{"id":557,"date":"2017-02-11T00:00:00","date_gmt":"2017-02-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/justica-do-reino\/"},"modified":"2017-02-11T00:00:00","modified_gmt":"2017-02-11T00:00:00","slug":"justica-do-reino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/justica-do-reino\/","title":{"rendered":"JUSTI\u00c7A DO REINO"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><i>&nbsp;<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><i>[imagem1]<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b style=\"\"><i style=\"\">&ldquo;Se a vossa justi&ccedil;a n&atilde;o for maiorque a justi&ccedil;a dos mestres da Lei e dos fariseus, v&oacute;s n&atilde;o entrareis no Reino dosC&eacute;us&rdquo;<\/i><\/b> (Mt 5,20) <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; uma beatitude ter dentro de n&oacute;so desejo de um mundo melhor, no qual haja justi&ccedil;a. &Eacute; uma beatitude n&atilde;o estarsatisfeito com a situa&ccedil;&atilde;o presente, porque seria uma infelicidade n&atilde;o ver asinjusti&ccedil;as. Aquele que tem fome e sede de justi&ccedil;a n&atilde;o permanece im&oacute;vel, est&aacute;&ldquo;em busca&rdquo;&#8230; e a busca da justi&ccedil;a n&atilde;o pode jamais se dar por terminada. O serhumano e o mundo carregam infinitas possibilidades de crescimento. H&aacute; a&iacute; umatarefa sem fim. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A justi&ccedil;a n&atilde;o &eacute; uma virtude comoas outras. Ela &eacute; o horizonte de todas. Todo valor a sup&otilde;e; toda a humanidade arequer. &Eacute; aquela virtude que cont&eacute;m ou sup&otilde;e todas as outras. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A palavra &ldquo;justi&ccedil;a&rdquo; evoca em 1&ordm;lugar uma ordem jur&iacute;dica (&ldquo;jus&rdquo;, em latim), ou seja, o respeito &agrave; lei. A no&ccedil;&atilde;omoral &eacute; mais ampla: a justi&ccedil;a d&aacute; a cada um o que lhe &eacute; devido, ou seja,refere-se a uma igualdade entre as pessoas. Mas, no sentido b&iacute;blico, &ldquo;serjusto&rdquo; &eacute; &ldquo;ajustar-se&rdquo; ao modo de ser e de agir de Deus. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A justi&ccedil;a adquire, ent&atilde;o, umsentido muito mais profundo: a integridade do ser humano &eacute; o eco e o fruto dajusti&ccedil;a soberana de Deus, da maravilhosa delicadeza com que Ele conduz ouniverso e cumula de dons as suas criaturas. Esta justi&ccedil;a de Deus coincide comsua miseric&oacute;rdia, sua bondade, sua santidade&#8230; Segundo os livros Sapienciais,a justi&ccedil;a &eacute; a sabedoria posta em pr&aacute;tica. &Eacute; a sabedoria que ensina atemperan&ccedil;a, a prud&ecirc;ncia, a justi&ccedil;a e a coragem&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Para os judeus, a justi&ccedil;a n&atilde;o &eacute;tanto uma atitude passiva de imparcialidade, mas um empenho apaixonado em favordo direito das pessoas. Por isso, justi&ccedil;a deve ser interpretada comomiseric&oacute;rdia criadora, na linha prof&eacute;tica de Israel, na linha messi&acirc;nica deJesus, em forma de n&atilde;o viol&ecirc;ncia ativa, a servi&ccedil;o dos &uacute;ltimos da terra. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A justi&ccedil;a entra em cena nasrela&ccedil;&otilde;es entre Deus e seu povo e entre os homens. Ela est&aacute; presente nos camposjur&iacute;dico, social, &eacute;tico e religioso. &Eacute; um conceito din&acirc;mico, que significa maisagir do que ser. De Deus e dos homens se diz frequentemente que fazem ajusti&ccedil;a, praticam a justi&ccedil;a&#8230; <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A justi&ccedil;a divina &eacute; vista como &ldquo;amais sublime bondade&rdquo; ou uma &ldquo;for&ccedil;a que salva&rdquo;. A justi&ccedil;a de Deus, portanto,n&atilde;o &eacute; poder universal, mas amor aberto e libertador. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No NT, a &ldquo;nova justi&ccedil;a do Reino&rdquo;refere-se a uma justi&ccedil;a que se exprime na maneira de viver e na forma deproceder com os outros. &Eacute; uma justi&ccedil;a que radicaliza a nossa vida de tal modoque nos faz participar j&aacute; do Reino messi&acirc;nico. A nova justi&ccedil;a &eacute;, antes de tudo,uma exig&ecirc;ncia de amor entre as pessoas. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus recupera o sentido e oesp&iacute;rito da Lei e n&atilde;o a interpreta&ccedil;&atilde;o casu&iacute;stica. A Lei &eacute; media&ccedil;&atilde;o paraexpandir-se em dire&ccedil;&atilde;o aos outros e a Deus. Nela mesma, n&atilde;o tem sentido,desumaniza. &Eacute; legalismo. Quando a Lei nos abre aos outros ela se revelacarregada de humanismo; do contr&aacute;rio, cai-se no farisa&iacute;smo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A preocupa&ccedil;&atilde;o de Jesus n&atilde;o era asmin&uacute;cias da Lei, mas a pr&aacute;tica do amor misericordioso, de modo especial emrela&ccedil;&atilde;o aos pobres e marginalizados. Com rela&ccedil;&atilde;o a isso Jesus foi radical. Naviv&ecirc;ncia do amor n&atilde;o podemos descuidar nem da menor lei. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Quando estava em jogo a defesa davida, Jesus n&atilde;o transigia. Na rela&ccedil;&atilde;o com os outros somos chamados a ir al&eacute;m daLei; n&atilde;o se contentar com a pr&aacute;tica da lei em si, mas carreg&aacute;-la de vida. Eladeve ser media&ccedil;&atilde;o para amar mais. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A viv&ecirc;ncia da lei tamb&eacute;m &eacute;processo; sempre podemos ir um pouco mais al&eacute;m dela. A lei em si estipula umlimite: da&iacute; o perigo de acomodar-se; a lei do amor, pelo contr&aacute;rio, n&atilde;o temlimites. Jesus veio para alargar o horizonte do comportamento humano, noslibertar dos perigos do legalismo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Quando algu&eacute;m busca a vontade doPai com a mesma paix&atilde;o com que Jesus a buscava, vai sempre mais al&eacute;m daquiloque pedem as leis. Para caminhar em dire&ccedil;&atilde;o ao mundo mais humano que Deusdeseja para todos, o importante n&atilde;o &eacute; contar com pessoas observantes de leis,mas com homens e mulheres que se pare&ccedil;am com Ele, que se &#8220;ajustam&#8221; aomodo de agir do mesmo Deus; em outras palavras, a pr&aacute;tica da justi&ccedil;a que &eacute;infinitamente superior &agrave; lei. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Aquele que n&atilde;o mata, cumpre alei, mas se n&atilde;o arranca de seu cora&ccedil;&atilde;o a agressividade para com seu irm&atilde;o, odesprezo ao outro, os insultos ou as vingan&ccedil;as, n&atilde;o se parece com Deus. Aqueleque n&atilde;o comete adult&eacute;rio, cumpre a lei, mas se deseja egoisticamente a esposade seu irm&atilde;o, n&atilde;o se assemelha a Deus. Nestas pessoas reina a Lei, mas n&atilde;oDeus; s&atilde;o observantes, mas n&atilde;o sabem amar; vivem &ldquo;corretamente&rdquo;, mas n&atilde;oconstruir&atilde;o um mundo mais humano. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A radicalidade exigida por Jesuspode, em princ&iacute;pio, assustar &agrave;s pessoas; mas se trata de uma radicalidade queaponta para o cora&ccedil;&atilde;o. Jesus aponta diretamente para a necessidade de viver emconex&atilde;o constante com o que h&aacute; de melhor em n&oacute;s mesmos, ou seja, ancorar nossomodo de viver nas ra&iacute;zes de nossa identidade profunda. Somente a partir desse&ldquo;eu profundo&rdquo; &eacute; poss&iacute;vel perceber que o que brota da&iacute; tem a marca do amor. Estaforma de &ldquo;ver&rdquo; e de viver &eacute; mais importante que o culto. Por isso, o textoinsiste em priorizar a reconcilia&ccedil;&atilde;o antes de fazer a oferenda no altar.Primeiro a justi&ccedil;a, depois o culto. