{"id":596,"date":"2017-01-15T00:00:00","date_gmt":"2017-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/dia-mundial-do-migrante-e-refugiado-2017\/"},"modified":"2017-01-15T00:00:00","modified_gmt":"2017-01-15T00:00:00","slug":"dia-mundial-do-migrante-e-refugiado-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/dia-mundial-do-migrante-e-refugiado-2017\/","title":{"rendered":"Dia Mundial do Migrante e Refugiado 2017"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Diante das milhares de pessoaspresentes na manh&atilde; deste domingo (15\/01) na Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro, o Papa pediu aado&ccedil;&atilde;o de &ldquo;todas as medidas poss&iacute;veis para garantir prote&ccedil;&atilde;o, defesa eintegra&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as migrantes&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No <b>Dia Mundial do Migrante e do Refugiado<\/b>, dedicado este ano ao tema&ldquo;Migrantes de menor idade, vulner&aacute;veis e sem voz&rdquo;, o Pont&iacute;fice denunciou osperigos aos quais &ldquo;estes pequenos irm&atilde;os, especialmente quando desacompanhados,est&atilde;o expostos.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>O encontro de culturas e o respeito das leis<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Sa&uacute;do especialmente osrepresentantes de comunidades &eacute;tnicas aqui presentes. Queridos amigos, desejoque possam viver com serenidade nas localidades que os acolhem, respeitandosuas leis e tradi&ccedil;&otilde;es e, ao mesmo tempo, mantendo os valores de suas culturasoriginais. O encontro entre culturas diferentes &eacute; sempre um enriquecimento paratodos!&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Francisco fez um agradecimentop&uacute;blico ao Setor &lsquo;Migrantes&rsquo; da Diocese de Roma e a todos os que trabalham comos migrantes acolhendo-os e acompanhando-os em suas dificuldades.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Encorajando-os a prosseguiremesta obra, o Papa mencionou <b>SantaFrancisca Xavier Cabrini<\/b>, morta 100 anos atr&aacute;s, padroeira dos migrantes:<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Esta religiosa, corajosa,dedicou sua vida e levar o amor de Cristo &agrave;queles que estavam distantes de suasp&aacute;trias e fam&iacute;lias. Que seu testemunho nos ajude a cuidar do irm&atilde;o estrangeiro,no qual Jesus est&aacute; presente, e que muitas vezes sofre, &eacute; humilhado e repelido.Quantas vezes na B&iacute;blia o Senhor nos pede para acolher os migrantes e osestrangeiros, recordando-nos que n&oacute;s tamb&eacute;m somos estrangeiros&#8221;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A mensagem do Papa para o&nbsp; Dia Mundial do Migrante e do Refugado foipublicada em 13 de outubro de 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: center; padding-top: 20px; padding-bottom: 20px; border: 0px; font-variant-numeric: inherit; font-stretch: inherit; font-size: 16px; line-height: 24px; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; vertical-align: baseline; color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(255, 255, 255);\"><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\" height=\"360\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/1px0ZHKRFFI?rel=0\" width=\"640\" style=\"margin: 0px; padding: 0px; border-width: 0px; border-style: initial; font-style: inherit; font-variant: inherit; font-weight: inherit; font-stretch: inherit; font-size: inherit; line-height: inherit; font-family: inherit; vertical-align: baseline;\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"padding-top: 20px; padding-bottom: 20px; border: 0px; font-variant-numeric: inherit; font-stretch: inherit; font-size: 16px; line-height: 24px; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; vertical-align: baseline; text-align: justify; color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(255, 255, 255);\"><b style=\"color: rgb(0, 0, 0);\"><br \/><\/b><\/p>\n<p style=\"padding-top: 20px; padding-bottom: 20px; border: 0px; font-variant-numeric: inherit; font-stretch: inherit; font-size: 16px; line-height: 