{"id":470,"date":"2017-04-29T00:00:00","date_gmt":"2017-04-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/papa-no-egito-somos-chamados-a-caminhar-juntos\/"},"modified":"2017-04-29T00:00:00","modified_gmt":"2017-04-29T00:00:00","slug":"papa-no-egito-somos-chamados-a-caminhar-juntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/papa-no-egito-somos-chamados-a-caminhar-juntos\/","title":{"rendered":"Papa no Egito: somos chamados a caminhar juntos"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/reuters2113981-articolo-1140x526_c.jpg\" alt=\"Papa no Egito: somos chamados a caminhar juntos\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O papa Francisco proferiu seuprimeiro discurso em terras eg&iacute;pcias, na sexta-feira (28), aos participantes daConfer&ecirc;ncia Internacional pela Paz promovida pela Universidade sunita deAl-Azhar, no Cairo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;&Eacute; um grande dom estar aqui einiciar neste lugar minha visita ao Egito, nesta Confer&ecirc;ncia Internacional pelaPaz. Agrade&ccedil;o ao Grande Im&atilde; por t&ecirc;-la pensada e organizada e por me convidar&rdquo;,disse Francisco.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O papa ressaltou em seu discurso,que o Egito se mostrou ao mundo, ao longo dos s&eacute;culos, &ldquo;como terra deciviliza&ccedil;&atilde;o e terra de alian&ccedil;as&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Terra de civiliza&ccedil;&atilde;o porque desdetempos antigos, &ldquo;a civiliza&ccedil;&atilde;o surgiu das margens do Nilo e foi sin&ocirc;nimo deciviliza&ccedil;&atilde;o. No Egito, se elevou a luz do conhecimento, fazendo germinar umpatrim&ocirc;nio cultural inestim&aacute;vel, composto de sabedoria e sagacidade, deaquisi&ccedil;&otilde;es matem&aacute;ticas e astron&ocirc;micas, de formas maravilhosas de arquitetura earte&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;A busca do saber e do valor daeduca&ccedil;&atilde;o foram escolhas fecundas de desenvolvimento empreendidos pelos antigoshabitantes desta terra. S&atilde;o tamb&eacute;m escolhas necess&aacute;rias para o futuro, escolhasde paz e pela paz, pois n&atilde;o haver&aacute; paz sem uma educa&ccedil;&atilde;o adequada das novasgera&ccedil;&otilde;es. Tamb&eacute;m n&atilde;o haver&aacute; uma educa&ccedil;&atilde;o adequada para os jovens de hoje se aforma&ccedil;&atilde;o a eles oferecida n&atilde;o responder &agrave; natureza do homem, ser aberto erelacional.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><iframe loading=\"lazy\" width=\"900\" height=\"506\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OnesZ5dIrHo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"\" style=\"box-sizing: border-box; max-width: 100%; color: rgb(78, 86, 93); font-family: &quot;Open Sans&quot;; font-size: 17px; text-align: start; background-color: rgb(255, 255, 255);\"><\/iframe><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Segundo Francisco, &ldquo;a educa&ccedil;&atilde;o setorna sabedoria de vida quando &eacute; capaz de extrair do ser humano, em contato comAquele que o transcende e com tudo o que o circunda, o melhor de si, formandouma identidade n&atilde;o voltada para si mesma. A sabedoria procura o outro,superando a tenta&ccedil;&atilde;o de se enrijecer e se fechar; aberta e em movimento,humilde e curiosa ao mesmo tempo&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;A sabedoria sabe valorizar opassado e coloc&aacute;-lo em di&aacute;logo com o presente, sem renunciar a uma hermen&ecirc;uticaadequada. Esta sabedoria prepara um futuro em que n&atilde;o se mira ao prevalecer dapr&oacute;pria parte, mas ao outro como parte integrante de si. A sabedoria n&atilde;o secansa, no presente, de encontrar ocasi&otilde;es de encontro e partilha; do passado seaprende que do mal vem somente o mal e da viol&ecirc;ncia somente a viol&ecirc;ncia, numaespiral que termina por aprisionar. Esta sabedoria coloca no centro a dignidadedo ser humano, precioso aos olhos de Deus, e uma &eacute;tica digna do homem.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;No campo do di&aacute;logo,especialmente inter-religioso somos sempre chamados a caminhar juntos, naconvic&ccedil;&atilde;o de que o futuro de todos depende tamb&eacute;m do encontro entre religi&otilde;es eculturas. Neste sentido o trabalho da Comiss&atilde;o mista para o di&aacute;logo entre oPontif&iacute;cio Conselho para o Di&aacute;logo inter-religioso e a Comiss&atilde;o de Al-Azharpara o Di&aacute;logo nos oferece um exemplo concreto e encorajador&rdquo;, disse ainda oPapa Francisco.