{"id":3086,"date":"2024-04-02T00:00:00","date_gmt":"2024-04-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/sao-francisco-de-paula\/"},"modified":"2024-01-22T11:39:21","modified_gmt":"2024-01-22T11:39:21","slug":"sao-francisco-de-paula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/sao-francisco-de-paula\/","title":{"rendered":"S\u00c3O FRANCISCO DE PAULA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">No dia 27 de mar&ccedil;o de 1416, nasceu, numa fam&iacute;lia de lavradores, um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. Sua fam&iacute;lia, muito religiosa, foi o ber&ccedil;o de uma esplendorosa voca&ccedil;&atilde;o. <br \/>Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos. Francisco come&ccedil;ou a observar a regra com tanta exatid&atilde;o, que se tornou modelo at&eacute; para os frades mais experimentados nas pr&aacute;ticas religiosas. <br \/>Dois anos depois vestiu o h&aacute;bito. Sua vida no convento franciscano foi cercada de prod&iacute;gios. Encarregado da cozinha, Francisco colocou os alimentos na panela e esta sobre o carv&atilde;o, esquecendo-se contudo de acend&ecirc;-lo. Foi depois para a igreja rezar e entrou em &ecirc;xtase, esquecendo-se da hora. Quando algu&eacute;m, que passara pela cozinha e vira o fogo apagado, chamou-o perguntando se a refei&ccedil;&atilde;o estava pronta, Francisco, sem titubear, respondeu que sim. E chegando &agrave; cozinha, encontrou o fogo aceso e os alimentos devidamente cozidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algum tempo depois nosso jovem teve de retornar para a fam&iacute;lia pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais pediu para que S&atilde;o Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Assim, aos treze anos, curado de sua enfermidade, Francisco foi se dedicar &agrave; ora&ccedil;&atilde;o contemplativa e &agrave; penit&ecirc;ncia, nas montanhas da regi&atilde;o. <br \/>Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e &aacute;gua, dormindo no ch&atilde;o, tendo como travesseiro uma pedra. Fundou primeiro um mosteiro e com isso consolidou uma nova Ordem religiosa, que deu o nome de &#8220;Irm&atilde;os M&iacute;nimos&#8221;. Seu lema era: &#8220;Quaresma perp&eacute;tua&#8221;, o que significava a observ&acirc;ncia do rigor da penit&ecirc;ncia, do jejum e da ora&ccedil;&atilde;o contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem &agrave; eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco passava as noites em prece. Seu h&aacute;bito era de um tecido grosseiro, que ele portava de dia e de noite. Seu rosto, sempre tranq&uuml;ilo e ameno, parecia n&atilde;o se ressentir das austeridades que praticava nem dos efeitos da idade, pois era cheio, sereno e rosado. <br \/>Sua fama de possuir dons de cura, prod&iacute;gios e profecia chegaram ao Vaticano, e o Papa Paulo II resolveu mandar um comiss&aacute;rio pessoalmente averiguar se as informa&ccedil;&otilde;es estavam corretas. Sabiamente o comiss&aacute;rio papal constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. <br \/>Depois, o Papa mandou que Francisco de Paula fosse &agrave; Fran&ccedil;a, pois o rei, Lu&iacute;s XI, estava muito doente e desejava se preparar para a morte ao lado do famoso monge. A convers&atilde;o do rei foi extraordin&aacute;ria. Antes de morrer restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula, diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da Fran&ccedil;a. <\/p>\n<p>Ele morreu, aos noventa e um anos de idade. A fama de sua santidade s&oacute; fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o Papa Le&atilde;o X autorizou o culto de Santo Francisco de Paula, cuja festa lit&uacute;rgica ocorre no dia de sua morte. <br \/>Suas devo&ccedil;&otilde;es particulares consistiam em cultuar o mist&eacute;rio da Sant&iacute;ssima Trindade, da Anuncia&ccedil;&atilde;o da Virgem, da Paix&atilde;o de Nosso Senhor, bem como os sant&iacute;ssimos nomes de Jesus e Maria. <\/p>\n<p><strong>Reflex&atilde;o: <\/strong><br \/>&ldquo;N&atilde;o houve jamais mal, por maior e mais incur&aacute;vel que parecesse, que pudesse resistir &agrave; sua voz ou ao seu toque. Acorria-se a ele de todas as partes, n&atilde;o s&oacute; um a um, mas em grandes grupos e &agrave;s centenas, como se ele fosse o Anjo Rafael e um m&eacute;dico descido do C&eacute;u; e, segundo o testemunho daqueles que o acompanhavam ordinariamente, ningu&eacute;m jamais retornou descontente, mas cada um bendizia a Deus de ter recebido o cumprimento do que desejava&rdquo;. <\/p>\n<p><strong>Ora&ccedil;&atilde;o: <\/strong><br \/>&Oacute; Deus, s&oacute; v&oacute;s sois santo e sem v&oacute;s ningu&eacute;m pode ser bom. Pela intercess&atilde;o de S&atilde;o Francisco de Paula, dai-nos viver de tal modo, que n&atilde;o sejamos despojados da vossa gl&oacute;ria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Esp&iacute;rito Santo. Am&eacute;m.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Colabora&ccedil;&atilde;o: Padre Evaldo C&eacute;sar de Souza, CSsR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 27 de mar&ccedil;o de 1416, nasceu, numa fam&iacute;lia de lavradores, um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. 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