{"id":584,"date":"2017-01-21T00:00:00","date_gmt":"2017-01-21T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/a-hora-de-levantar-voo\/"},"modified":"2017-01-21T00:00:00","modified_gmt":"2017-01-21T00:00:00","slug":"a-hora-de-levantar-voo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/a-hora-de-levantar-voo\/","title":{"rendered":"A hora de levantar v\u00f4o"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catequesehoje.org.br\/cache\/mod_bt_contentslider\/846239a2675d18ce5887afa06561c520-mudarn.jpg\" alt=\"A hora de levantar v&ocirc;o\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><i>&ldquo;Eles, imediatamente deixaram asredes e o seguiram&rdquo;<\/i><\/b> (Mt 4,20)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Mudan&ccedil;as s&atilde;o a ess&ecirc;ncia e o saborda vida. O ser humano &eacute; um ser de mudan&ccedil;a; s&oacute; &eacute; humano quem vive em &ldquo;estado demudan&ccedil;a&rdquo;. A mudan&ccedil;a &eacute; o elemento que traz energia, variedade, surpresa, c&ocirc;r e vida&agrave; vida. Trata-se de um &ldquo;h&aacute;bito do cora&ccedil;&atilde;o&rdquo;: descobrir, examinar, purificar esubstituir os h&aacute;bitos inertes, os esquemas mentais fechados, as condutaspetrificadas, os projetos sem horizontes&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; saud&aacute;vel questionar-se,abrir-se e aventurar-se a ver as coisas de maneira diferente e a responder &agrave;scircunst&acirc;ncias com espontaneidade nova. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Deus n&atilde;o nos deu um esp&iacute;rito detimidez, de medo, de fuga, de acomoda&ccedil;&atilde;o&#8230; mas de aud&aacute;cia, de criatividade, deluta, de participa&ccedil;&atilde;o&#8230; Movidos por sua for&ccedil;a, vemos a possibilidade dequestionar toda nossa atitude conformista, sacudir nossas convic&ccedil;&otilde;es, ampliarnossos horizontes e animar nossa vida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Toda mudan&ccedil;a implica sair de n&oacute;s mesmos, de nosso estreito mundo, denossas pr&aacute;ticas arcaicas, daquilo que nos protege e nos esteriliza para quepossamos avan&ccedil;ar&nbsp; em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s novasfronteiras do espa&ccedil;o sem limites, que nos espera aberto e acolhedor. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ser seguidor de Jesus, portanto,consiste em colocar-nos nos seus &ldquo;passos&rdquo;, com suficiente vis&atilde;o da realidadepara ir adiante, e com bastante disponibilidade para mudar de caminho quando osopro do Esp&iacute;rito assim nos sugerir. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O texto do evangelho de hoje nossitua diante de um denominador comum que &eacute; a mudan&ccedil;a. O pr&oacute;prio Jesus vive ummomento de mudan&ccedil;a radical: rompe com sua fam&iacute;lia, com seu ambiente, afasta-seda estrutura religiosa centrada na Lei e no Templo e opta por deslocar-se paraa margem social e religiosa de seu tempo (Galil&eacute;ia e terra de Zabulon). Suamudan&ccedil;a de vida desencadeia um processo de mudan&ccedil;as nas pessoas, de maneiraespecial no grupo dos primeiros seguidores. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O olhar e o chamado de Jesusativam um movimento na vida dos primeiros disc&iacute;pulos: deixam seu estreito mar eseu rotineiro trabalho para fazer caminho com o Mestre. Tudo come&ccedil;ou &agrave;s margensdo mar da Galil&eacute;ia&#8230; Jesus caminha e, ao passar ao longo do mar, viu aqueleshomens que estavam retornando da pesca e entra no espa&ccedil;o vital deles.Exatamente ali, naquela vida t&atilde;o normal, acontece algo novo. Jesus os chama domar, os faz descer da barca e os convida a segui-Lo, para mergulh&aacute;-los no Seumar, para faz&ecirc;-los subir noutra barca, para atra&iacute;-los a uma vida diferente. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O seguimento s&oacute; se realiza quandoalgu&eacute;m se deixa conduzir para &aacute;guas profundas num novo mar. Partindo do lugar edas coisas que representam as esperan&ccedil;as, as dificuldades, as decep&ccedil;&otilde;es, ossucessos, as derrotas daqueles homens pescadores, Jesus pronuncia sua Palavramobilizadora: &ldquo;Segui-me e farei de v&oacute;s pescadores de homens&rdquo;, ou seja,compartilhar Sua mesma miss&atilde;o, &ldquo;pescar&rdquo; o que h&aacute; de mais humano e nobre naspessoas, ajud&aacute;-las a viver com sentido, tirando-as do mar da desumaniza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">E Jesus tem a capacidade deextrair o maior bem poss&iacute;vel do outro, de garimpar a aut&ecirc;ntica qualidade humanade cada um, sem necessidade de dar-lhe li&ccedil;&otilde;es ou arrast&aacute;-lo com argumentosracionais. &ldquo;Eles deixaram as redes e o seguiram&rdquo;: seguir Jesus &eacute; uma liberta&ccedil;&atilde;o.Na realidade, o que eles deixam n&atilde;o s&atilde;o s&oacute; redes, mas tudo aquilo queaprisiona, enreda e que impede a vida ter uma dimens&atilde;o maior. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tocados pelo dinamismo de Sua voze de sua Palavra, os pescadores se d&atilde;o conta d&rsquo;Aquele que estava passando: elesj&aacute; tinham sido vistos, conhecidos, amados, escolhidos. Aquela Palavra que vibraforte, abre os olhos, a mente e o cora&ccedil;&atilde;o daqueles homens rudes do lago.Sentem-se chamados pelo nome, conseguem compreender melhor a si mesmos eredescobrem um sentido novo, um significado inimagin&aacute;vel para a pr&oacute;priaexist&ecirc;ncia. Eles descobrem o qu&atilde;o estreito era o seu mar cotidiano e entram nodinamismo da vida de Jesus, deslocando-se para o vasto oceano do Reino. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A experi&ecirc;ncia do encontro com apessoa de Jesus, seu olhar compassivo e terno, a proposta ousada e desafianteque Ele nos faz&#8230; despertam dinamismos profundos e desejos nobres em nossointerior, sacodem nossa rotina e ampliam nosso atrofiado olhar. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ao &ldquo;fixar seu olhar&rdquo; em cada umde n&oacute;s, chamando-nos pelo nome, seremos movidos a assumir op&ccedil;&otilde;es mais radicaise integrais pelo Reino, segundo o modo de ser, de viver e de fazer do pr&oacute;prioJesus. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">S&atilde;o grandes os riscos de se viverem horizontes t&atilde;o estreitos. Tal estreiteza aprisiona a solidariedade e d&aacute;margem &agrave; indiferen&ccedil;a, &agrave; insensibilidade social, &agrave; falta de compromisso com asmudan&ccedil;as que se fazem urgentes. O pr&oacute;prio lugar se torna uma coura&ccedil;a e osentido do servi&ccedil;o some do horizonte inspirador de tudo aquilo que se faz.Ampliar os espa&ccedil;os do cora&ccedil;&atilde;o implica agilidade, flexibilidade, criatividade,solidariedade e abertura &agrave;s mudan&ccedil;as e &agrave;s novas descobertas. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Vivemos um tempo caracterizadopor constantes mudan&ccedil;as e pelo movimento. No entanto, de uma maneiradissimulada, percebemos a presen&ccedil;a de uma paralisia que perpassa nossa condi&ccedil;&atilde;ohumana. E paralisia &eacute; o que ocorre quando algo que deveria mover-se e fluir,n&atilde;o se move, nem flui. Esse &ldquo;algo&rdquo; s&atilde;o processos, projetos, rela&ccedil;&otilde;es,aspira&ccedil;&otilde;es, causas&#8230; E &eacute; essa mudan&ccedil;a verdadeira que, quando n&atilde;o ocorre, nosfaz sentir estancados, angustiados e sem brilho, embora aparentemente as coisasparecem andar bem. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Uma pergunta que normalmentecostuma protagonizar nossas conversa&ccedil;&otilde;es com amigos e parentes &eacute;: &ldquo;por qu&ecirc; voc&ecirc;vai mudar?&rdquo; Aumenta a curiosidade quando algu&eacute;m que gosta muito do que est&aacute;fazendo, sobretudo no campo profissional, decide mudar: &ldquo;&eacute; verdade que voc&ecirc; vaideixar? A gente percebia voc&ecirc; t&atilde;o feliz!&rdquo; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Acontece que, &agrave;s vezes, n&atilde;o h&aacute;nada &ldquo;mau&rdquo; com o que estamos fazendo, mas sem entender muito bem por qu&ecirc;, h&aacute;algo dentro de n&oacute;s que nos impulsiona a sair, a ir al&eacute;m de n&oacute;s mesmos, alevantar novo v&ocirc;o. Algu&eacute;m poderia nos perguntar: &ldquo;Mas, se estava bem, para qu&ecirc;complicar-se ao come&ccedil;ar algo novo?&rdquo;. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A resposta que damos nunca poder&aacute;ser totalmente racional. Porque disso se trata: <b>toda mudan&ccedil;a nos leva a desatar nossa ess&ecirc;ncia, isso que somos naverdade e que clama por sair.<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>O certo &eacute; que avan&ccedil;ar sup&otilde;e fazer op&ccedil;&otilde;es, renunciar &agrave; comodidade doconhecido e dar lugar &agrave; mudan&ccedil;a.<\/b> Mas mudar nos d&aacute; medo e o medo, &agrave;s vezes,paralisa. Temos medo de nossas pr&oacute;prias capacidades; tememos nossas m&aacute;ximaspossibilidades; assusta-nos chegar a ser aquilo que vislumbramos em nossosmelhores momentos. No entanto,&nbsp; n&atilde;opodemos ser &ldquo;bonsais&rdquo; de n&oacute;s mesmos&rdquo;, atrofiando nossos recursos internos etirando o brilho de nossa vida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Desprender-nos do antigo e darlugar ao novo implica um processo sempre enriquecedor mas tamb&eacute;m doloroso.Muitas vezes, para escapar do sofrimento, preferimos evitar os riscos em vez deassumir o fato de que, para dar &agrave; luz algo novo, necessariamente devemos tomara decis&atilde;o de soltar o que nos mant&eacute;m ancorados no nosso estreito mar e n&atilde;o nospermite singrar os vastos oceanos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp; Mt 4,12-23 <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> No fundo do seu cora&ccedil;&atilde;o cheio de velhas barcas, redesin&uacute;teis, mar estreito&#8230; &eacute; a&iacute; que o Senhor passa&#8230; e com sua Palavraprovocante o acorda para uma ousadia maior. Compete a voc&ecirc; dar-lhe acolhida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Seguir o Desconhecido do lagosignifica aceitar a vida como sacramento do encontro, onde ressoa a Palavrad&rsquo;Aquele que passa, v&ecirc;, conhece, ama, chama pelo nome&#8230; Aos poucos voc&ecirc; vaiintuindo que a vida n&atilde;o &eacute; quest&atilde;o de certezas, mas de busca e de desejos, decaminhar com Aquele que o chama para ficar com Ele e com Ele constituir agrande comunidade de servidores. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Eles, imediatamente deixaram asredes e o seguiram&rdquo; (Mt 4,20) Mudan&ccedil;as s&atilde;o a ess&ecirc;ncia e o saborda vida. O ser humano &eacute; um ser de mudan&ccedil;a; s&oacute; &eacute; humano quem vive em &ldquo;estado demudan&ccedil;a&rdquo;&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":851,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/584"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/584\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/851"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}