{"id":365,"date":"2017-07-15T00:00:00","date_gmt":"2017-07-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/15-domingo-do-tempo-comum-tempo-das-raizes\/"},"modified":"2017-07-15T00:00:00","modified_gmt":"2017-07-15T00:00:00","slug":"15-domingo-do-tempo-comum-tempo-das-raizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/15-domingo-do-tempo-comum-tempo-das-raizes\/","title":{"rendered":"15\u00ba Domingo\tdo Tempo Comum &#8211; Tempo das ra\u00edzes"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center; \"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.catequesehoje.org.br\/images\/raizes\/Espiritualidade2016\/pexels-photo---Copia.jpg\" alt=\"pixels.com\"><\/p>\n<p><p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><o:p>&nbsp;<\/o:p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center; \"><b><i>&ldquo;Quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porquen&atilde;o tinham raiz&rdquo;<\/i><\/b> (Mt 13,6)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Temos perdido as ra&iacute;zes? Comoconectar-nos com elas? Qu&ecirc; ra&iacute;zes nos alimentam? Onde estamos enraizados? Quaiss&atilde;o as ra&iacute;zes que nutrem atualmente nossa vida? S&atilde;o as melhores? Enraizamento,fincar ra&iacute;zes, viver da profundidade das ra&iacute;zes&#8230; O &ldquo;novo&rdquo; vem das ra&iacute;zes, vemde baixo, da base, do ch&atilde;o da vida. &Eacute; preciso relan&ccedil;ar uma nova radicalidade.Viver a partir das ra&iacute;zes, projetar a partir das ra&iacute;zes, criar a partir dasra&iacute;zes. &Eacute; tempo de fortalecer as ra&iacute;zes; e viver o tempo das ra&iacute;zes para serpresen&ccedil;a &ldquo;diferenciada&rdquo; na realidade cotidiana de cada um. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Neste novo contexto em quevivemos, marcado pelo desenraizamento, promove-se muito mais viver em mundosvirtuais, em espa&ccedil;os criados pela tecnologia, comunicando-se atrav&eacute;s derela&ccedil;&otilde;es inform&aacute;ticas com pessoas distantes, desenraizando-se do pr&oacute;prio ch&atilde;oexistencial; no emaranhado das imagens e sons perde-se a no&ccedil;&atilde;o daquilo que &eacute;essencial, decisivo para a vida; vive-se na superf&iacute;cie dos acontecimentos e desi mesmo; mina-se a consist&ecirc;ncia interior e fundamento sobre o qual se apoia apr&oacute;pria vida; esfria-se toda proximidade e rela&ccedil;&atilde;o com o outro; petrifica-setodo compromisso com as causas sociais&#8230;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Desenraizar-se &eacute; desumanizar-se. <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus, o homem enraizado em seupovo e sua cultura, tra&ccedil;ou seu caminho em par&aacute;bolas. Suas palavras romperam aordem oficial do templo, a seguran&ccedil;a dos sacerdotes, a raz&atilde;o dos escribas,colocando todos os homens e mulheres do povo frente &agrave; proposta de vida plena efeliz, desejada pelo Pai. As par&aacute;bolas parecem revelar a verdadeira identidadede Jesus; &eacute; como se algu&eacute;m lhe perguntasse: &ldquo;quem &eacute;s tu? O que fazes?&rdquo;. SegundoMateus, Jesus &eacute; o verdadeiro semeador. Por isso, &eacute; decisivo prestar aten&ccedil;&atilde;o aoseu modo de semear. E Ele faz isso com uma surpreendente confian&ccedil;a; semeia demaneira abundante; as sementes de humanidade s&atilde;o lan&ccedil;adas em todos os tipos deterrenos, mesmo entre aqueles onde a germina&ccedil;&atilde;o parece dif&iacute;cil. O semeador n&atilde;odesanima nunca; sua semeadura n&atilde;o ser&aacute; est&eacute;ril. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A par&aacute;bola do &ldquo;semeador&rdquo; &eacute; muitoprecisa, nem uma palavra a mais, nem uma a menos; nenhum floreio ou coment&aacute;riosem excesso&#8230; Austeramente, Jesus descreve o que acontece com a semente,partindo das experi&ecirc;ncias normais da agricultura de seu tempo, um exemploconcreto do trabalho nos campos, de maneira que todos os ouvintes podiamentend&ecirc;-lo. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tudo &eacute; normal e todos sedescobrem imersos nela, como se estivessem juntos construindo a par&aacute;bola,buscando seu sentido. Pois bem, quando ela &eacute; escutada dessa forma descobrimosque ela desafia todas as conven&ccedil;&otilde;es sociais, pondo em movimento nossa vida,pois ela fala de n&oacute;s, do que somos e fazemos. Assim ela se revelasurpreendente, pura transpar&ecirc;ncia, como um chamado &agrave; nossa pr&oacute;priacriatividade. Nesse sentido, toda par&aacute;bola vem iluminar e inspirar nosso modode seguir e de nos identificar com Jesus; tal seguimento n&atilde;o &eacute; quest&atilde;o de umasimples ades&atilde;o &agrave; pessoa de Jesus, mas um enraizamento na vida d&rsquo;Ele, buscandoali a seiva que vai dar novo sentido &agrave; nossa exist&ecirc;ncia. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A &ldquo;nova radicalidade&rdquo; (e n&atilde;oradicalismo) &eacute; a forma de seguir a Jesus. &Eacute; uma radicalidade am&aacute;vel eexpansiva, porque quem chega &agrave;s ra&iacute;zes descobre-se enraizado na naturezahumana, naquilo que todos compartilham e, por isso mesmo, descobre-se esente-se enraizado no Outro. <b>Ningu&eacute;mpode viver sem ra&iacute;zes, pois n&atilde;o se sustentaria de p&eacute;. Quando perde suas ra&iacute;zes,o ser humano se atrofia e fica privado de algo decisivo, essencial: de umafonte de vitalidade.