{"id":2214,"date":"2015-05-12T00:00:00","date_gmt":"2015-05-12T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/jovens-negros-sao-as-principais-vitimas-da-violencia-no-brasil\/"},"modified":"2015-05-12T00:00:00","modified_gmt":"2015-05-12T00:00:00","slug":"jovens-negros-sao-as-principais-vitimas-da-violencia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/jovens-negros-sao-as-principais-vitimas-da-violencia-no-brasil\/","title":{"rendered":"Jovens negros s\u00e3o as principais v\u00edtimas da viol\u00eancia no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um indicador in&eacute;dito, o chamado <a href=\"http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0023\/002329\/232972POR.pdf\">&Iacute;ndice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) &#8211; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial<\/a>,&nbsp;mostra que a cor da pele dos jovens est&aacute; diretamente relacionada ao risco de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia a que est&atilde;o submetidos. O novo &iacute;ndice foi calculado com base em cinco categorias: mortalidade por homic&iacute;dios, mortalidade por acidentes de tr&acirc;nsito, frequ&ecirc;ncia &agrave; escola e situa&ccedil;&atilde;o de emprego, pobreza no munic&iacute;pio e desigualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat&oacute;rio &eacute; resultado de parceria entre a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, o F&oacute;rum Brasileiro de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica, o Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a e a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (UNESCO) no Brasil. O IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial ser&aacute; utilizado pelo Plano Juventude Viva, da Secretaria Nacional de Juventude, para orientar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia contra jovens no pa&iacute;s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alagoas &eacute; o estado com maior IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial: 0,608, na escala de 0 a 1. Isso significa que Alagoas &eacute; o estado onde os jovens negros de 12 a 29 anos est&atilde;o mais vulner&aacute;veis &agrave; viol&ecirc;ncia. No extremo oposto, S&atilde;o Paulo &eacute; o estado em melhor situa&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, com o menor &iacute;ndice entre as 27 unidades da federa&ccedil;&atilde;o: 0,200.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"float: left;\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_15\/01\/0%200%200%200%20negra%201.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" border=\"0\" \/>O relat&oacute;rio considera que quatro estados brasileiros est&atilde;o na categoria de vulnerabilidade muito alta, com &iacute;ndices acima de 0,500: Alagoas, Para&iacute;ba, Pernambuco e Cear&aacute;. Outras cinco unidades da federa&ccedil;&atilde;o apresentam baixa vulnerabilidade, com &iacute;ndices abaixo de 0,300: S&atilde;o Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Distrito Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao analisar especificamente as taxas de homic&iacute;dios de brancos e negros, o levantamento mostra que a Para&iacute;ba &eacute; o estado com maior risco relativo por ra&ccedil;a\/cor. Assim, um jovem negro corre risco 13,4 vezes maior que um jovem branco de ser assassinado na Para&iacute;ba. Pernambuco tem a segunda maior taxa de risco relativo de homic&iacute;dios de jovens negros em rela&ccedil;&atilde;o a jovens brancos (11,57), seguido por Alagoas (8,75).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora esteja na faixa de baixa vulnerabilidade do IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial, o Distrito Federal &eacute; a unidade da federa&ccedil;&atilde;o com o quarto maior &iacute;ndice de risco, no que diz respeito a homic&iacute;dios de jovens negros. No DF, o risco de um jovem negro ser assassinado &eacute; 6,5 vezes maior que um branco. J&aacute; o Paran&aacute; &eacute; a &uacute;nica unidade da federa&ccedil;&atilde;o onde um jovem branco corre mais risco de ser assassinado que um jovem negro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados de homic&iacute;dios foram obtidos no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es de Mortalidade (SIM), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Segundo o levantamento, o Nordeste &eacute; a regi&atilde;o com maior dist&acirc;ncia entre a taxa de homic&iacute;dios de jovens negros e brancos. Em 2012, foram assassinados 87 jovens negros para cada grupo de 100 mil jovens negros na regi&atilde;o, ante 17,4 jovens brancos para cada grupo de 100 mil jovens brancos. Em outras palavras, o risco de um jovem negro nordestino ser assassinado era quase quatro vezes maior que um jovem branco nordestino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo fez uma simula&ccedil;&atilde;o, excluindo a desigualdade racial no c&aacute;lculo das taxas de assassinatos de jovens no Brasil. O objetivo foi aferir o impacto da desigualdade racial na vulnerabilidade juvenil &agrave; viol&ecirc;ncia. Assim, na hip&oacute;tese de que a taxa de homic&iacute;dios de jovens negros igualasse a de jovens brancos, o IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial diminuiria at&eacute; 9,8%, como ficou demonstrado na simula&ccedil;&atilde;o realizada no Distrito Federal. Em Alagoas, o impacto seria uma redu&ccedil;&atilde;o de 9,2% do &iacute;ndice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"float: right;\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_15\/01\/0%200%200%200%200%200%20negro.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" border=\"0\" \/>O estudo calculou ainda o IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial referente ao ano de 2007, o que permitiu comparar a realidade de 2007 com a de 2012. O Piau&iacute; foi o estado em que o &iacute;ndice mais cresceu, isto &eacute;, onde houve uma piora de 25,9% no tocante &agrave; maior vulnerabilidade de negros. O &iacute;ndice piauiense passou de 0,379 (em 2007) para 0,477 (em 2012). Realidade bem diferente viveu o Rio de Janeiro, cujo &iacute;ndice teve a maior queda do pa&iacute;s: &ndash; 43,3% (de 0,545, em 2007, para 0,309, em 2012).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento apresenta tamb&eacute;m um outro conjunto de dados referentes ao &Iacute;ndice de Vulnerabilidade Juvenil &agrave; Viol&ecirc;ncia (IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia). Criado em 2008, esse indicador foi agora atualizado com dados de 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia cobre a mesma faixa et&aacute;ria do IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial (popula&ccedil;&atilde;o dos 12 aos 29 anos) e foi calculado apenas para 288 munic&iacute;pios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Quase todas as dimens&otilde;es analisadas no IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial est&atilde;o presentes no IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia. A &uacute;nica de fora &eacute; a ra&ccedil;a\/cor das v&iacute;timas de homic&iacute;dios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tocante ao IVJ &ndash; Viol&ecirc;ncia, o estudo classificou 37 munic&iacute;pios na categoria de muito alta vulnerabilidade, sendo Cabo de Santo Agostinho (PE) a cidade onde a juventude estava mais vulner&aacute;vel &agrave; viol&ecirc;ncia, com &iacute;ndice de 0,651, na escala at&eacute; 1. O munic&iacute;pio em melhor situa&ccedil;&atilde;o era S&atilde;o Caetano do Sul (SP), com &iacute;ndice 0,174, o mais baixo verificado nas 288 cidades analisadas.<\/p>\n<p>Fonte: POM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &nbsp; Um indicador in&eacute;dito, o chamado &Iacute;ndice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ) &#8211; Viol&ecirc;ncia e Desigualdade Racial,&nbsp;mostra que a cor da pele dos jovens est&aacute; diretamente relacionada ao risco de exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2372,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2214"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2214"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2214\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2372"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}