24px; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; vertical-align: baseline; text-align: justify; color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(255, 255, 255);\"><b style=\"color: rgb(0, 0, 0);\">Leia a mensagem na &iacute;ntegra:<\/b><\/p>\n<p style=\"padding-top: 20px; padding-bottom: 20px; border: 0px; font-variant-numeric: inherit; font-stretch: inherit; font-size: 16px; line-height: 24px; font-family: Verdana, Geneva, sans-serif; vertical-align: baseline; text-align: justify; color: rgb(68, 68, 68); background-color: rgb(255, 255, 255);\"><span style=\"color: rgb(0, 0, 0); font-family: \" times=\"\" new=\"\" roman\";=\"\" font-size:=\"\" medium;\"=\"\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b>MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b>PARA O DIA MUNDIAL DO MIGRANTE E DO REFUGIADO 2017<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b>[15 de janeiro de 2017]<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b>&#8220;Migrantes menores de idade, vulner&aacute;veis e sem voz&#8221;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&laquo;Quem receber um destes meninosem meu nome &eacute; a Mim que recebe; e quem Me receber, n&atilde;o Me recebe a Mim, mas&Agrave;quele que Me enviou&raquo; (Mc 9, 37; cf. Mt 18, 5; Lc 9, 48; Jo 13, 20). Com estaspalavras, os evangelistas recordam &agrave; comunidade crist&atilde; um ensinamento de Jesusque &eacute; entusiasmador, mas, ao mesmo tempo, muito empenhativo. De fato, estaspalavras tra&ccedil;am o caminho seguro que na din&acirc;mica do acolhimento, partindo dosmais pequeninos e passando pelo Salvador, conduz at&eacute; Deus. Assim o acolhimento&eacute;, precisamente, condi&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para se concretizar este itiner&aacute;rio: Deusfez-Se um de n&oacute;s, em Jesus fez-Se menino e a abertura a Deus na f&eacute;, quealimenta a esperan&ccedil;a, manifesta-se na proximidade amorosa aos mais pequeninos emais fr&aacute;geis. Caridade, f&eacute; e esperan&ccedil;a: est&atilde;o todas presentes nas obras demiseric&oacute;rdia, tanto espirituais como corporais, que redescobrimos durante orecente Jubileu Extraordin&aacute;rio.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Mas os evangelistas det&ecirc;m-setamb&eacute;m sobre a responsabilidade de quem vai contra a miseric&oacute;rdia: &laquo;Se algu&eacute;mescandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, seria prefer&iacute;vel que lhesuspendessem no pesco&ccedil;o a m&oacute; de um moinho e o lan&ccedil;assem nas profundezas do mar&raquo;(Mt 18, 6; cf. Mc 9, 42; Lc 17, 2). Como n&atilde;o pensar a esta severa advert&ecirc;nciaquando consideramos a explora&ccedil;&atilde;o feita por pessoas sem escr&uacute;pulos a dano detantas meninas e tantos meninos encaminhados para a prostitui&ccedil;&atilde;o ou sorvidos nogiro da pornografia, feito escravos do trabalho infantil ou alistados comosoldados, envolvidos em tr&aacute;fico de drogas e outras formas de delinqu&ecirc;ncia,for&ccedil;ados por conflitos e persegui&ccedil;&otilde;es a fugir, com o risco de se encontraremsozinhos e abandonados?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Assim, por ocasi&atilde;o da ocorr&ecirc;nciaanual do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, sinto o dever de chamar aaten&ccedil;&atilde;o para a realidade dos migrantes menores de idade, especialmente osdeixados sozinhos, pedindo a todos para cuidarem das crian&ccedil;as que s&atilde;o tr&ecirc;svezes mais vulner&aacute;veis &ndash; porque de menor idade, porque estrangeiras e porqueindefesas &ndash; quando, por v&aacute;rios motivos, s&atilde;o for&ccedil;adas a viver longe da sua terranatal e separadas do carinho familiar.