{"id":2291,"date":"2015-03-29T00:00:00","date_gmt":"2015-03-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/o-que-se-celebra-na-semana-santa\/"},"modified":"2015-03-29T00:00:00","modified_gmt":"2015-03-29T00:00:00","slug":"o-que-se-celebra-na-semana-santa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/o-que-se-celebra-na-semana-santa\/","title":{"rendered":"O que se celebra na Semana Santa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Igreja Cat&oacute;lica abre liturgicamente, com o Domingo de Ramos e da Paix&atilde;o, a Semana Santa. Este Domingo, portanto, &eacute; a porta de abertura e de entrada da Semana Santa. De forma muito breve, podemos afirmar que as a&ccedil;&otilde;es lit&uacute;rgicas da Igreja s&atilde;o, ao mesmo tempo, a&ccedil;&otilde;es rememorativas (fazem mem&oacute;ria lit&uacute;rgica de um evento salv&iacute;fico), demonstrativas (atualizam seus efeitos salv&iacute;ficos) e progn&oacute;sticas (abrem as portas do futuro escatol&oacute;gico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Domingo de Ramos e da Paix&atilde;o os dois mist&eacute;rios centrais da vida de Jesus e, por conseguinte, da vida crist&atilde;, s&atilde;o rememorados, demonstrados e prognosticados. Na celebra&ccedil;&atilde;o da entrada triunfal de Jesus em Jerusal&eacute;m, a Igreja faz, solenemente, o an&uacute;ncio pascal da paix&atilde;o morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus. Vejamos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Primeiro, Paulo, na Carta aos Filipenses, descreve o esvaziamento de Jesus, ao assumir a condi&ccedil;&atilde;o de escravo, fazendo-se igual ao homem, obediente at&eacute; a morte de cruz (Fl 2,6-8). Marcos completa a tragicidade desta paix&atilde;o, ao afirmar que Jesus entra em Jerusal&eacute;m pequeno, humilde e pobre, montado num jumento (Mc 11,1-7). E em seguida, anuncia a sua paix&atilde;o com todos os detalhamentos que ela comporta (Mc 15,1-39).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo, por causa disto, diz tamb&eacute;m Paulo que Deus o exaltou e lhe deu o nome que est&aacute; acima de qualquer nome. E diante do nome de Jesus todo joelho se dobra no c&eacute;u, na terra e nos inferno e toda l&iacute;ngua proclama: Jesus Cristo &eacute; o Senhor para a gl&oacute;ria de Deus Pai (Fl 2,9-11). Marcos completa esta informa&ccedil;&atilde;o dizendo que o povo, ao ver Jesus entrar triunfalmente em Jerusal&eacute;m, estendeu seus mantos, espalhou seus ramos e gritou: Hosana (que literalmente significa: <em>&ldquo;d&aacute;-nos a salva&ccedil;&atilde;o&rdquo;<\/em>)! Domingos de Ramos e da Paix&atilde;o &eacute;, neste sentido, did&aacute;tico, catequ&eacute;tico, lit&uacute;rgico, pedag&oacute;gico e proped&ecirc;utico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo dos outros dias da Semana Santa, sobretudo a partir da quinta-feira santa, nas outras celebra&ccedil;&otilde;es adicionais, tais como a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o dos santos &oacute;leos, o lava-p&eacute;s, a adora&ccedil;&atilde;o eucar&iacute;stica, a via-sacra e a encena&ccedil;&atilde;o da paix&atilde;o, o mist&eacute;rio da morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus, ser&atilde;o rememorados, demonstrados e prognosticados. Descaremos, aqui, de forma muito breve, somente as tr&ecirc;s P&aacute;scoas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A P&aacute;scoa da Ceia:<\/strong> Na quinta-feira, celebramos a ceia do Senhor, a institui&ccedil;&atilde;o do mandamento do amor fraterno e do sacerd&oacute;cio ministerial. Jo&atilde;o, o evangelista, interpreta o sentimento mais profundo de Jesus, na &uacute;ltima ceia, com as seguintes palavras:<em> &ldquo;tendo Jesus amado os seus que estavam no mundo, amou-os at&eacute; o fim&rdquo;<\/em> (Jo 13,1)<em>.