{"id":2019,"date":"2015-07-10T00:00:00","date_gmt":"2015-07-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/papa-francisco-se-reune-com-movimentos-populares-na-bolivia\/"},"modified":"2015-07-10T00:00:00","modified_gmt":"2015-07-10T00:00:00","slug":"papa-francisco-se-reune-com-movimentos-populares-na-bolivia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/papa-francisco-se-reune-com-movimentos-populares-na-bolivia\/","title":{"rendered":"Papa Francisco se reune com movimentos populares na Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Precisamos e queremos uma mudan&ccedil;a, uma mudan&ccedil;a real, uma mudan&ccedil;a das estruturas&#8221;. Ao concluir o II Encontro dos Movimentos Populares em Santa Cruz de la Sierra, o Papa Francisco pronunciou o mais longo e contundente discurso&nbsp;desta sua nona viagem apost&oacute;lica internacional, denunciando a ambi&ccedil;&atilde;o desenfreada pelo dinheiro, as novas formas de colonialismo e as agress&otilde;es ao meio-ambiente. O Pont&iacute;fice afirmou que os &ldquo;tr&ecirc;s T&#8221; &#8211; terra, teto e trabalho&#8221; s&atilde;o direitos sagrados pelos quais vale a pena lutar e prop&ocirc;s tr&ecirc;s grandes tarefas aos movimentos populares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Necessidade de mudan&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao come&ccedil;ar falando da necessidade de mudan&ccedil;as, Francisco esclareceu que os problemas &#8220;t&ecirc;m uma matriz global&#8221; e que portanto dizem respeito &agrave; toda humanidade, chamando a aten&ccedil;&atilde;o de que s&oacute; reconhecemos que as coisas n&atilde;o v&atilde;o bem quando explodem as guerras, a viol&ecirc;ncia e a cria&ccedil;&atilde;o est&aacute; amea&ccedil;ada. O Papa reitera, que as diversas formas de exclus&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o quest&otilde;es isoladas, mas &#8220;t&ecirc;m um elo invis&iacute;vel&#8221; que as une, fruto de um sistema que &#8220;imp&otilde;e a l&oacute;gica do lucro a qualquer custo&#8221;, tornando-se uma situa&ccedil;&atilde;o insuport&aacute;vel para os camponeses, comunidades, povos e a irm&atilde; Terra, por isto, a necessidade de uma mudan&ccedil;a:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Queremos uma mudan&ccedil;a nas nossas vidas, nos nossos bairros, no vilarejo, na nossa realidade mais pr&oacute;xima; mas uma mudan&ccedil;a que toque tamb&eacute;m o mundo inteiro, porque hoje a interdepend&ecirc;ncia global requer respostas globais para os problemas locais. A globaliza&ccedil;&atilde;o da esperan&ccedil;a, que nasce dos povos e cresce entre os pobres, deve substituir&nbsp;esta globaliza&ccedil;&atilde;o da exclus&atilde;o e da indiferen&ccedil;a&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma mudan&ccedil;a positiva, redentora<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa explicou que a mudan&ccedil;a &#8220;que queremos e precisamos&#8221; &eacute; uma mudan&ccedil;a positiva, que nos fa&ccedil;a bem, &#8220;redentora&#8221;. &#8220;Verifiquei nas minhas viagens &#8220;que existe uma expectativa, uma busca forte, um anseio de mudan&ccedil;as em todos os povos do mundo&#8221;. E uma insatisfa&ccedil;&atilde;o, &#8220;e sobretudo tristeza&#8221;, reina mesmo &#8220;dentro da minoria (&#8230;) que pensa sair beneficiada deste sistema&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Dinheiro, o esterco do diabo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A terra, os povos e as pessoas est&atilde;o sendo castigados de forma quase selvagem, e por tr&aacute;s deste sofrimento est&aacute; o &#8220;esterco do diabo&#8221; (express&atilde;o usada por Bas&iacute;lio de Cesareia), &#8220;reina a ambi&ccedil;&atilde;o