{"id":633,"date":"2016-12-03T00:00:00","date_gmt":"2016-12-03T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/advento-tempo-de-nutrir-se-interiormente\/"},"modified":"2016-12-03T00:00:00","modified_gmt":"2016-12-03T00:00:00","slug":"advento-tempo-de-nutrir-se-interiormente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/advento-tempo-de-nutrir-se-interiormente\/","title":{"rendered":"ADVENTO: tempo de nutrir-se interiormente"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><i>[imagem1]<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><b><i>&ldquo;O machado j&aacute; est&aacute; na raiz das&aacute;rvores, e toda &aacute;rvore que n&atilde;o der bom fruto ser&aacute; cortada&#8230;&rdquo;<\/i><\/b> (Mt 3,10)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">As leituras do domingo passadonos falavam de velar, de vigiar, de estar desperto. Hoje falam aqueles queestiveram nessa atitude de sentinelas: os profetas. Situados em posi&ccedil;&otilde;esestrat&eacute;gicas, descobrem no horizonte a presen&ccedil;a de sinais de vida ou de morte.Assim se convertem em vigias e mensageiros. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Neste 2&ordm;. Domingo de Advento, osprofetas Isa&iacute;as e Jo&atilde;o tem a palavra. A palavra de um profeta nunca &eacute; f&aacute;cil deaceitar porque move a mudar, e isso n&atilde;o tem muita resson&acirc;ncia em nossointerior. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O profeta &eacute; o homem que v&ecirc; umpouco mais al&eacute;m, ou mais profundamente que o restante dos mortais. Essavantagem nasce de sua atitude de discernimento; ele n&atilde;o se contenta ou n&atilde;o seconforma com o que v&ecirc; ao seu redor e busca algo novo. Essa novidade ele aencontra em sua pr&oacute;pria interioridade, e ali percebe as exig&ecirc;ncias que seuverdadeiro ser pede, para ele e para todo ser humano. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O profeta &eacute; a figura chave nestetempo de Advento. N&atilde;o se trata de um adivinhador do futuro; tampouco devemospensar em um ser humano separado dos demais, que, por elei&ccedil;&atilde;o especial, Deusvai lhe indicando o que &eacute; preciso dizer aos outros. Profeta &eacute; todo aquele queest&aacute; desperto e com os olhos bem abertos. Ele n&atilde;o &eacute; um porta-voz enviado apartir de fora, &eacute; sempre um explorador do &ldquo;interior humano&rdquo; e que tem avalentia de viver a partir das ra&iacute;zes profundas de seu ser. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Agrave; luz das profecias, o Adventonos revela que somos seres de enraizamento e de horizontes, de interioridade ede universalidade&#8230; O desafio consiste justamente em manter juntos oenraizamento e o horizonte. Encarnados, mas abertos &agrave; transcend&ecirc;ncia. Nessesentido, transcender n&atilde;o significa fugir da pr&oacute;pria realidade, mas mergulhar napr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o humana; <b>&ldquo;transcender &eacute;humanizar-se&rdquo;<\/b>. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Somos convidados, neste tempolit&uacute;rgico, n&atilde;o apenas a nos expandir e a voar para o alto, mas,fundamentalmente, a descer e a buscar o ch&atilde;o onde nos enraizamos. Por um lado,ter horizontes nos faz romper barreiras e ultrapassar os limites,impulsionando-nos &agrave; busca permanente do novo e do inspirador. Por outro lado,vamos tomando consci&ecirc;ncia que no mais profundo de nosso ser encontram-se asra&iacute;zes que devem sempre ser alimentadas e avivadas, pois s&atilde;o elas que sustentamo ponto de partida para o novo, para uma verdadeira mudan&ccedil;a e convers&atilde;o. <b>&Eacute; da nossa interioridade que &ldquo;h&aacute;-de-vir&rdquo;(advento) as possibilidades e os recursos que far&atilde;o nossas vidas mais abertas eoblativas, semelhantes &agrave; vida d&rsquo;Aquele que &ldquo;desceu&rdquo; at&eacute; &agrave;s profundezas dacondi&ccedil;&atilde;o humana. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A verdadeira nobreza do serhumano consiste nisto: h&aacute; nele um desejo, uma for&ccedil;a latente, como uma energiafundamental, que o impulsiona a viver, que o ajuda a crescer e a melhorarcontinuamente, que aumenta a sua capacidade de resist&ecirc;ncia, que o estimula aalcan&ccedil;ar aquilo que &eacute; o sentido de sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia: a verdade, aliberdade, o bem, o amor&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Com a presen&ccedil;a desta for&ccedil;ainterior, a pessoa se sente guiada e sustentada no caminho da maturidadehumana, proporcionando-lhe sa&uacute;de f&iacute;sica, lucidez mental e limpidez afetiva. &Eacute;esta for&ccedil;a que comanda os melhores momentos da sua vida como um princ&iacute;pioativo, din&acirc;mico, criativo&#8230; Quando esta &ldquo;for&ccedil;a vital&rdquo; permanece atrofiada, apessoa perde a dire&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o desenvolve suas potencialidades e demite-se dapr&oacute;pria vida. &Eacute; decisivo saber descobrir e canalizar essas energiasespont&acirc;neas, capazes de promover a integra&ccedil;&atilde;o e que s&atilde;o facilitadoras demudan&ccedil;as