{"id":204,"date":"2017-11-12T00:00:00","date_gmt":"2017-11-12T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/32-domingo-do-tempo-comum-o-azeite-da-vida-que-se-consome-iluminando\/"},"modified":"2017-11-12T00:00:00","modified_gmt":"2017-11-12T00:00:00","slug":"32-domingo-do-tempo-comum-o-azeite-da-vida-que-se-consome-iluminando","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/32-domingo-do-tempo-comum-o-azeite-da-vida-que-se-consome-iluminando\/","title":{"rendered":"32\u00ba Domingo do Tempo Comum &#8211; O Azeite da vida que se consome iluminando"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><i><br \/><\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><i>&ldquo;As previdentes levaram vasilhascom azeite junto com as l&acirc;mpadas&rdquo;<\/i><\/b> (Mt 25,4)<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Os textos destes &uacute;ltimos domingosdo ano lit&uacute;rgico nos convidam a velar, a estar preparados, a viver despertos.Deus n&atilde;o nos espera no final do caminho para nos submeter a um ju&iacute;zo; Ele est&aacute;dentro de n&oacute;s todos os instantes de nossa vida, inspirando-nos, para quepossamos viver com mais plenitude e sentido. Interpretar a par&aacute;bola destedomingo(32&ordm; Dom TC) no sentido de que devemos estar preparados para o dia damorte &eacute; falsificar o evangelho. Esperar passivamente uma vinda futura de Jesusn&atilde;o tem sentido, pois Ele j&aacute; disse a seus disc&iacute;pulos: &ldquo;Eu estarei convoscotodos os dias, at&eacute; o fim do mundo&rdquo;. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A par&aacute;bola n&atilde;o est&aacute; centrada nofim, mas na inutilidade de uma espera que n&atilde;o &eacute; acompanhada de uma atitude deamor e de servi&ccedil;o. As l&acirc;mpadas devem estar sempre acesas; se esperamos paraprepar&aacute;-las no &uacute;ltimo momento, perderemos a oportunidade de entrar para a festade casamento. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A ideia que muitas vezes temos deuma vida futura esvazia a vida presente at&eacute; o ponto de reduzi-la a uma inc&ocirc;moda&ldquo;sala de espera&rdquo;. A preocupa&ccedil;&atilde;o pelo &ldquo;mais al&eacute;m&rdquo; nos impede assumir com maisintensidade o tempo que nos cabe viver. A vida presente tem pleno sentido porsi mesma. O que projetamos para o futuro j&aacute; est&aacute; acontecendo aqui e agora, eest&aacute; ao nosso alcance; aqui e agora podemos viver a eternidade, j&aacute; que podemosnos conectar com o que h&aacute; de Deus em n&oacute;s; aqui e agora podemos alcan&ccedil;ar nossaplenitude, porque sendo morada de Deus, temos tudo ao alcance da m&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A &ldquo;chave de leitura&rdquo; da par&aacute;bola&ldquo;das dez virgens&rdquo; est&aacute; na falta de azeite para que as l&acirc;mpadas possampermanecer acesas. O relato &eacute; tirado da vida cotidiana. Depois de um ano oumais de noivado, celebrava-se a festa de casamento, que consistia em conduzir anoiva &agrave; casa do noivo, onde acontecia o banquete. Esta cerim&ocirc;nia n&atilde;o tinha umcar&aacute;ter religioso. O noivo, acompanhado de seus amigos e parentes, ia &agrave; casa danoiva para busc&aacute;-la e conduzi-la &agrave; sua pr&oacute;pria casa; na casa da noiva,encontravam-se suas amigas que a acompanhariam no trajeto e participariam dafesta. Todos estes rituais come&ccedil;avam com o p&ocirc;r-do-sol e avan&ccedil;avam noiteadentro, da&iacute; a necessidade das l&acirc;mpadas para poder caminhar. