{"id":2028,"date":"2015-07-08T00:00:00","date_gmt":"2015-07-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/o-forum-social-do-papa-os-movimentos-populares-sacodem-as-consciencias-e-os-governos\/"},"modified":"2015-07-08T00:00:00","modified_gmt":"2015-07-08T00:00:00","slug":"o-forum-social-do-papa-os-movimentos-populares-sacodem-as-consciencias-e-os-governos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/o-forum-social-do-papa-os-movimentos-populares-sacodem-as-consciencias-e-os-governos\/","title":{"rendered":"O f\u00f3rum social do papa: &#8221;Os movimentos populares sacodem as consci\u00eancias e os governos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Terra, casa e trabalho. Direitos sagrados. Bens prim&aacute;rios. O encontro dos movimentos populares que, nos dias 7 a 9 de julho, ser&aacute; realizado em <strong>Santa Cruz de la Sierra<\/strong>, na <strong>Bol&iacute;via<\/strong>, e concluir&aacute; com o discurso do <strong>Papa Francisco<\/strong>, colocar&aacute; essa problem&aacute;tica no centro e ser&aacute; um momento importante da visita papal nestas regi&otilde;es da <strong>Am&eacute;rica do Sul<\/strong>.&#8221; Para o cardeal ganense <strong>Peter Turkson<\/strong>, presidente do <strong>Pontif&iacute;cio Conselho da Justi&ccedil;a e da Paz<\/strong> que, em conjunto com a <strong>Pontif&iacute;cia Academia das Ci&ecirc;ncias Sociais<\/strong>, colaboram com a realiza&ccedil;&atilde;o desse evento, trata-se de um fato especialmente significativo neste momento para a <strong>Am&eacute;rica Latina<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A reuni&atilde;o dessas organiza&ccedil;&otilde;es populares formadas por campesinos, catadores, trabalhadores prec&aacute;rios, migrantes, agricultores sem-terra, moradores das periferias urbanas e em assentamentos informais, coordenada pelo advogado argentino Juan Grabois, &eacute; uma sequ&ecirc;ncia ao primeiro e in&eacute;dito encontro com os diversos delegados dessas realidades de marginaliza&ccedil;&atilde;o realizado no Vaticano em outubro passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um fato not&aacute;vel, &#8220;sem precedentes&#8221;, que j&aacute; foi comentado positivamente pelos diversos l&iacute;deres que participaram da reuni&atilde;o vaticana e se preparam para viajar para a <strong>Bol&iacute;via<\/strong> nos pr&oacute;ximos dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em <strong>Santa Cruz de la Sierra<\/strong>, a cidade industrial por excel&ecirc;ncia da <strong>Bol&iacute;via<\/strong>, eles ser&atilde;o mais de 1.500, a maioria provenientes do <strong>Brasil<\/strong> e da <strong>Argentina<\/strong>, mas tamb&eacute;m do <strong>Chile<\/strong>, <strong>Costa Rica<\/strong>, <strong>Col&ocirc;mbia<\/strong>, <strong>Haiti<\/strong>, <strong>Rep&uacute;blica Dominicana<\/strong>,<strong>M&eacute;xico<\/strong>, <strong>Equador<\/strong>, <strong>El Salvador<\/strong>, com cinco delega&ccedil;&otilde;es dos <strong>Estados Unidos<\/strong>, duas de <strong>It&aacute;lia<\/strong>, quatro da <strong>&Iacute;ndia<\/strong> e duas do<strong>Qu&ecirc;nia<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os delegados, incluindo o brasileiro Jo&atilde;o Pedro St&eacute;dile, hist&oacute;rico coordenador do <strong>Movimento dos Sem-Terra<\/strong>, agradeceram a <strong>Francisco<\/strong> pelo seu acompanhamento e pela sua proximidade &#8220;n&atilde;o s&oacute; em rela&ccedil;&atilde;o aos que sofrem a injusti&ccedil;a, mas tamb&eacute;m em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que se organizam e lutam para super&aacute;-la&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O primeiro encontro foi fortemente desejado pelo papa, por causa do seu conhecimento pessoal dessas realidades e de alguns dos seus l&iacute;deres na <strong>Argentina<\/strong>&#8220;, explica o cardeal <strong>Turkson<\/strong>. &#8220;E, naquela reuni&atilde;o, com clareza, ele expressava o seu desejo e o seu projeto, antecipando alguns dos motivos da sua enc&iacute;clica.