{"id":2155,"date":"2015-05-29T00:00:00","date_gmt":"2015-05-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mapa-da-fome-bolsoes-de-pobreza-estao-na-africa-e-na-asia\/"},"modified":"2015-05-29T00:00:00","modified_gmt":"2015-05-29T00:00:00","slug":"mapa-da-fome-bolsoes-de-pobreza-estao-na-africa-e-na-asia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/mapa-da-fome-bolsoes-de-pobreza-estao-na-africa-e-na-asia\/","title":{"rendered":"Mapa da fome: bols\u00f5es de pobreza est\u00e3o na \u00c1frica e na \u00c1sia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat&oacute;rio anual das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a fome no mundo foi apresentado na&nbsp;ter&ccedil;a-feira, 26, na sede da FAO, em Roma. Bols&otilde;es de fome se concentram na &Aacute;frica e na &Aacute;sia em contraste com outras regi&otilde;es que j&aacute; atingiram a meta de desenvolvimento do mil&ecirc;nio em reduzir pela metade o n&uacute;mero de famintos nos &uacute;ltimos 25 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"float: right;\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_15\/01\/0%200%200%200%200%20fao.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" border=\"0\" \/>O Brasil est&aacute; fora do mapa da fome desde o ano passado. O Diretor-Geral da FAO, Jos&eacute; Graziano da Silva, destaca os programas que se tornaram modelos da pol&iacute;tica externa brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As estimativas indicam que hoje 795 milh&otilde;es de pessoas ainda passam fome no mundo. Na &uacute;ltima d&eacute;cada, contudo, mais de 167 milh&otilde;es sa&iacute;ram do mapa da fome. No total, em 25 anos, o n&uacute;mero de famintos foi reduzido em 216 milh&otilde;es. A &Aacute;frica, todavia, tem hoje de acordo com a FAO, mais de 220 milh&otilde;es de pessoas famintas, o que representa 23% da popula&ccedil;&atilde;o do continente. Enquanto o mundo caminha para erradicar a fome, velhos problemas bloqueiam o progresso africano, afirmou o diretor geral da FAO, Jos&eacute; Graziano da Silva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;N&oacute;s temos algumas regi&otilde;es que, definitivamente, ficaram para tr&aacute;s: o oeste asi&aacute;tico, basicamente os pa&iacute;ses que est&atilde;o em conflito e a &Aacute;frica central subsaariana, s&atilde;o as regi&otilde;es que concentram a fome no mundo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&Aacute;frica flagelada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo como relat&oacute;rio da fome no mundo deste ano, 72 de 129 pa&iacute;ses em desenvolvimento atingiram a meta de desenvolvimento do mil&ecirc;nio em reduzir pela metade o n&uacute;mero de famintos a partir de 1990. Muitos destes pa&iacute;ses est&atilde;o, paradoxalmente, no continente africano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Na costa atl&acirc;ntica da &Aacute;frica, n&oacute;s temos pa&iacute;ses como Angola e tamb&eacute;m Cabo Verde que fizeram progressos not&aacute;veis nos &uacute;ltimos anos. Alguns pa&iacute;ses que foram destru&iacute;dos pela guerra civil, caso de Angola, que se recuperaram, e que utilizaram os recursos da produ&ccedil;&atilde;o mineral entre elas o petr&oacute;leo, para promover o desenvolvimento, inclusive o desenvolvimento rural&rdquo;.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"float: left;\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_15\/01\/0%200%200%200%200fome%20africa.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" border=\"0\" \/>Os pa&iacute;ses africanos se comprometeram ao assinar o Tratado de Maputo, em 2003, investir 10% do or&ccedil;amento em desenvolvimento de agricultura o que teria reflexos diretos na luta contra a fome. Todavia, esse percentual n&atilde;o chegou, em m&eacute;dia, a sequer a 2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Toda a &Aacute;frica tem este potencial, a &Aacute;frica hoje precisa de paz em primeiro lugar, mas precisa tamb&eacute;m de um desenvolvimento mais inclusivo, de um compromisso maior dos governantes com o desenvolvimento interno de seus pa&iacute;ses&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<strong>Desenvolvimento rural<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao recordar que a maior parte da produ&ccedil;&atilde;o na &Aacute;frica vem dos pequenos produtores rurais, especialmente mulheres, Graziano destaca uma iniciativa que deu certo no Brasil e que, aos poucos, come&ccedil;a a ser implementada no continente africano por meio de programas da FAO. O programa PAA, Compras de Africanos para a &Aacute;frica, tem garantido que parte da produ&ccedil;&atilde;o destes pequenos agricultores seja vendida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;A aquisi&ccedil;&atilde;o direta do governo por um pre&ccedil;o justo diretamente dos agricultores familiares veio propiciar o acesso ao mercado que eles n&atilde;o tinham. Isso hoje tem muito &ecirc;xito na &Aacute;frica e n&oacute;s estamos preparando para implementar em outros pa&iacute;ses da &Aacute;sia como, por exemplo, o Timor-Leste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Modelo brasileiro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil est&aacute; fora do mapa da fome desde 2014. O Pa&iacute;s agora se prepara para cumprir uma agenda de desenvolvimento sustent&aacute;vel internacional que prev&ecirc;, entre outros compromissos, a erradica&ccedil;&atilde;o completa da fome no mundo at&eacute; 2050.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Sem d&uacute;vida uma das experi&ecirc;ncia mais exitosas que n&oacute;s temos para mostrar ao mundo &eacute; o caso brasileiro: pela rapidez com a qual se logrou &ndash; praticamente &ndash; erradicar a fome e pela amplitude, atingiu todo o Pa&iacute;s. O Brasil tem hoje um n&uacute;mero insignificante (de famintos) para n&oacute;s, menos de 5% da popula&ccedil;&atilde;o, localizado em algumas regi&otilde;es muito espec&iacute;ficas. Isso se deve a um conjunto de pol&iacute;ticas ativas promovidas pelo governo antes sob a bandeira do Fome Zero e hoje Brasil sem Mis&eacute;ria. Isso inclui a busca ativa, por exemplo, uma pol&iacute;tica inovadora de ir atr&aacute;s das pessoas que precisam, n&atilde;o ficar esperando que elas venham bater na porta do governo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Graziano considera &ldquo;&iacute;cones da pol&iacute;tica externa do Brasil&rdquo; programas que hoje s&atilde;o adaptados &agrave;s mais diversas realidades nacionais em v&aacute;rias partes do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;O programa de merenda escolar que &eacute; adotado em praticamente toda a Am&eacute;rica Latina, baseado na experi&ecirc;ncia brasileira, outros j&aacute; implementando compras locais &ndash; de prefer&ecirc;ncia na agricultura familiar. E o PAA que &eacute;, sem d&uacute;vida, o programa mais exitoso de agricultura familiar&rdquo;. (RB)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: POM<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem2] &nbsp; O relat&oacute;rio anual das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a fome no mundo foi apresentado na&nbsp;ter&ccedil;a-feira, 26, na sede da FAO, em Roma. Bols&otilde;es de fome se concentram na &Aacute;frica e na &Aacute;sia&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2411,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2155"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2155"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2155\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2411"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2155"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2155"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2155"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}