<\/b> <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A verdade &eacute; que a vida crist&atilde; nospede &ldquo;desenraizamento&rdquo; de algumas realidades que nos envenenam e&nbsp; fazem romper as rela&ccedil;&otilde;es (enraizamento nopoder, na riqueza, na centralidade do pr&oacute;prio ego, na cultura dasuperficialidade&#8230;). Para dizer um &ldquo;sim&rdquo; ao seguimento de Jesus e enraizar-nosem uma realidade verdadeiramente consistente (sua palavra e vida) &eacute; precisodizer &ldquo;n&atilde;o&rdquo; &agrave;quelas outras realidades, desprender-nos delas, desenraizar-nosdelas. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ao nos convidar a ter ra&iacute;zesprofundas, o Evangelho de hoje (15&ordm; TC) est&aacute; afirmando algo muito importante:nesta terra, nesta realidade social, cultural, eclesial e pol&iacute;tica, j&aacute; est&aacute;semeado o Reino, j&aacute; est&aacute; viva e ativa a presen&ccedil;a do Deus fiel que cria futuro.N&oacute;s nos alimentamos desta realidade na medida em que nos deixamos semearnela.&nbsp; Somente aquele que se deixa semearexperimenta o sabor da seiva da vida de Deus entrando por suas ra&iacute;zes,percorrendo seu ser inteiro, fazendo-o crescer e dando os frutos de que nossopovo precisa. Aquele que n&atilde;o se deixa semear vive de ilus&otilde;es e quimeras queenvenenam sua exist&ecirc;ncia. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O duro trabalho de lavrar aterra, de semear e semear-nos nela, sup&otilde;e um amor pela terra. Acreditamos nela,a apalpamos entre os dedos para sentir sua qualidade. O campon&ecirc;s ama sua terran&atilde;o s&oacute; pelo que lhe possa produzir, mas porque nela est&aacute; presente a heran&ccedil;a degera&ccedil;&otilde;es familiares que lhe precederam. Sua terra tem nomes e sobrenomes: paraele &eacute; um ser vivo com sangue de fam&iacute;lia em suas entranhas. Amamos a terra naqual estamos semeados como Jesus amou o seu povo? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Ter as ra&iacute;zes fincadas nahist&oacute;ria, na realidade, ra&iacute;zes que a partir do oculto nutrem nossa vida ealargam o cora&ccedil;&atilde;o, &eacute; saber que temos uma origem e uma meta que &eacute; o pr&oacute;prioDeus. Ra&iacute;zes que se entrecruzam por debaixo do solo, no profundo,compartilhando a mesma &aacute;gua e o mesmo h&uacute;mus. Vida nova, que cresce a partir dedentro e a partir de baixo, a partir do oculto. Ramos que se abrem e se curvambuscando a luz. Uma vida iluminada. Profundidade, serenidade e descanso.Solidariedade e comunh&atilde;o. Vida que cresce em companhia. Vida consistente.Solid&atilde;o habitada e fecunda. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Muitas vezes o enraizamento sup&otilde;eestar presente naquelas realidades das quais muitos fogem, das quais muitosrenegam, ou que s&atilde;o somente terras de passagem, fronteiras que geram medo einseguran&ccedil;a. O enraizamento sup&otilde;e respeito para com toda realidade, amar aterra concreta tal como ela &eacute;, como Jesus que, na Encarna&ccedil;&atilde;o, foi semeadonaquela terra dominada e exclu&iacute;da da Palestina. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Foi no enraizamento do ch&atilde;odaquele povo que Jesus foi se humanizando e abrindo-se &agrave; novidade do Reino doPai que tudo transforma. Assim expressa Jesus de si mesmo quando se comparoucom a videira plantada na terra de Israel. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; preciso deixar-se semear n&atilde;o s&oacute;onde a terra j&aacute; est&aacute; preparada durante gera&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m nas margens darealidade, na dureza das terras sem arar, cheias de pedregulhos e de espinhos.N&atilde;o podemos fugir da realidade que temos de arar, semear e cultivar com suadureza e com seu encanto. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp; Mt 13,1-23<\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na ora&ccedil;&atilde;o: Uma vida que seenra&iacute;za, &eacute; uma vida firme, consistente. Por outra parte, as ra&iacute;zes na planta,s&atilde;o as que se introduzem na terra e crescem em sentido contr&aacute;rio do tronco,servindo-se como sustenta&ccedil;&atilde;o. Gra&ccedil;as a elas pode absorver o alimento necess&aacute;riopara seu crescimento.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; quais s&atilde;o e onde est&atilde;o asra&iacute;zes nas quais seu cora&ccedil;&atilde;o se alimenta?<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; onde apoia sua vida? qu&ecirc; &eacute; oque a sustenta? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &ldquo;Quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porquen&atilde;o tinham raiz&rdquo; (Mt 13,6) Temos perdido as ra&iacute;zes? Comoconectar-nos com elas? Qu&ecirc; ra&iacute;zes nos alimentam? Onde estamos enraizados? 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