<\/em> Durante a ceia, Jesus cingiu-se com uma toalha e lavou os p&eacute;s dos disc&iacute;pulos. Em seguida, comeu a p&aacute;scoa com eles. Nesta celebra&ccedil;&atilde;o, comumente chamada de &ldquo;P&aacute;scoa da Ceia&rdquo;, Jesus se d&aacute; no p&atilde;o e no vinho. Seu corpo e seu sangue j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o mais seus. J&aacute; foram dados. Portanto, Jesus sai da ceia literalmente morto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;A P&aacute;scoa da Cruz:<\/strong> Na sexta-feira este sentimento de doa&ccedil;&atilde;o de Jesus chega ao seu &aacute;pice. Jesus n&atilde;o somente anuncia, introduz e simboliza, mas tamb&eacute;m realiza e expressa, de forma total e radical, esta sua sede de doa&ccedil;&atilde;o. &Eacute; na celebra&ccedil;&atilde;o da adora&ccedil;&atilde;o da cruz que a Igreja faz mem&oacute;ria lit&uacute;rgica da P&aacute;scoa da Cruz. Os evangelistas traduzem, com palavras muito fortes, o que aconteceu na hora da morte de Jesus, ao afirmar que houve uma celebra&ccedil;&atilde;o f&uacute;nebre, da qual participou inteiramente a cria&ccedil;&atilde;o: <em>&ldquo;uma escurid&atilde;o cobriu a terra, <\/em><em>o sol escondeu-se, o v&eacute;u do templo rasgou-se em dois, a terra tremeu, os mortos ressuscitaram&rdquo; <\/em>(Lc 23,45; Mc 15,38; Mt 27,51-52). Importante tamb&eacute;m foi a profiss&atilde;o de f&eacute; do centuri&atilde;o romano: <em>&ldquo;verdadeiramente este homem era Filho de Deus&rdquo; <\/em>(Mc 15,39). A morte na cruz, segundo o papa em&eacute;rito Bento XVI, <em>&ldquo;&eacute; um acontecimento c&oacute;smico e lit&uacute;rgico&rdquo;<\/em>. Depois disso, inicia-se o grande sil&ecirc;ncio lit&uacute;rgico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A P&aacute;scoa da Ressurrei&ccedil;&atilde;o:<\/strong> Todos os sentimentos de luto, de vig&iacute;lia, vividos em profundo esp&iacute;rito de contri&ccedil;&atilde;o, como&ccedil;&atilde;o, obedi&ecirc;ncia, luto e ora&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o quebrados pelos brados de alegria e de aleluia, cantados nesta da vig&iacute;lia pascal que, segundo Santo Agostinho, &eacute; a m&atilde;e de todas as vig&iacute;lias. O clima lit&uacute;rgico se transforma totalmente quando a comunidade crist&atilde; proclama, solenemente, a ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus. Trata-se, pois, de uma solene celebra&ccedil;&atilde;o de vig&iacute;lia. Destacamos aqui a celebra&ccedil;&atilde;o da luz, da &aacute;gua, da renova&ccedil;&atilde;o das promessas batismais, da Palavra, em abund&acirc;ncia, na qual se faz mem&oacute;ria da cria&ccedil;&atilde;o, da liberta&ccedil;&atilde;o do Egito e em crescendo, se passa por todas as fases salientes da hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o, at&eacute; chegar &agrave; gl&oacute;ria da ressurrei&ccedil;&atilde;o. Quem chega a crer na ressurrei&ccedil;&atilde;o, cr&ecirc; no mist&eacute;rio final e sublime da f&eacute; crist&atilde; e chega ao ponto mais alto da espiritualidade crist&atilde;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; tudo isto que celebramos na Semana Santa. Depois desta solene noite santa, tudo passa a ser P&aacute;scoa, ressurrei&ccedil;&atilde;o e vida nova, at&eacute; que se complete cinquenta dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent&atilde;o, boa Semana Santa para todos n&oacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>* Dom Pedro Brito Guimar&atilde;es, arcebispo de Palmas (TO)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &nbsp; A Igreja Cat&oacute;lica abre liturgicamente, com o Domingo de Ramos e da Paix&atilde;o, a Semana Santa. Este Domingo, portanto, &eacute; a porta de abertura e de entrada da Semana Santa. 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