{"id":654,"date":"2016-11-19T00:00:00","date_gmt":"2016-11-19T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/cruz-misericordia-vulneravel\/"},"modified":"2016-11-19T00:00:00","modified_gmt":"2016-11-19T00:00:00","slug":"cruz-misericordia-vulneravel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/cruz-misericordia-vulneravel\/","title":{"rendered":"CRUZ: &#8220;Miseric\u00f3rdia vulner\u00e1vel&#8221;"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i>[imagem1]<\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i><br \/><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i><br \/><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><i>&ldquo;No mesmo horizonte da miseric&oacute;rdia, viveu Jesus a sua paix&atilde;o e morte, cientedo grande mist&eacute;rio de amor que se realizaria na cruz&rdquo; (Papa Francisco &ndash;Misericordiae Vultus)<\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>A CRUZ &eacute; o lugar por excel&ecirc;ncia da revela&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel da Miseric&oacute;rdia deDeus.<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No mist&eacute;rio da Paix&atilde;o do Filho semanifestou radicalmente a Miseric&oacute;rdia do Pai. Na Paix&atilde;o encontramos aMiseric&oacute;rdia de um Deus que desceu e chegou at&eacute; o extremo da fragilidade paramanifestar a for&ccedil;a reconstrutora de seu Amor. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A Cruz de Jesus expressa demaneira penetrante o Amor Misericordioso do Pai. Ela &eacute; revela&ccedil;&atilde;o do Amor levadoat&eacute; &agrave;s &uacute;ltimas consequ&ecirc;ncias. Ela nos fala daquilo que Deus sente por n&oacute;s. <b>&ldquo;Deus &eacute; capaz de sofrer porque &eacute; capaz deamar. Sua ess&ecirc;ncia &eacute; a MISERIC&Oacute;RDIA&rdquo;<\/b> (Moltmann). <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Amor torna o pr&oacute;prio Deusvulner&aacute;vel e pass&iacute;vel de um sofrimento livre, ativo, fecundo. Se Deus fosseimpass&iacute;vel (incapaz de sofrer) seria tamb&eacute;m incapaz de amar. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">De fato, o mist&eacute;rio do &ldquo;amor emexcesso&rdquo; de Deus, revelado no sil&ecirc;ncio junto ao sofrimento inocente, chama-semiseric&oacute;rdia compassiva. S&oacute; o amor &eacute; capaz desse sofrimento compassivo. Porque&eacute; Amor puro, Deus usa de paci&ecirc;ncia, de presen&ccedil;a silenciosa, de miseric&oacute;rdiaativa e, assim, salva de forma compassiva toda criatura em seu seioregenerador. S&oacute; Ele &eacute; capaz de assumir para si o sofrimento e a fragilidadehumana, abrindo um novo horizonte de vida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No Novo Testamento, o mist&eacute;rio daMiseric&oacute;rdia do Pai atravessa toda a experi&ecirc;ncia de Jesus, de sua miss&atilde;o, mastamb&eacute;m de sua pr&oacute;pria paix&atilde;o e de sua P&aacute;scoa. No sofrimento e morte do Filho h&aacute;a dor de dilacera&ccedil;&atilde;o, fragilidade e sil&ecirc;ncio do Pai, como em dores de parto poruma cria&ccedil;&atilde;o que ainda precisa da compaix&atilde;o e da miseric&oacute;rdia maternal doCriador. Se o Criador sofre em dores de parto por sua cria&ccedil;&atilde;o, nosso sofrimentoest&aacute; em suas m&atilde;os, em seu seio. &Eacute; a maternidade divina regeneradora desofrimentos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Sem a Cruz seria muito dif&iacute;cil convencer o ser humano do amormisericordioso de Deus, e mais ainda de seu apaixonado interesse por nos salvar<\/b>.Mas, a partir dela, ser&aacute; sempre poss&iacute;vel dizer ao ser humano que a Cruz deJesus tem um sentido, e que a &uacute;ltima palavra &eacute; &ldquo;salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No Jesus crucificado se encontrame se reconhecem todos os sofredores inocentes e crucificados da hist&oacute;ria; n&rsquo;Elese condensam todos os gritos da humanidade sofredora. A &ldquo;k&eacute;nosis&rdquo; de Jesus nosensina, portanto, a encontrar Deus nos lugares onde a vida se acha bloqueada.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Deus &ldquo;desceu&rdquo; &agrave;s zonas mais escuras da humanidade &ndash; sofrimentos,fracassos, amarguras, pecados&#8230; &ndash; para sentir como Seu nosso sofrimento e alifalar ao nosso cora&ccedil;&atilde;o.<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A primeira coisa que descobrimosao contemplar o Crucificado do G&oacute;lgota, torturado injustamente at&eacute; &agrave; morte pelopoder pol&iacute;tico-religioso, &eacute; a for&ccedil;a destruidora do mal, a crueldade do &oacute;dio e ofanatismo da mentira. Precisamente a&iacute;, nessa v&iacute;tima inocente, n&oacute;s seguidores deJesus, vemos o Deus identificado com todas as v&iacute;timas de todos os tempos. Est&aacute;na Cruz do Calv&aacute;rio e est&aacute; em todas as cruzes onde sofrem e morrem os maisinocentes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&nbsp;Jesus foi condenado como herege e subversivo,por elevar a voz contra os abusos do templo e do pal&aacute;cio, por colocar-se dolado dos perdedores, por ser amigo dos &uacute;ltimos, de todos os ca&iacute;dos.&nbsp; &ldquo;Jesus morreu de vida&rdquo;: de bondade e deesperan&ccedil;a l&uacute;cida, de solidariedade alegre, de compaix&atilde;o ousada, de liberdadearriscada, de proximidade curadora&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&ldquo;Morreu de vida&rdquo;: isso foi a Cruz, e isso &eacute; a P&aacute;scoa.