{"id":791,"date":"2016-09-17T00:00:00","date_gmt":"2016-09-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/reflexao-do-evangelho-do-25-domingo-tc-operacao-futuro\/"},"modified":"2016-09-17T00:00:00","modified_gmt":"2016-09-17T00:00:00","slug":"reflexao-do-evangelho-do-25-domingo-tc-operacao-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/reflexao-do-evangelho-do-25-domingo-tc-operacao-futuro\/","title":{"rendered":"Reflex\u00e3o do Evangelho do 25\u00ba Domingo TC &#8211; Opera\u00e7\u00e3o Futuro"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify;tab-stops:146.25pt\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Um dos piores v&iacute;rus que amea&ccedil;a emina as for&ccedil;as de nossas comunidades crist&atilde;s &eacute; a falta de iniciativas, &eacute; aatitude de acomodar-se com o de sempre, seguir os caminhos trilhados da rotinae da repeti&ccedil;&atilde;o. Rebanho &ldquo;d&oacute;cil&rdquo;, sujeito a manipula&ccedil;&otilde;es legalistas, sem maiorespretens&otilde;es e sem criatividade no an&uacute;ncio da Boa Nova do Evangelho. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Enquanto &ldquo;dormimos&rdquo; em nossaapatia e acomoda&ccedil;&atilde;o, outros (a partir de seus interesses pr&oacute;prios ou de grupos)agu&ccedil;am sua intelig&ecirc;ncia e afinam novas estrat&eacute;gias, saem pelos caminhos e fazemouvir sua voz. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Os &ldquo;filhos deste mundo&rdquo; tem mais&ldquo;iniciativas&rdquo; e ideias que os chamados filhos da luz. At&eacute; parece que a luz nosfaz adormecer e nos acomodamos em um modo &ldquo;norm&oacute;tico&rdquo; de viver. A par&aacute;bola doevangelho deste domingo (25&ordm; Dom TC) n&atilde;o pretende se referir em absoluto &agrave;corrup&ccedil;&atilde;o e ao roubo, mas ela est&aacute; centrada numa quest&atilde;o radical: &ldquo;Os filhosdas trevas s&atilde;o mais astutos que os filhos da luz&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Em cada um de n&oacute;s convivem a luze as trevas. A par&aacute;bola parece conter uma profunda ironia, ao confrontar-nosconosco mesmos e perguntar-nos de que maneira procedemos nos assuntos queconcernem &agrave;s &ldquo;trevas&rdquo; (ego) e naqueles que potenciariam a luz que somos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A experi&ecirc;ncia nos diz que, quando&eacute; nosso ego que toma iniciativa, ele ativa meios, recursos, t&aacute;ticas,estratagemas&#8230;, com a finalidade de sobressair vaidoso e assegurar suasobreviv&ecirc;ncia (como faz o empregado da par&aacute;bola, que representa, justamente, o nossopr&oacute;prio ego e seu mundo de interesses). <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O que ocorre com a luz que &eacute; anossa verdadeira identidade? Qu&ecirc; fazemos com o melhor de n&oacute;s mesmos? Seempreg&aacute;ssemos tanta motiva&ccedil;&atilde;o e tantos meios para que nossa verdadeiraidentidade se manifestasse e deixasse sua marca, nosso mundo seria bemdiferente. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus, na par&aacute;bola, n&atilde;o louva omal administrador por sua p&eacute;ssima administra&ccedil;&atilde;o e roubos. O que Jesus querdestacar &eacute; sua &ldquo;intelig&ecirc;ncia&rdquo; e &ldquo;esperteza&rdquo; para garantir seu futuro, a ast&uacute;ciacom que atua para atrair a benevol&ecirc;ncia dos credores de seu amo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">E aqui come&ccedil;a a &ldquo;opera&ccedil;&atilde;o futuro&rdquo;daquele administrador. Astuto e vivo, ele, antes de apresentar o balan&ccedil;o final,consegue fazer redu&ccedil;&otilde;es nas d&iacute;vidas dos credores. Objetivo? Fazer &ldquo;amigos&rdquo; paraque quando fosse despedido do trabalho pudesse ser socorrido por eles emmomentos de pen&uacute;ria. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Estamos falando do astuto aservi&ccedil;o de si mesmo (quer que os devedores o ajudem&#8230;; est&aacute; comprando asolidariedade e a colabora&ccedil;&atilde;o deles). Certamente, este administrador inicia umasubvers&atilde;o, mas o faz em favor de si mesmo, dentro do grande &ldquo;clube&rdquo; daquelesque se aproveitam roubando dinheiro. N&atilde;o lhe interessam os bens do amo (nem avida dos pobres), mas sua pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia, em um mundo de ladr&otilde;es que sesustentam a si mesmos, roubando do grande capital para benef&iacute;cio pr&oacute;prio. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Assim como alguns usam suaintelig&ecirc;ncia e sua ast&uacute;cia para causar morte (tr&aacute;fico de drogas e constru&ccedil;&atilde;o dearmas, m&aacute;fias de tr&aacute;fico de pessoas e de prostitui&ccedil;&atilde;o, corrup&ccedil;&atilde;o naadministra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica&#8230;), porque n&atilde;o podemos ativ&aacute;-la para buscar caminhos dejusti&ccedil;a, criar pontes de reconcilia&ccedil;&atilde;o, despoluir o ambiente hediondo que nosenvolve? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Subitamente, o relato de hoje d&aacute;um salto e nos leva do administrador injusto (que atua astutamente&nbsp; no interesse pr&oacute;prio) &agrave; exig&ecirc;ncia epossibilidade de converter o &ldquo;dinheiro da iniquidade&rdquo; (dinheiro que mata) emfonte de justi&ccedil;a e de amizade. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O dinheiro, enquanto media&ccedil;&atilde;onecess&aacute;ria, entra na categoria dos meios humanos a servi&ccedil;o de um fim. Trata-sede fazer com que ele seja transparente, na linha da fraternidade e do Reino, ouseja, converter o dinheiro naquilo que deve ser: um meio de &ldquo;rela&ccedil;&atilde;otransparente entre pessoas&rdquo;, um meio de justi&ccedil;a e solidariedade amorosa, paraque o ser humano atinja a meta de sua vida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O dinheiro, portanto, aparececomo algo funcional, mas facilmente pode se converter em senhor e dono da vida.Por sua pr&oacute;pria natureza, ele confere uma seguran&ccedil;a e uma autossufici&ecirc;ncia quenenhum outro objeto pode fornecer. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus tinha consci&ecirc;ncia dosriscos e perigos de uma vida enredada no dinheiro. Ele sabia da for&ccedil;a desedu&ccedil;&atilde;o que a riqueza exerce e da capacidade que ela tem de obscurecer apercep&ccedil;&atilde;o correta da realidade. Jesus expressa isso dizendo: &ldquo;N&atilde;o podeis servira Deus e ao dinheiro&rdquo;. Com estas palavras, Ele n&atilde;o s&oacute;&nbsp; desvela nossa tend&ecirc;ncia a divinizar odinheiro, mas volta a insistir no dilema anterior: na pr&aacute;tica, qu&ecirc; nosinteressa mais, o dinheiro ou Deus? Quem, na verdade, ocupa o centro de nossa vida?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Entre as coisas que podem desordenara pessoa, o dinheiro, sem d&uacute;vida, tem um poder de sedu&ccedil;&atilde;o todo especial. Elerevela o risco de gerar uma din&acirc;mica de gan&acirc;ncia, sem freio, que a pessoa n&atilde;ocontrola, endurecendo seu cora&ccedil;&atilde;o e conduzindo-a &agrave; presun&ccedil;&atilde;o deautossufici&ecirc;ncia, de se bastar a si mesma e de n&atilde;o precisar de mais ningu&eacute;m. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Al&eacute;m disso, existem outrasmanifesta&ccedil;&otilde;es ligadas &agrave; &acirc;nsia de fazer do dinheiro o centro da vida: o desejode prest&iacute;gio, a ilus&atilde;o de onipot&ecirc;ncia, de poder, de mando, o anseio de t&iacute;tulos,da apar&ecirc;ncia, de ci&ecirc;ncia, de status. E a vida n&atilde;o se ordena enquanto o fatordinheiro, desestabilizador por seu car&aacute;ter &ldquo;pegajoso&rdquo;, n&atilde;o se situa no seudevido lugar. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">De fato, o dinheiro, ao se tornarum fim em si mesmo, longe de pacificar, gera sempre novos temores, ansiedades einseguran&ccedil;as: medo de perder o que foi conquistado, medo de que um rivalconsiga um bem cobi&ccedil;ado, ou ainda de ser superado na escala social, tornandov&atilde;os todos os esfor&ccedil;os de uma vida&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Outro sentimento t&iacute;pico doavarento &eacute; a tristeza, ligada &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o poder nunca encontrar algoque o satisfa&ccedil;a, fazendo-o sentir-se cada vez mais indigente. Torna-se t&atilde;opobre que s&oacute; tem dinheiro.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Aquele que p&otilde;e seu tesouro nodinheiro, p&otilde;e ali o seu cora&ccedil;&atilde;o, seu interesse, sua for&ccedil;a e sua afetividade. Odinheiro tem um tal poder de absor&ccedil;&atilde;o, que ele se torna rival de Deus. Quandouma pessoa faz do dinheiro a orienta&ccedil;&atilde;o fundamental de sua vida, quando odinheiro &eacute; seu &uacute;nico ponto de apoio na vida e sua &uacute;nica meta, ent&atilde;o a rela&ccedil;&atilde;ocom o Deus e com os outro se dilui. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A raz&atilde;o &eacute; bem simples. Porque ocora&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo afei&ccedil;oado ao dinheiro se esfria e se petrifica,distanciando-se das pessoas. Tende a buscar somente seu pr&oacute;prio interesse, n&atilde;opensa no sofrimento, n&atilde;o v&ecirc; as necessidades nem as injusti&ccedil;as que os outrossofrem. O cora&ccedil;&atilde;o enredado pelo dinheiro corre o risco de matar o esp&iacute;ritosolid&aacute;rio, pois j&aacute; n&atilde;o h&aacute; mais lugar para o amor desinteressado, nem para afraternidade. S&oacute; vive para acumular coisas e para fazer dos outros seusdependentes. E, por isso mesmo, nele n&atilde;o h&aacute; lugar para o Deus que &eacute; Pai detodos. Assim, n&atilde;o pode acolher a Aquele que &eacute; Amor, Gratuidade. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>A verdadeira riqueza, que de fato nos pertence, &eacute; aquela que recebemosao partilhar o melhor que h&aacute; em n&oacute;s mesmos, tornando-nos assim participantes dagenerosidade abundante de Deus. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp; Lc 16,1-13 <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o: <\/b>A quem sirvo? Quem &eacute; o &ldquo;senhor&rdquo; Que comanda o meucora&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Deus p&ocirc;s em minhas m&atilde;os tantosdons, tantas possibilidades&#8230; E qu&ecirc; estou eu fazendo com tanta &ldquo;riqueza&rdquo; que oSenhor me confiou?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Sou um administrador fiel esol&iacute;cito, ou vou desperdi&ccedil;ando pela vida os &ldquo;bens&rdquo; (talentos e oportunidades)que o Senhor me deu e continua me cumulando? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um dos piores v&iacute;rus que amea&ccedil;a emina as for&ccedil;as de nossas comunidades crist&atilde;s &eacute; a falta de iniciativas, &eacute; aatitude de acomodar-se com o de sempre, seguir os caminhos trilhados da rotinae&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":992,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=791"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/791\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}