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco enquadrou o evento, a sua natureza e os seus objetivos com estas palavras: &#8220;Este nosso encontro n&atilde;o responde a uma ideologia (&hellip;) N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel abordar o esc&acirc;ndalo da pobreza promovendo estrat&eacute;gias de conten&ccedil;&atilde;o que unicamente tranquilizem e convertam os pobres em seres domesticados e inofensivos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Este nosso encontro &ndash; continuava o papa &ndash; responde a um anseio muito concreto, algo que qualquer pai, qualquer m&atilde;e quer para os seus filhos; um anseio que deveria estar ao alcance de todos, mas que hoje vemos com tristeza cada vez mais longe da maioria: terra, teto e trabalho. &Eacute; estranho, mas, se eu falo disso para alguns, significa que o papa &eacute; comunista. N&atilde;o se entende que o amor pelos pobres est&aacute; no centro do Evangelho. Terra, teto e trabalho &ndash; isso pelo qual voc&ecirc;s lutam &ndash; s&atilde;o direitos sagrados. Reivindicar isso n&atilde;o &eacute; nada raro, &eacute; a doutrina social da Igreja.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Queremos que se ou&ccedil;a a sua voz, que, em geral, se escuta pouco&#8221;, disse ainda Francisco, porque perturba, incomoda e porque se tem medo da mudan&ccedil;a que ela exige.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Para n&oacute;s &ndash; destaca o presidente da <strong>Justi&ccedil;a e da Paz<\/strong> &ndash; foi muito importante ouvir esses grupos para compreender as causas da multiplica&ccedil;&atilde;o dos exclu&iacute;dos no mundo e para entender a sua perspectiva de solu&ccedil;&atilde;o das diversas situa&ccedil;&otilde;es. N&oacute;s n&atilde;o os convidamos aqui para &acute;que n&oacute;s instru&iacute;ssemos, educ&aacute;ssemos ou formul&aacute;ssemos solu&ccedil;&otilde;es para eles. Ouvimos o que eles t&ecirc;m a dizer, e, assim, tamb&eacute;m se tratou de reconhec&ecirc;-los como protagonistas, promovendo a rede dos contatos entre os diversos grupos que nos leva agora a esse segundo encontro na Bol&iacute;via.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, nesse contexto, o que ele quer significar? &#8220;No contexto desta viagem, ele serve principalmente para despertar. Para despertar os governos e as consci&ecirc;ncias. Por que h&aacute; tantos cidad&atilde;os que, apesar da presen&ccedil;a de estruturas e de um governo democr&aacute;tico, encontram-se nessa situa&ccedil;&atilde;o de marginaliza&ccedil;&atilde;o? Por que se amplia esse fen&ocirc;meno da exclus&atilde;o? E por que, ent&atilde;o, h&aacute; espa&ccedil;o para esses movimentos? Devemos nos perguntar isso. Devemos fazer essas interroga&ccedil;&otilde;es com clareza.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que a Igreja pode fazer? &#8220;A Igreja, em primeiro lugar, ouve essas pessoas, porque &eacute; chamada para estar atenta &agrave; realidade das pessoas e, por isso, acompanha esses grupos s&atilde;o um sinal de resgate da pr&oacute;pria dignidade. O nosso convite &ndash; explica o cardeal &#8211; &eacute; a n&atilde;o se resignar. Se algu&eacute;m se encontra na situa&ccedil;&atilde;o de estar sem casa, sem terra e sem trabalho, n&atilde;o pode se resignar, n&atilde;o pode dizer &#8216;este &eacute; o meu destino&#8217;, porque esse n&atilde;o &eacute; o destino de ningu&eacute;m. Todos fomos criados com a voca&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: IHU<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem1] &nbsp; &#8220;Terra, casa e trabalho. Direitos sagrados. Bens prim&aacute;rios. 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