<\/b> E &eacute; por issoque tem sentido recordar Jesus, olhando as chagas de seu corpo e as pegadas desua vida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Crucificado nos revela que n&atilde;oexiste, nem existir&aacute; nunca um Deus frio, insens&iacute;vel e indiferente, mas um Deusque padece conosco, sofre nossos sofrimentos e morre nossa morte.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A partir da Cruz, Deus n&atilde;oresponde o mal com o mal; Ele n&atilde;o &eacute; o Deus justiceiro, ressentido e vingativo,pois prefere ser v&iacute;tima de suas criaturas antes que verdugo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Despojado de todo poderdominador, de toda beleza est&eacute;tica, de todo &ecirc;xito pol&iacute;tico e de toda aur&eacute;olareligiosa, Deus se revela a n&oacute;s, no mais puro e insond&aacute;vel de seu mist&eacute;rio,como amor misericordioso. N&oacute;s crist&atilde;os contemplamos o Crucificado para n&atilde;oesquecer nunca o &ldquo;amor louco&rdquo; de Deus para com a humanidade e para manter vivaa recorda&ccedil;&atilde;o de todos os crucificados da hist&oacute;ria. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O que nos assusta diante daPaix&atilde;o de Cristo &eacute; o profundo e estridente &ldquo;sil&ecirc;ncio de Deus&rdquo;. No entanto, osil&ecirc;ncio de Deus n&atilde;o se deve a que Ele queira calar, mas a que n&oacute;s n&atilde;o podemosescutar. Se existe sil&ecirc;ncio, este enraiza-se n&atilde;o no calar de Deus, mas nasurdez radical do ser humano. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A Cruz de Cristo revela que Deuscontinua do lado do inocente sofredor. No sil&ecirc;ncio, Deus n&atilde;o apenas sesolidariza, mas sofre &ldquo;em sua pele&rdquo;, identificado com os sofredores, aquelesque sobram&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;&ldquo;Deus sofre&rdquo; com seu Filho; seucora&ccedil;&atilde;o sangra juntamente com ele na cruz. Se Deus &ldquo;sofre&rdquo;, &eacute; por seu excessode Amor, desde o princ&iacute;pio. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O sil&ecirc;ncio de Deus&nbsp; na paix&atilde;o do Filho &eacute; a fronteira daesperan&ccedil;a: atr&aacute;s do sil&ecirc;ncio da Cruz, espera, viva e impaciente, a palavradefinitiva da Ressurrei&ccedil;&atilde;o. Ele acolhe o mist&eacute;rio do mal em seu mist&eacute;rio maiorde amor, sem utilizar o revide de vingan&ccedil;a e de poder. Na sua pr&oacute;priavulnerabilidade, renunciando aos atributos divinos, sobretudo de pot&ecirc;ncia, Deusbrilha em atributos que surgem do amor puro e humilde. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Para Jon Sobrino, a viv&ecirc;ncia daMiseric&oacute;rdia &eacute; a que impulsiona a Igreja para fora de si mesma, para asmargens, onde acontece o sofrimento humano. <b>Uma Igreja configurada pelo &ldquo;Princ&iacute;pio Miseric&oacute;rdia&rdquo; tem for&ccedil;a ecoragem para denunciar aqueles que produzem v&iacute;timas<\/b>, para desmascarar amentira daqueles que oprimem, para animar e despertar a esperan&ccedil;a daqueles ques&atilde;o as v&iacute;timas.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Quando isso ocorre, a Igreja &eacute;amea&ccedil;ada, atacada e perseguida; mas isso mostra que ela se deixou conduzir pelo&ldquo;Princ&iacute;pio Miseric&oacute;rdia&rdquo;. A aus&ecirc;ncia de tais amea&ccedil;as, ataques e persegui&ccedil;&otilde;essignifica, por sua vez, que a Igreja n&atilde;o est&aacute; sendo fiel a esta miseric&oacute;rdiareconstrutora que se fez vis&iacute;vel na Paix&atilde;o e Cruz de Jesus Cristo. Se ela levaa s&eacute;rio a miseric&oacute;rdia e deixa transparecer no seu modo de se fazer presente nomundo, ent&atilde;o ela se torna conflitiva. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Diante do supremo indicador do amor misericordioso de Jesus e do amordo Pai, abre-se para a Igreja uma inesgot&aacute;vel exemplaridade e uma refer&ecirc;ncia&uacute;nica para ser, tamb&eacute;m ela, presen&ccedil;a misericordiosa. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Textos b&iacute;blicos:<\/b>&nbsp; Mc14,43-72&nbsp;&nbsp; Mc 15 <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> recordar momentos significativos vividos neste Jubileude Miseric&oacute;rdia que ora se encerra.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Mas a Miseric&oacute;rdia n&atilde;o serestringe a um jubileu, n&atilde;o &eacute; um evento; ela &eacute; habito de vida, pois &eacute; a marcadistintiva de todo seguidor de Jesus: &ldquo;Sede misericordiosos como o Pai&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Como deixar transparecer aMiseric&oacute;rdia do Deus Pai\/M&atilde;e no cotidiano de sua vida?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &ldquo;No mesmo horizonte da miseric&oacute;rdia, viveu Jesus a sua paix&atilde;o e morte, cientedo grande mist&eacute;rio de amor que se realizaria na cruz&rdquo; (Papa Francisco &ndash;Misericordiae Vultus) &nbsp; A CRUZ &eacute; o lugar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":910,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=654"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/654\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/910"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=654"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=654"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=654"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}