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Hoje, as migra&ccedil;&otilde;es deixaram deser um fen&ocirc;meno limitado a algumas &aacute;reas do planeta, para tocar todos oscontinentes, assumindo cada vez mais as dimens&otilde;es de um problema mundialdram&aacute;tico. N&atilde;o se trata apenas de pessoas &agrave; procura de um trabalho digno ou demelhores condi&ccedil;&otilde;es de vida, mas tamb&eacute;m de homens e mulheres, idosos e crian&ccedil;as,que s&atilde;o for&ccedil;ados a abandonar as suas casas com a esperan&ccedil;a de se salvar eencontrar paz e seguran&ccedil;a noutro lugar. E as crian&ccedil;as e adolescentes s&atilde;o osprimeiros a pagar o pre&ccedil;o oneroso da emigra&ccedil;&atilde;o, provocada quase sempre pelaviol&ecirc;ncia, a mis&eacute;ria e as condi&ccedil;&otilde;es ambientais, fatores estes a que se associatamb&eacute;m a globaliza&ccedil;&atilde;o nos seus aspetos negativos. A corrida desenfreada aolucro r&aacute;pido e f&aacute;cil traz consigo tamb&eacute;m a propaga&ccedil;&atilde;o de chagas aberrantes comoo tr&aacute;fico de crian&ccedil;as, a explora&ccedil;&atilde;o e o abuso de menores e, em geral, apriva&ccedil;&atilde;o dos direitos inerentes &agrave; inf&acirc;ncia garantidos pela Conven&ccedil;&atilde;oInternacional sobre os Direitos da Inf&acirc;ncia.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Pela sua delicadeza particular, aidade infantil tem necessidades &uacute;nicas e irrenunci&aacute;veis. Em primeiro lugar, odireito a um ambiente familiar saud&aacute;vel e protegido, onde possam crescer sob aguia e o exemplo de um pai e de uma m&atilde;e; em seguida, o direito-dever de receberuma educa&ccedil;&atilde;o adequada, principalmente na fam&iacute;lia e tamb&eacute;m na escola, onde ascrian&ccedil;as possam crescer como pessoas e protagonistas do seu futuro pr&oacute;prio e darespectiva na&ccedil;&atilde;o. De fato, em muitas partes do mundo, ler, escrever e fazer osc&aacute;lculos mais elementares ainda &eacute; um privil&eacute;gio de poucos. Al&eacute;m disso, todos ascrian&ccedil;as t&ecirc;m direito de brincar e fazer atividades recreativas; em suma, t&ecirc;mdireito a ser crian&ccedil;a.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Ora, entre os migrantes, ascrian&ccedil;as constituem o grupo mais vulner&aacute;vel, porque, enquanto assomam &agrave; vida,s&atilde;o invis&iacute;veis e sem voz: a precariedade priva-as de documentos, escondendo-asaos olhos do mundo; a aus&ecirc;ncia de adultos, que as acompanhem, impede que a suavoz se erga e fa&ccedil;a ouvir. Assim, os menores migrantes acabam facilmente nosn&iacute;veis mais baixos da degrada&ccedil;&atilde;o humana, onde a ilegalidade e a viol&ecirc;nciaqueimam numa &uacute;nica chama o futuro de in&uacute;meros inocentes, enquanto a rede doabuso de menores &eacute; dif&iacute;cil de romper.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Como responder a esta realidade?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em primeiro lugar, tornando-seconsciente de que o fen&ocirc;meno migrat&oacute;rio n&atilde;o &eacute; alheio &agrave; hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o;pelo contr&aacute;rio, faz parte dela. Relacionado com ele est&aacute; um mandamento de Deus:&laquo;N&atilde;o usar&aacute;s de viol&ecirc;ncia contra o estrangeiro residente nem o oprimir&aacute;s, porquefoste estrangeiro residente na terra do Egito&raquo; (Ex 22, 20); &laquo;amar&aacute;s oestrangeiro, porque foste estrangeiro na terra do Egito&raquo; (Dt 10, 19). Estefen&ocirc;meno constitui um sinal dos tempos, um sinal que fala da obra providencialde Deus na hist&oacute;ria e na comunidade humana tendo em vista a comunh&atilde;o universal.Embora sem ignorar as problem&aacute;ticas e, frequentemente, os dramas e as trag&eacute;diasdas migra&ccedil;&otilde;es, bem como as dificuldades ligadas com o acolhimento digno destaspessoas, a Igreja encoraja a reconhecer o des&iacute;gnio de Deus tamb&eacute;m nestefen&ocirc;meno, com a certeza de que ningu&eacute;m &eacute; estrangeiro na comunidade crist&atilde;, queabra&ccedil;a &laquo;todas as na&ccedil;&otilde;es, tribos, povos e l&iacute;ngua&raquo; (Ap 7, 9). Cada um &eacute; precioso&ndash; as pessoas s&atilde;o mais importantes do que as coisas &ndash; e o valor de cadainstitui&ccedil;&atilde;o mede-se pelo modo como trata a vida e a dignidade do ser humano,sobretudo em condi&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade, como no caso dos migrantes menoresde idade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Al&eacute;m disso, &eacute; preciso apostar naprote&ccedil;&atilde;o, na integra&ccedil;&atilde;o e em solu&ccedil;&otilde;es duradouras.