{"id":3135,"date":"2024-03-07T00:00:00","date_gmt":"2024-03-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/santa-perpetua-e-santa-felicidade\/"},"modified":"2024-01-22T11:42:02","modified_gmt":"2024-01-22T11:42:02","slug":"santa-perpetua-e-santa-felicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/santa-perpetua-e-santa-felicidade\/","title":{"rendered":"SANTA PERP\u00c9TUA E SANTA FELICIDADE"},"content":{"rendered":"<p class=\"excerpt\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Neste dia a Igreja entra em comunh&atilde;o com os Santos do C&eacute;u rezando: &#8220;&Oacute; Deus, pelo vosso amor, as m&aacute;rtires Perp&eacute;tua e Felicidade resistiram aos perseguidores e superaram as torturas do mart&iacute;rio&#8221;.<br \/>No ano 202 o imperador Severo mandou matar os crist&atilde;os que n&atilde;o quisessem adorar os falsos deuses. Perp&eacute;tua estava celebrando uma reuni&atilde;o religiosa em sua casa de Cartago quando chegou a pol&iacute;cia do imperador e a levou prisioneira, junto com sua escrava Felicidade <br \/>Perp&eacute;tua era uma jovem m&atilde;e, de 22 anos que tinha um beb&ecirc; de poucos meses. Pertencia a uma fam&iacute;lia rica e muito estimada por toda a popula&ccedil;&atilde;o. Enquanto estava na pris&atilde;o, a pedido de seus companheiros m&aacute;rtires, foi escrevendo um di&aacute;rio de tudo o que ia acontecendo. <br \/>Felicidade era uma escrava de Perp&eacute;tua. Era tamb&eacute;m muito jovem e na pris&atilde;o deu &agrave; luz uma menina, que depois os crist&atilde;os se encarregaram de criar muito bem. <br \/>Na pris&atilde;o escreveu Perp&eacute;tua: &#8220;Fiquei horrorizada, nunca tinha experimentado tal sensa&ccedil;&atilde;o de escurid&atilde;o. O calor era insuport&aacute;vel e &eacute;ramos muitas pessoas em um subterr&acirc;neo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por n&atilde;o poder ter junto a mim o meu filho que era de t&atilde;o poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era que nos concedesse a gra&ccedil;a de sofrer e lutar por nossa santa religi&atilde;o&#8221;. <br \/>Ent&atilde;o chegou seu pai, o &uacute;nico da fam&iacute;lia que n&atilde;o era crist&atilde;o, e de joelhos lhe rogava e lhe suplicava que n&atilde;o persistisse em chamar-se crist&atilde;. Que aceitasse a religi&atilde;o do imperador. Que o fizesse por amor a seu pai e a seu filhinho. Ela se comovia intensamente mas terminou dizendo-lhe: &ldquo;Pai, como se chama esta vasilha que h&aacute; a&iacute; na frente?&rdquo; &#8220;Uma bandeja&#8221;, respondeu o pai. &ldquo;Pois bem, essa vasilha deve ser chamada de bandeja, e n&atilde;o de pote ou colher, porque &eacute; uma bandeja. E eu que sou crist&atilde;, n&atilde;o posso me chamar pag&atilde;, nem de nenhuma outra religi&atilde;o, porque sou crist&atilde; e o quero ser para sempre&#8221;. <br \/>E acrescenta o di&aacute;rio escrito por Perp&eacute;tua: &#8220;Meu pai era o &uacute;nico da minha fam&iacute;lia que n&atilde;o se alegrava porque n&oacute;s &iacute;amos ser m&aacute;rtires por Cristo&#8221;. <br \/>Felicidade gr&aacute;vida alcan&ccedil;ou a gra&ccedil;a que pedia, j&aacute; que seu filho nasceu antes do mart&iacute;rio. Um carcereiro debochava dizendo: &#8220;Agora se queixa pelas dores do parto. E quando chegarem das dores do mart&iacute;rio o que far&aacute;? Ela respondeu-lhe: &#8220;Agora sou fraca porque sofre a minha pobre natureza. Mas quando chegar o mart&iacute;rio a gra&ccedil;a de Deus me acompanhar&aacute;, e me encher&aacute; de for&ccedil;a&#8221;. E encheu-se de j&uacute;bilo por poder sofrer o mart&iacute;rio juntamente com seus companheiros. <br \/>Batizadas na pris&atilde;o, Santas Perp&eacute;tua e Felicidade, foram condenadas pela firmeza da f&eacute;, foram lan&ccedil;adas na arena, onde uma vaca furiosa as feriu. Ao ver a jovem m&atilde;e atirada de um lugar para outro, e o leite gotejando de seus seios, o povo horrorizou-se, pedindo o fim do espet&aacute;culo. Depois disso foram degoladas. O ano era 203.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<h5 style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/h5>\n<\/p>\n<p class=\"reflection\" style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong><span class=\"title\"> REFLEX&Atilde;O<\/span><\/strong> O que nos ensinam estas duas mulheres, uma rica e instru&iacute;da e a outra humilde e simples serva, jovens esposas e m&atilde;es, que na flor da vida preferiram renunciar &agrave;s alegrias de um lar, com desejo de permanecer fi&eacute;is &agrave; religi&atilde;o de Jesus Cristo? Nos ensinam que o maior valor do mundo &eacute; a nossa f&eacute; e confian&ccedil;a no amor de Deus. A coragem dessas mulheres serve de inspira&ccedil;&atilde;o para nossa vida crist&atilde;. Ser&aacute; que estamos sendo coerentes com a viv&ecirc;ncia de nossa religi&atilde;o?<\/p>\n<\/p>\n<p class=\"pray\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span class=\"title\">ORA&Ccedil;&Atilde;O<\/span><\/strong> Deus todo-poderoso, que destes &agrave;s m&aacute;rtires Santas Perp&eacute;tua e Felicidade a gra&ccedil;a de sofrer pelo Cristo, ajudai tamb&eacute;m a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa f&eacute;, como eles n&atilde;o hesitaram em morrer por vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Esp&iacute;rito Santo. Am&eacute;m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Colabora&ccedil;&atilde;o: Padre Evaldo C&eacute;sar de Souza, CSsR<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste dia a Igreja entra em comunh&atilde;o com os Santos do C&eacute;u rezando: &#8220;&Oacute; Deus, pelo vosso amor, as m&aacute;rtires Perp&eacute;tua e Felicidade resistiram aos perseguidores e superaram as torturas do mart&iacute;rio&#8221;.No ano&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3142,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[6],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3135"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3135"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3135\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9770,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3135\/revisions\/9770"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3142"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3135"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3135"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3135"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}