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A import&acirc;ncia do relato n&atilde;o est&aacute;no noivo, nem na noiva, nem sequem nas acompanhantes. O que o relato destaca &eacute;a luz. A luz &eacute; mais importante porque o que determina a entrada no banquete &eacute;que as jovens tenham as l&acirc;mpadas acesas. Uma acompanhante sem luz n&atilde;o tinhacomo fazer parte no cortejo nupcial. Pois bem, para que uma lamparina consigailuminar &eacute; preciso ter azeite. Aqui est&aacute; o ponto chave. O importante &eacute; a luz,mas o que &eacute; preciso para aliment&aacute;-la &eacute; o azeite. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Que &eacute; o azeite que alimenta alamparina? S&atilde;o as reservas insond&aacute;veis de potencialidades criativas, derecursos inspiradores, de dinamismos vitais, de for&ccedil;as latentes, de energiassadias, de desejos oblativos&#8230; presentes nas profundezas do cora&ccedil;&atilde;o humano, eque o impulsionam a viver em sintonia com tudo o que acontece ao seu redor; oazeite &eacute; constitu&iacute;do pelas riquezas do pr&oacute;prio ser, as beatitudes originais, asintui&ccedil;&otilde;es, os valores&#8230; que alimentam a autonomia, a autoria, a criatividade,a iniciativa, o esp&iacute;rito de busca, a capacidade de sonhar&#8230; Trata-se do&ldquo;tesouro do ser&rdquo;, conservado em sua mensagem essencial, e que pode tornar-se aenergia que alimenta a luz da vida, a sabedoria da pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia; o azeite&eacute; tudo aquilo que &eacute; nutriente, fecundo, iluminante&#8230; e que se expressa comocont&iacute;nua fonte de renova&ccedil;&atilde;o; azeite &eacute; vida interior expansiva que se revela eque se consome nos encontros, na intera&ccedil;&atilde;o e na comunh&atilde;o com os outros&#8230;; emresumo, azeite &eacute; o que h&aacute; de mais divino no interior de cada um, que precisaser descoberto, reconhecido e ativado para tornar-se luz. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">No entanto, s&oacute; quem vive a partirdas ra&iacute;zes do pr&oacute;prio ser, s&oacute; quem tem acesso &agrave; pr&oacute;pria interioridade, descobrea presen&ccedil;a do azeite que pode ser ativado para dar um novo significado esentido &agrave; pr&oacute;pria vida. &Eacute; isso que a par&aacute;bola do evangelho de hoje nos alerta:&eacute; preciso estar desperto e sintonizado com o azeite interior para poderalimentar a luz da vida e corresponder &agrave;s vozes surpreendentes que v&atilde;osurgindo.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&ldquo;No meio da noite ouviu-se umgrito: eis que chega o noivo! Sa&iacute; ao seu encontro&rdquo;. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&Eacute; uma convoca&ccedil;&atilde;o urgente a sairdo sono da distra&ccedil;&atilde;o e da trivialidade que talvez nos tem aprisionado, durantemuito tempo, &agrave;quilo que &eacute; acess&oacute;rio e que nos provoca a viver &agrave; espera doessencial, atra&iacute;dos por um impulso que nos move por dentro, ou seja, o desejode vida plena. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Com os distra&iacute;dos n&atilde;o se pode irmuito longe; dizendo melhor; distra&iacute;dos s&atilde;o que vivem do momento e n&atilde;o pensamno depois. Seduzidos por est&iacute;mulos ambientais, envolvidos por apelos vindos defora, cativados pelas luzes artificiais, os distra&iacute;dos perdem a dire&ccedil;&atilde;o dafonte provedora de azeite em seu interior; dormem e acordam sem luz em suasvidas.. Quem anda distra&iacute;do, disperso e surfando na superf&iacute;cie de si mesmo,acaba perdendo as grandes oportunidades que a vida lhe oferece. Por isso, ser&ldquo;sensato&rdquo; &eacute; viver com sentido, atento e desperto &agrave;s surpresas da vida. Paraquem est&aacute; desperto, sua vida interior torna-se uma fonte inesgot&aacute;vel deenergia, de dinamismo e criatividade. Assim se entende porque as jovens prudentesn&atilde;o compartilhem o azeite com as imprudentes. N&atilde;o se trata de ego&iacute;smo: &eacute; que al&acirc;mpada n&atilde;o pode arder com o azeite do outro. A chama, &agrave; qual se refere apar&aacute;bola, n&atilde;o pode ser acesa com o azeite comprado ou emprestado.