist&ecirc;ncia;aprende-se a discernir entre o essencial e o acidental e a despojar-se doin&uacute;til ou sup&eacute;rfluo para ficar com o que &eacute; mais importante.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O conflito se converte numaexperi&ecirc;ncia positiva quando nos motiva a desenvolver novas destrezas, nos animaa buscar meios para manejar problemas, estimula nosso interesse pela comunidadee nos aproxima dos outros, nos leva a esclarecer nossos pontos de vista e areexaminar nossas posturas&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Os conflitos demandam nossos maiores recursos criativos. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tanto no processo pessoal doseguimento de Jesus como na configura&ccedil;&atilde;o de uma comunidade crist&atilde;, os momentosde conflitos s&atilde;o inevit&aacute;veis; nesses momentos densos, de encruzilhada e deresist&ecirc;ncia, abre-se a possibilidade de descobrir um renovado sentido de unidadee consist&ecirc;ncia, que permite ao sujeito (pessoal ou comunit&aacute;rio) sentir-se a simesmo no meio de constantes tens&otilde;es.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Os conflitos abrem apossibilidade de intuir novas potencialidades ou p&ocirc;r em jogo recursos que, at&eacute;o momento da crise, talvez n&atilde;o tivesse necessidade de ativ&aacute;-los. Por isso, osconflitos obrigam geralmente a uma tomada de decis&atilde;o inadi&aacute;vel.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Os conflitos revelam o movimentoda vida. A realidade &eacute; din&acirc;mica, move-se, evolui. O absurdo de querer fix&aacute;-laem esquemas te&oacute;ricos e modos ultrapassados de comportamento, fatalmente conduzao confronto de for&ccedil;as, de ideias, de vis&otilde;es diferentes&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Os conflitos n&atilde;o s&atilde;o negativos.Eles nos ajudam a aceitar melhor a verdade e fazer nascer o novo, mais rico emais amadurecido. O Evangelho nos lembra a morte da semente e a mulher gr&aacute;vidaque aguardava sua hora, terminando por contribuir com vida nova para o mundo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Em meio aos conflitos, tamb&eacute;mnossas comunidades crist&atilde;s podem crescer em amor fraterno. &Eacute; o momento dedescobrir que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel seguir a Jesus e colaborar com Ele no projetohumanizador do Pai sem trabalhar por uma sociedade mais justa e fraterna, maissolid&aacute;ria e respons&aacute;vel.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O conflito &eacute; um &ldquo;ensaio daesperan&ccedil;a&rdquo;, uma certeza de que o Esp&iacute;rito &ldquo;renova todas as coisas&rdquo; sobre a faceda terra.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp;&nbsp; Lc. 12,49-53<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> Rezar as atitudes pessoais frente aos conflitos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Como viver o Evangelho em meio aconflitos?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Como crescer e amadurecer noconflito? Como aprofundar nossa miss&atilde;o no conflito?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Descobrir a presen&ccedil;a e o chamadode Cristo dentro dos conflitos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;V&oacute;s pensais que euvim trazer a paz sobre a terra?&rdquo; (Lc 12,51) A vida e a mensagem de Jesusrevelaram uma novidade de tal magnitude que gerou uma radical confliti-vidadecom as institui&ccedil;&otilde;es sociais e&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1739,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/875"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/875\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}