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em primeiro lugar, trata-se deadotar todas as medidas poss&iacute;veis para garantir prote&ccedil;&atilde;o e defesa aos menoresmigrantes, porque estes, &laquo;com frequ&ecirc;ncia, acabam na estrada deixados a simesmos e &agrave; merc&ecirc; de exploradores sem escr&uacute;pulos que, muitas vezes, os transformamem objeto de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica, moral e sexual&raquo; (Bento XVI, Mensagem para o DiaMundial do Migrante e do Refugiado de 2008).<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Ali&aacute;s a linha divis&oacute;ria entremigra&ccedil;&atilde;o e tr&aacute;fico pode tornar-se &agrave;s vezes muito sutil. H&aacute; muitos fatores quecontribuem para criar um estado de vulnerabilidade nos migrantes, especialmentenos menores: a indig&ecirc;ncia e a falta de meios de sobreviv&ecirc;ncia &ndash; a que se v&ecirc;mjuntar expectativas irreais inculcadas pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o &ndash;; o baixon&iacute;vel de alfabetiza&ccedil;&atilde;o; o desconhecimento das leis, da cultura e,frequentemente, da l&iacute;ngua dos pa&iacute;ses que os acolhem. Tudo isto os torna, f&iacute;sicae psicologicamente, dependentes. Mas o incentivo mais forte para a explora&ccedil;&atilde;o eo abuso das crian&ccedil;as &eacute; a demanda. Se n&atilde;o se encontra um modo de intervir commaior rigor e efic&aacute;cia contra os exploradores, n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel acabar com asin&uacute;meras formas de escravid&atilde;o de que s&atilde;o v&iacute;timas as crian&ccedil;as e adolescentes.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Por isso, &eacute; preciso que osimigrantes, precisamente para o bem dos seus filhos, colaborem sempre maisestreitamente com as comunidades que os recebem. Olhamos, com muita gratid&atilde;o,para os organismos e institui&ccedil;&otilde;es, eclesiais e civis, que, com grande esfor&ccedil;o,oferecem tempo e recursos para proteger as crian&ccedil;as e adolescentes das maisvariadas formas de abuso. &Eacute; importante que se implementem colabora&ccedil;&otilde;es cada vezmais eficazes e incisivas, fundadas n&atilde;o s&oacute; na troca de informa&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;mno fortalecimento de redes capazes de assegurar interven&ccedil;&otilde;es tempestivas ecapilares. Isto sem subestimar que a for&ccedil;a extraordin&aacute;ria das comunidadeseclesiais se revela, sobretudo, quando h&aacute; unidade de ora&ccedil;&atilde;o e comunh&atilde;o nafraternidade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em segundo lugar, &eacute; precisotrabalhar pela integra&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e adolescentes migrantes. Eles dependemem tudo da comunidade dos adultos e, com muita frequ&ecirc;ncia, a escassez derecursos financeiros torna-se impedimento &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de adequadas pol&iacute;ticas deacolhimento, assist&ecirc;ncia e inclus&atilde;o. Consequentemente, em vez de favorecer ainser&ccedil;&atilde;o social dos menores migrantes, ou programas de repatriamento seguro eassistido, procura-se apenas impedir a sua entrada, favorecendo assim o recursoa redes ilegais; ou ent&atilde;o, s&atilde;o reenviados para o seu pa&iacute;s de origem, sem antesse assegurar de que tal corresponda a seu &laquo;interesse superior&raquo; efetivo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A condi&ccedil;&atilde;o dos migrantes menoresde idade &eacute; ainda mais grave quando se encontram em situa&ccedil;&atilde;o irregular ou quandoest&atilde;o ao servi&ccedil;o da criminalidade organizada. Nestes casos, veem-se muitasvezes destinados a centros de deten&ccedil;&atilde;o. De fato, n&atilde;o &eacute; raro acabarem presos e,por n&atilde;o terem dinheiro para pagar a fian&ccedil;a ou a viagem de regresso, podem ficarreclusos por longos per&iacute;odos, expostos a abusos e viol&ecirc;ncias de v&aacute;rio g&eacute;nero.Em tais casos, o direito de os Estados gerirem os fluxos migrat&oacute;rios e salvaguardaremo bem comum nacional deve conjugar-se com o dever de resolver e regularizar aposi&ccedil;&atilde;o dos migrantes menores de idade, no pleno respeito da sua dignidade eprocurando ir ao encontro das suas exig&ecirc;ncias, quando est&atilde;o sozinhos, mastamb&eacute;m das exig&ecirc;ncias de seus pais, para bem de todo o n&uacute;cleo familiar.