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Sabemos que o azeite s&oacute; iluminaquando se consome. Nossa vida revela pleno sentido e alcan&ccedil;a seu fim quandodesaparecemos, consumindo-nos no servi&ccedil;o aos outros. Quando a chama da vidaest&aacute; acesa, cresce em n&oacute;s a consci&ecirc;ncia de que somos luz na medida em que nosgastamos na nobre miss&atilde;o de iluminar nosso entorno, at&eacute; chegarmos a ser ceraderretida. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Vivemos imersos num oceano deluz; carregamos dentro a for&ccedil;a da luz. Ela sempre est&aacute; a&iacute;, dispon&iacute;vel; bastaabrir-nos a ela com a disposi&ccedil;&atilde;o de acolh&ecirc;-la e de fazer as transforma&ccedil;&otilde;es queela inspira. A Luz &eacute; for&ccedil;a fecundante, princ&iacute;pio ativo, condi&ccedil;&atilde;o indispens&aacute;velpara que haja vida. Somos luz quando expandimos nosso verdadeiro ser, ou seja,quando transcendemos e vamos mais al&eacute;m, desbloqueando as ricas possibilidades erecursos presentes em nosso interior. O que h&aacute; de luz em nosso interior podechegar aos outros atrav&eacute;s das obras. Toda a&ccedil;&atilde;o realizada com amor e compaix&atilde;o,&eacute; luz. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Encantam-nos os crist&atilde;osantenados que, cada dia, alimentam sua f&eacute;, sua esperan&ccedil;a com pequenas coisas,com pequenos detalhes e gestos de amor carregados de luz; cada dia, aprofundamum pouco mais na experi&ecirc;ncia do Evangelho, mantendo sempre suas l&acirc;mpadasacesas, atentos &agrave; passagem e &agrave;s pegadas de Deus por suas vidas; e, sobretudo,carregam sempre reservas de azeite para acolher com alegria a chegada surpresad&rsquo;Aquele que sempre est&aacute; vindo ao seu encontro. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Encantam-nos os crist&atilde;oscomprometidos que sabem que o azeite se consome, a f&eacute; se debilita, a esperan&ccedil;ase apaga e amor atrofia quando n&atilde;o s&atilde;o alimentados com o azeite sempre novo emreserva nos seus cora&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp;&nbsp; Mt 25,1-13 <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> Dentro de ti deves descobrir o azeite. Se o descobres,dar&aacute; luz que alumiar&aacute; teus passos. Essa chama, se &eacute; aut&ecirc;ntica, n&atilde;o pode seocultar, pois iluminar&aacute; tamb&eacute;m os outros, ativando neles a luz ainda escondida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Tens que descobrir teu pr&oacute;prioazeite; ningu&eacute;m pode te emprest&aacute;-lo, porque &eacute; tua pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Toda a vida se move de dentropara fora. Azeite que se consome na nobre miss&atilde;o de iluminar.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&#8211; Qual &eacute; o &ldquo;azeite original&rdquo; deteu interior, que inspira tua vida e te move a ser presen&ccedil;a iluminante? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por: Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;As previdentes levaram vasilhascom azeite junto com as l&acirc;mpadas&rdquo; (Mt 25,4) Os textos destes &uacute;ltimos domingosdo ano lit&uacute;rgico nos convidam a velar, a estar preparados, a viver despertos.Deus n&atilde;o nos espera no final&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}