{"id":3068,"date":"2024-04-13T00:00:00","date_gmt":"2024-04-13T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/?p=3068"},"modified":"2024-01-22T11:38:50","modified_gmt":"2024-01-22T11:38:50","slug":"sao-martinho-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/sao-martinho-i\/","title":{"rendered":"S\u00c3O MARTINHO I"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Papa Martinho I enfrentou o poder imperial de sua &eacute;poca e por isso foi submetido a grandes humilha&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m a degradantes torturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o Papa Teodoro. Imiediatamente Martinho foi eleito para suced&ecirc;-lo e passou a dirigir a Igreja com a m&atilde;o forte da disciplina que o per&iacute;odo exigia. <br \/>O imperador Constante II defendia as teses hereges dos monotelistas, que negavam a condi&ccedil;&atilde;o humana de Cristo. Para defender a f&eacute; cat&oacute;lica, que reconhece Jesus Cristo como homem e Deus, o Papa Martinho I convocou um Conc&iacute;lio, um dos maiores da hist&oacute;ria da Igreja, na bas&iacute;lica de S&atilde;o Jo&atilde;o de Latr&atilde;o, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas definitivamente todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O imperador ordenou a pris&atilde;o do Papa Marinho I, mas o comandante da guarda resolveu ir al&eacute;m e planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o pr&oacute;prio Papa daria a Santa Comunh&atilde;o aos fi&eacute;is. Na hora de receber a h&oacute;stia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O imperador Constante II n&atilde;o desistiu da pris&atilde;o do Papa Martinho I, pedindo a sua transfer&ecirc;ncia para que o julgamento se desse em B&oacute;sforo. A viagem tornou-se um verdadeiro supl&iacute;cio que durou quinze meses e acabou com a sa&uacute;de do Papa. Mesmo assim, ao chegar &agrave; cidade ficou exposto desnudo sobre um leito no meio da rua, para ser insultado pela popula&ccedil;&atilde;o. Depois foi jogado em um f&eacute;tido e podre calabou&ccedil;o, sem as m&iacute;nimas condi&ccedil;&otilde;es de higiene e alimenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entristecido pelo abandono de todos, Martinho repetia: &#8220;Surpreende-me a falta de compreens&atilde;o e de compaix&atilde;o de todos os que antes me pertenciam e de meus amigos e parentes, os quais se esqueceram de mim de um modo completo&rdquo;. <\/p>\n<p>O Papa Martinho I foi condenado ao ex&iacute;lio na Crim&eacute;ia, sul da R&uacute;ssia. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois. Foi o &uacute;ltimo Papa a ser martirizado. <\/p>\n<p><strong>Reflex&atilde;o: <\/strong><br \/>Quanto sofrimento suporta o cora&ccedil;&atilde;o humano? Ouvindo a hist&oacute;ria de S&atilde;o Martinho, n&oacute;s nos deparamos com um for&ccedil;a misteriosa que sustenta a vida humana mesmo diante dos mais horr&iacute;veis sofrimentos. Essa for&ccedil;a, para n&oacute;s que cremos, &eacute; a presen&ccedil;a da Trindade santa em nossas vidas. Pe&ccedil;amos ent&atilde;o ao Bom Deus do C&eacute;u que nos conceda a gra&ccedil;a do Esp&iacute;rito para suportar todos os sofrimentos da vida, sempre unidos ao Cristo. <\/p>\n<p><strong>Ora&ccedil;&atilde;o: <\/strong><br \/>Deus pai de Bondade, que concede aos homens e as mulheres a for&ccedil;a necess&aacute;ria para enfrentar as dificuldades do cotidiano, dai-nos, pela intercess&atilde;o de S&atilde;o Martinho, a confian&ccedil;a absoluta na vossa presen&ccedil;a ao nosso lado. Por Cristo nosso Senhor. Am&eacute;m!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Colabora&ccedil;&atilde;o: Padre Evaldo C&eacute;sar de Souza, CSsR<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Papa Martinho I enfrentou o poder imperial de sua &eacute;poca e por isso foi submetido a grandes humilha&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m a degradantes torturas. 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