{"id":2306,"date":"2015-03-21T00:00:00","date_gmt":"2015-03-21T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/a-graca-de-deus-se-manifesta-nos-momentos-mais-criticos-da-vida\/"},"modified":"2015-03-21T00:00:00","modified_gmt":"2015-03-21T00:00:00","slug":"a-graca-de-deus-se-manifesta-nos-momentos-mais-criticos-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/a-graca-de-deus-se-manifesta-nos-momentos-mais-criticos-da-vida\/","title":{"rendered":"A gra\u00e7a de Deus se manifesta nos momentos mais cr\u00edticos da vida"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O diretor das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias (POM), padre Camilo Pauletti, viajou a Cuba, para participar do XI Encontro dos diretores nacionais das POM, do continente Americano. Logo no in&iacute;cio da reuni&atilde;o, padre Camilo viveu uma inesperada situa&ccedil;&atilde;o narrada por ele mesmo. Acompanhe.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Experi&ecirc;ncia de entrega<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Convidado a participar da reuni&atilde;o dos diretores das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias (POM) do continente americano, em Cuba, nos dias 01 a 05 de mar&ccedil;o, viajei para Havana no dia 28 de fevereiro. Deveria voltar no dia 05, mas a minha perman&ecirc;ncia em Cuba durou 19 dias. Isso n&atilde;o estava previsto. Por 17 dias estive aos cuidados de outras pessoas amigas e volunt&aacute;rias. Quando transcorria a primeira confer&ecirc;ncia da reuni&atilde;o fui pego de surpresa por uma situa&ccedil;&atilde;o que nunca se espera: vertigens, tonturas, v&ocirc;mitos, perda das for&ccedil;as, as pernas j&aacute; n&atilde;o sustentavam o corpo. Fui logo levado ao hospital Calixto Garcia, em Havana. Era um estrangeiro sendo acolhido por m&eacute;dicos e enfermeiras, e tratado com dignidade como se fosse um cubano. Na sala de observa&ccedil;&atilde;o come&ccedil;aram os exames para detectar a origem do quadro de tonturas e v&ocirc;mito que continua<br \/>va. Eletrocardiogramas, tomografias, radiografias, testes diversos&#8230; tudo dava negativo. Havia dificuldade para encontrar um quarto livre e poder baixar, mas depois foi poss&iacute;vel. Faltava ainda uma resson&acirc;ncia magn&eacute;tica da cabe&ccedil;a. A m&aacute;quina do hospital est&aacute; quebrada ent&atilde;o foi preciso procurar em outro lugar. Por ser estrangeiro, os documentos eram mais complicados. Ap&oacute;s alguns dias encontraram uma m&aacute;quina de resson&acirc;ncia, claro pagando a peso de dinheiro. O diagn&oacute;stico revela-se complicado com algumas pequenas plaquetas brancas no c&eacute;rebro. Era necess&aacute;rio tratamento, repouso, refor&ccedil;ar o organismo, alimentar-se e esperar melhoras. A equipe m&eacute;dica com neurocirurgi&otilde;es, otorrinos, estudantes de medicina, todos estavam preocupados em ajudar. &Eacute; impressionante a quantidade de m&eacute;dicos e como trabalham e se organizam em grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tenho poucas rela&ccedil;&otilde;es em Cuba, mas come&ccedil;ou a se manifestar algo que me chamou muito aten&ccedil;&atilde;o. A solidariedade e sensibilidade dos crist&atilde;os cubanos. Precisei de acompanhante de manh&atilde;, tarde e noite, mas n&atilde;o faltou gente para me cuidar. Foram oito dias no hospital. Eram jovens da Inf&acirc;ncia e Adolesc&ecirc;ncia Mission&aacute;ria, Irm&atilde;s religiosas, padres, freis capuchinhos, leigos crist&atilde;os que se dedicaram com amor e cuidado a este &ldquo;padrecito&rdquo; (padre querido) estrangeiro. Traziam-me comida e diziam que nas Igrejas onde se celebravam missas, eram colocadas muitas inten&ccedil;&otilde;es por este doente. Como n&atilde;o sentir o carinho, a aten&ccedil;&atilde;o o afeto deste povo que vive pobre e simples. Em fim, a equipe m&eacute;dica achou por bem dar-me alta e fazer o tratamento de uma semana em casa. Sa&iacute; do hospital e fui acolhido na casa dos freis Capuchinhos mission&aacute;rios brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram dias de entrega, de Quaresma, mas dias de sentir e viver o quanto faz bem sentir-se amado, cuidado, acolhido por quem nunca nos tinha visto. O esp&iacute;rito do Evangelho estava sendo vivido. Isto tudo me leva a refletir que nossa vida &eacute; dom de Deus, Ele a disp&otilde;em e p&otilde;em em rumos que n&atilde;o s&atilde;o previsto. Quantas li&ccedil;&otilde;es de vida!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como atendemos nossos doentes? Que tempo damos aos exclu&iacute;dos, aos que mais sofrem, os que est&atilde;o em hospitais, enfermos nas casas? Quantos n&atilde;o t&ecirc;m ningu&eacute;m que lhes d&ecirc; aten&ccedil;&atilde;o. Ser&aacute; que nossa vida n&atilde;o est&aacute; muito centrada em n&oacute;s mesmo? Que sentido ter&aacute; a vida se n&atilde;o a colocamos a servi&ccedil;o dos outros? O que poderemos apresentar ao Senhor quando nos chama? Trago presente o testemunho de Charles de Foucauld, mission&aacute;rio que entregou sou vida aos pobres do deserto do Saara na &Aacute;frica e por eles foi cuidado e salvo quando esteve muito doente. Lembramos dom Oscar Romero, que no pr&oacute;ximo dia 23 de mar&ccedil;o ser&aacute; beatificado, m&aacute;rtir e pastor reconhecido como homem de Deus que deu a vida pelo povo de El salvador na Am&eacute;rica Central.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com humildade, me permito viver e expressar um momento forte da vida. Agradecido pelo povo cubano que com gratuidade manifestou ser samaritano. Levo grande li&ccedil;&atilde;o para minha caminhada&#8230; Oxal&aacute; Deus me d&ecirc; ainda for&ccedil;as para entregar-me e retribuir a tantos que precisam de nossa solidariedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na noite desta quarta-feira, 18, acompanhado pelo colega padre Andr&eacute; Luiz de Negreiros regressei ao Brasil onde continuo cuidando da minha sa&uacute;de, enquanto retomo os trabalhos na sede das POM em Bras&iacute;lia (DF).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: POM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &nbsp; &nbsp; O diretor das Pontif&iacute;cias Obras Mission&aacute;rias (POM), padre Camilo Pauletti, viajou a Cuba, para participar do XI Encontro dos diretores nacionais das POM, do continente Americano. 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