frente &agrave; finalidade de sua vida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No tempo do Advento, tomamosconsci&ecirc;ncia que a raiz de nosso ser essencial constitui nossa aut&ecirc;ntica vida.Descobri-la, aliment&aacute;-la e viver a partir dela constituem a plenitude de nossarealiza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Precisamos viver mais nas ra&iacute;zesde nosso ser; precisamos aprender a viver de uma maneira mais profunda eaut&ecirc;ntica, a partir do n&uacute;cleo mais &iacute;ntimo de nosso ser. E viver a partir denosso ser essencial significa integrar e harmonizar todos os n&iacute;veis de nossapessoa: corpo, mente, afetividade, cora&ccedil;&atilde;o&#8230; com a fonte de nossa vida.Trata-se de descer em profundidade, de encontrar o nosso centro, aquele pontode gravidade por onde passa o eixo do nosso equil&iacute;brio pessoal. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Advento, tempo das ra&iacute;zes!<\/b> Tempo oportuno que nos mobiliza a descerao nosso ch&atilde;o existencial, a olhar o mais profundo de n&oacute;s mesmos e da realidadeque nos cerca, para descobrir ali os ricos recursos de vida que ainda n&atilde;o foramativados. O novo vem das ra&iacute;zes, vem de baixo, da base, do ch&atilde;o. A fecundidadetem lugar no oculto, nas entranhas da terra. Na viv&ecirc;ncia do Advento nos &eacute;pedido que mergulhemos os p&eacute;s no &ldquo;ch&atilde;o da vida&rdquo;, como as ra&iacute;zes mergulham naterra de modo profundo, silencioso e lento.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Aqui, o caminho para Deus implica&ldquo;descer&rdquo; ao nosso pr&oacute;prio ch&atilde;o e viver em sintonia com todas as express&otilde;es devida, numa fraternidade universal. Subimos, rumo ao Transcendente, quandodescemos ao nosso ch&atilde;o. O movimento de enterrar profundamente as ra&iacute;zespossibilita alcan&ccedil;ar a seiva, o pulsar da vida e o equil&iacute;brio. A profundidadedo enraizamento torna-se plataforma para poder al&ccedil;ar v&ocirc;o e ir al&eacute;m dos nossoslimites e interesses estreitos, rumo ao Todo infinito. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O Advento nos faz lan&ccedil;ar ra&iacute;zesno mais profundo de nossa condi&ccedil;&atilde;o humana e despertar todas as energiascriativas, todas as grandes motiva&ccedil;&otilde;es adormecidas, toda bondade a&iacute; presente,toda decis&atilde;o de assumir-nos como cooperadores de um novo tempo. Das ra&iacute;zesprofundas brotam as respostas mais criativas e duradouras; das entranhasabertas emergem dinamismos que nos levam a ser presen&ccedil;a inspiradora e diferenteno contesto onde vivemos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A experi&ecirc;ncia crist&atilde;, portanto,implica &ldquo;mergulhar os p&eacute;s na terra&rdquo;. Express&otilde;es do nosso cotidiano como &ldquo;p&ocirc;r osp&eacute;s no ch&atilde;o&rdquo;, &ldquo;estar com os p&eacute;s na terra&rdquo;, significam enraizar-nos ecomprometer-nos com a realidade que nos afeta. Um &ldquo;ch&atilde;o&rdquo; &eacute; sempre mais que umsimples ch&atilde;o: cada ch&atilde;o revela lembran&ccedil;as, refer&ecirc;ncias, medos, saudades&#8230;; cadach&atilde;o guarda hist&oacute;rias, presen&ccedil;as e tem for&ccedil;a de mem&oacute;ria. H&aacute; vida, pessoas,caminhos, acontecimentos, experi&ecirc;ncias&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ch&atilde;o amplo &eacute; convite a sonharalto, a pensar grande, a aventurar-se&#8230;, ousar ir al&eacute;m, derrubar nosso modoarcaico de proceder, romper com os espa&ccedil;os rotineiros e cansativos. &ldquo;Ch&atilde;ohumano e humanizante&rdquo; porque carregado da presen&ccedil;a divina. Cada pessoa &eacute; aut&ecirc;nticoch&atilde;o da eterna presen&ccedil;a de Deus. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Onde nossos p&eacute;s est&atilde;o plantados?Onde nossas ra&iacute;zes existenciais buscam alimento? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Textos b&iacute;blicos:&nbsp; Mt 3,1-12 <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> &ldquo;Orar com o cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; significa voltar os olhos mais paraa interioridade, para poder reconstruir e reunificar as &ldquo;for&ccedil;as&rdquo; dispersas desi mesmo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Diante de presen&ccedil;a de Deusdes&ccedil;a &agrave; pr&oacute;pria realidade interior, at&eacute; atingir as ra&iacute;zes de seu ser, para quedali brote o novo que sustentar&aacute; e dignificar&aacute; o seu viver. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &ldquo;O machado j&aacute; est&aacute; na raiz das&aacute;rvores, e toda &aacute;rvore que n&atilde;o der bom fruto ser&aacute; cortada&#8230;&rdquo; (Mt 3,10) As leituras do domingo passadonos falavam de velar, de vigiar, de estar desperto&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1626,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/633"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=633"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/633\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1626"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}