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Fundamental &eacute; ainda a ado&ccedil;&atilde;o deprocedimentos nacionais adequados e de planos de coopera&ccedil;&atilde;o concordados entreos pa&iacute;ses de origem e de acolhimento, tendo em vista a elimina&ccedil;&atilde;o das causas daemigra&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada dos menores de idade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em terceiro lugar, dirijo a todosum sentido apelo para que se busquem e adotem solu&ccedil;&otilde;es duradouras. Tratando-sede um fen&oacute;meno complexo, a quest&atilde;o dos migrantes menores de idade deve serenfrentada na raiz. Guerras, viola&ccedil;&otilde;es dos direitos humanos, corrup&ccedil;&atilde;o,pobreza, desequil&iacute;brios e desastres ambientais fazem parte das causas doproblema. As crian&ccedil;as s&atilde;o as primeiras a sofrer com isso, suportando &agrave;s vezestorturas e viol&ecirc;ncias corporais, juntamente com as morais e ps&iacute;quicas, deixandonelas marcas quase sempre indel&eacute;veis.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Por isso, &eacute; absolutamentenecess&aacute;rio enfrentar, nos pa&iacute;ses de origem, as causas que provocam asmigra&ccedil;&otilde;es. Isto requer, como primeiro passo, o esfor&ccedil;o de toda a ComunidadeInternacional para extinguir os conflitos e as viol&ecirc;ncias que constringem aspessoas a fugir. Al&eacute;m disso, imp&otilde;e-se uma vis&atilde;o clarividente, capaz de preverprogramas adequados para as &aacute;reas atingidas pelas mais graves injusti&ccedil;as einstabilidades, para que se garanta a todos o acesso ao aut&ecirc;nticodesenvolvimento que promova o bem de meninos e meninas, esperan&ccedil;a dahumanidade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Por fim, desejo dirigir-vos umapalavra, a v&oacute;s que caminhais ao lado de crian&ccedil;as e adolescentes pelas vias daemigra&ccedil;&atilde;o: eles precisam da vossa ajuda preciosa; e tamb&eacute;m a Igreja temnecessidade de v&oacute;s e apoia-vos no servi&ccedil;o generoso que prestais. N&atilde;o voscanseis de viver, com coragem, o bom testemunho do Evangelho, que vos chama areconhecer e acolher o Senhor Jesus presente nos pequenos e vulner&aacute;veis.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Confio todos as crian&ccedil;as eadolescentes migrantes, as suas fam&iacute;lias, as suas comunidades, e v&oacute;s que osseguis de perto &agrave; prote&ccedil;&atilde;o da Sagrada Fam&iacute;lia de Nazar&eacute;, para que vele sobrecada um e a todos acompanhe no caminho; e, &agrave; minha ora&ccedil;&atilde;o, uno a B&ecirc;n&ccedil;&atilde;oApost&oacute;lica.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: left;\">Cidade do Vaticano, 8 de setembrode 2016.&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; \"><i style=\"color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.16px; text-align: center;\"><b><br \/><\/b><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; \"><i style=\"color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.16px; text-align: center;\"><b>FRANCISCO<\/b><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; \"><i style=\"color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.16px; text-align: center;\"><b><br \/><\/b><\/i><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; \"><i style=\"color: rgb(68, 68, 68); font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12.16px; text-align: center;\"><b><br \/><\/b><\/i><\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante das milhares de pessoaspresentes na manh&atilde; deste domingo (15\/01) na Pra&ccedil;a S&atilde;o Pedro, o Papa pediu aado&ccedil;&atilde;o de &ldquo;todas as medidas poss&iacute;veis para garantir prote&ccedil;&atilde;o, defesa eintegra&ccedil;&atilde;o para as crian&ccedil;as migrantes&rdquo;. 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