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">E essa interioridade, por suavez, se expressa no modo de olhar, de agir. &Eacute; preciso arrancar do cora&ccedil;&atilde;o todoolhar possessivo, toda a&ccedil;&atilde;o ego&iacute;sta. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Mas Jesus n&atilde;o fala aqui decontrole, nem de medo e puni&ccedil;&atilde;o.&nbsp; Segundoa mentalidade oriental, olho direito &eacute; o olho consciente, &eacute; o olho masculino,que domina, avalia e julga, que quer vencer, e, &agrave;s vezes, tamb&eacute;m matar, &eacute; oolhar do avarento que deseja possuir tudo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O olho esquerdo &eacute; o olhoinconsciente, o olho feminino, que aceita, admira, que observa e percebe. A m&atilde;odireita &eacute; a m&atilde;o do realizador, daquele que se julga capaz de conseguir tudo quedeseja; a m&atilde;o esquerda, por sua vez, &eacute; a m&atilde;o feminina, que recebe, que &eacute;carinhosa, que toca e cura. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Aquele que v&ecirc; tudo s&oacute; com seuolho direito, que se apodera de tudo, alimenta uma divis&atilde;o interior e acabar&aacute;criando seu pr&oacute;prio inferno nas profundezas do seu ego; &eacute; o inferno de seu caosinterior. Aquele que pensa que pode controlar tudo com sua m&atilde;o direita, reprimemuitos impulsos oblativos e abertos de seu cora&ccedil;&atilde;o, e acabar&aacute; lan&ccedil;ado no fogode suas regi&otilde;es reprimidas. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O decisivo &eacute; integrar eharmonizar os dinamismos interiores para que o seguimento de Jesus n&atilde;odesemboque numa batalha interior que desgasta e alimenta sentimentos de culpa. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp; Mt 5,17-37 <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> A ora&ccedil;&atilde;o do tato &eacute; a ora&ccedil;&atilde;o de um corpo que n&atilde;o se apegaavidamente, que n&atilde;o se fecha ao outro.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tocar a Deus ou deixar-se tocarpor Ele n&atilde;o &eacute; sentir-se esmagado, mas sentir-se cercado de espa&ccedil;o. A ora&ccedil;&atilde;o &eacute;um estreitamento que nos torna livres. N&atilde;o oramos com os punhos fechados, nemcom garras, nem com aguilh&atilde;o na ponta dos dedos. S&oacute; se pode orar com as m&atilde;osabertas&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Diante de Deus, deixar afloraros sinais de &ldquo;farisa&iacute;smo&rdquo; presentes no seu cotidiano. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; [imagem1] &ldquo;Se a vossa justi&ccedil;a n&atilde;o for maiorque a justi&ccedil;a dos mestres da Lei e dos fariseus, v&oacute;s n&atilde;o entrareis no Reino dosC&eacute;us&rdquo; (Mt 5,20) &Eacute; uma beatitude ter dentro de n&oacute;so&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":832,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/557"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=557"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/557\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/832"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=557"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=557"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=557"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}