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tr&ecirc;s orienta&ccedil;&otilde;es fundamentaispodem ajudar o di&aacute;logo: o dever da identidade, a coragem da alteridade e asinceridade das inten&ccedil;&otilde;es. &ldquo;O dever da identidade, porque n&atilde;o &eacute; poss&iacute;veliniciar um di&aacute;logo verdadeiro baseado na ambiguidade ou no sacrificar o bempara agradar a outro; a coragem da alteridade, porque quem &eacute; diferente de mim,culturalmente ou religiosamente, n&atilde;o deve ser visto e tratado como um inimigo,mas acolhido como um companheiro de viagem, na convic&ccedil;&atilde;o genu&iacute;na de que o bemde cada um reside no bem de todos; sinceridade de inten&ccedil;&otilde;es, porque o di&aacute;logo,como express&atilde;o aut&ecirc;ntica do ser humano, n&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia para alcan&ccedil;arsegundas inten&ccedil;&otilde;es, mas uma forma de verdade que merece ser pacientementerealizada para transformar a competi&ccedil;&atilde;o em colabora&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Egito, terra de alian&ccedil;as.<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Educar para a abertura respeitosae ao di&aacute;logo sincero com o outro, reconhecendo os direitos e as liberdadesfundamentais, especialmente a religiosa, &eacute; a cia melhor para edificar juntos ofuturo, para ser construtores de civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No Egito, n&atilde;o surgiu somente osol da sabedoria; tamb&eacute;m a luz policrom&aacute;tica das religi&otilde;es iluminou esta terra:ao longo dos s&eacute;culos, &ldquo;as diferen&ccedil;as de religi&atilde;o constitu&iacute;ram uma forma deenriquecimento rec&iacute;proco a servi&ccedil;o da comunidade nacional&rdquo;. Credos diferentesse encontraram e v&aacute;rias culturas se misturaram, sem se confundir, masreconhecendo a import&acirc;ncia de aliar-se para o bem comum. Tais alian&ccedil;as s&atilde;oainda mais urgente hoje. Ao falar sobre isso, eu usaria como s&iacute;mbolo a&ldquo;Montanha da Alian&ccedil;a&rdquo; que sobe nesta terra. O Sinai nos lembra que uma alian&ccedil;aaut&ecirc;ntica sobre a terra n&atilde;o pode prescindir do C&eacute;u, que a humanidade n&atilde;o podeencontrar paz excluindo Deus do horizonte, e nem pode subir &agrave; montanha para eapoderar de Deus.&rdquo;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Num mundo que globalizou muitos instrumentost&eacute;cnicos &uacute;teis, mas, ao mesmo tempo tanta indiferen&ccedil;a e neglig&ecirc;ncia, e quecorre numa velocidade fren&eacute;tica, dificilmente sustent&aacute;vel, sente saudadedaquelas grandes perguntas de sentido, que as religi&otilde;es fazer recordar e quesuscitam a mem&oacute;ria das pr&oacute;prias origens: a voca&ccedil;&atilde;o do homem, criado n&atilde;o para seexaurir na precariedade de assuntos terrenos, mas para caminhar em dire&ccedil;&atilde;o aoAbsoluto ao qual se dirige. Por estas raz&otilde;es, especialmente hoje, a religi&atilde;on&atilde;o &eacute; um problema, mas parte da solu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; imprescind&iacute;vel excluir qualquerforma de justifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. &ldquo;A viol&ecirc;ncia, de fato, &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o de todareligiosidade aut&ecirc;ntica&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;Como respons&aacute;veis religiosossomos chamados a desmascarar a viol&ecirc;ncia que se disfar&ccedil;a de supostasacralidade, acentuando o ego&iacute;smos e n&atilde;o uma abertura aut&ecirc;ntica ao Absoluto.Devemos denunciar as viola&ccedil;&otilde;es contra a dignidade humana e contra os direitoshumanos, e denunciar as tentativas que justificam toda forma de &oacute;dio em nove dareligi&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Fonte: R&aacute;dio Vaticano<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><o:p><br \/><\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><o:p><br \/><\/o:p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papa Francisco proferiu seuprimeiro discurso em terras eg&iacute;pcias, na sexta-feira (28), aos participantes daConfer&ecirc;ncia Internacional pela Paz promovida pela Universidade sunita deAl-Azhar, no Cairo. &ldquo;&Eacute; um grande dom estar aqui einiciar neste&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":724,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/470"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/470\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}