desenfreada do dinheiro&#8221;, e assim, &#8220;o servi&ccedil;o ao bem comum fica em segundo plano&#8221;:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando o capital se torna um &iacute;dolo e dirige as op&ccedil;&otilde;es dos seres humanos, quando a avidez do dinheiro domina todo o sistema socioecon&ocirc;mico, arru&iacute;na a sociedade, condena o homem, transforma-o em escravo, destr&oacute;i a fraternidade inter-humana, faz lutar povo contra povo e at&eacute;, como vemos, p&otilde;e em risco esta nossa casa comum&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O destino est&aacute; em vossas m&atilde;os<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o Papa, n&atilde;o basta assinalar as causas estruturais do drama social e ambiental contempor&acirc;neo, pois &#8220;j&aacute; sofremos de um certo excesso de diagn&oacute;stico&#8221;, que nos leva ao pessimismo e a pensar que nada podemos fazer al&eacute;m &#8220;de cuidar de n&oacute;s mesmos e dos pequenos c&iacute;rculo da fam&iacute;lia e dos amigos&#8221;. &#8220;O futuro da humanidade &#8211; exclamou o Papa, dirigindo-se aos mais humildes, explorados, pobres e exclu&iacute;dos &#8211; est&aacute; nas vossas m&atilde;os, na vossa capacidade de vos organizar e buscar alternativas criativas na busca di&aacute;ria dos &#8220;3 T&#8221; e na vossa participa&ccedil;&atilde;o como protagonistas nos grandes processos de mudan&ccedil;as nacionais, regionais e mundiais. N&atilde;o se acanhem!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Convers&atilde;o das atitudes do cora&ccedil;&atilde;o&nbsp;<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" style=\"float: right;\" src=\"http:\/\/img.cancaonova.com\/cnimages\/especiais\/uploads\/sites\/2\/2015\/07\/untitled-design-1.png\" alt=\"\" width=\"432\" height=\"324\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Francisco alertou, que uma &#8220;mudan&ccedil;a de estruturas que n&atilde;o seja acompanhada de uma convers&atilde;o sincera das atitudes e do cora&ccedil;&atilde;o, acaba a longo ou curto prazo por burocratizar-se, corromper-se e sucumbir&#8221;. Para evitar isto, enalteceu a &#8220;imagem do processo&#8221;, &#8220;onde a paix&atilde;o por semear, por regar serenamente e que outros ver&atilde;o florescer, substitui a ansiedade de ocupar todos os espa&ccedil;os de poder dispon&iacute;veis e de ver resultados imediatos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os hero&iacute;smos cotidianos, vividos muitas vezes na &#8220;crueza da tormenta humana&#8221;, o trabalho aparentemente insignificante, as lutas, o apego ao bairro, &agrave; terra, ao territ&oacute;rio, levam a assumir tarefas comuns motivadas pelo amor fraterno:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&#8220;A entrega, a verdadeira entrega nasce do amor pelos homens e mulheres, crian&ccedil;as e idosos, vilarejos e comunidades&#8230; Rostos e nomes que enchem o cora&ccedil;&atilde;o. A partir destas sementes de esperan&ccedil;a semeadas pacientemente nas periferias esquecidas do planeta, destes rebentos de ternura que lutam por subsistir na escurid&atilde;o da exclus&atilde;o, crescer&atilde;o grandes &aacute;rvores, surgir&atilde;o bosques densos de esperan&ccedil;a para oxigenar este mundo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O servi&ccedil;o da Igreja<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa encorajou os povos e suas organiza&ccedil;&otilde;es a constru&iacute;rem uma alternativa humana &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o exclusiva, com criatividade, sem perder o apego &agrave;s coisas pr&oacute;ximas, mas construindo sobre bases s&oacute;lidas, sobre as necessidades reais e a experi&ecirc;ncia. &#8220;V&oacute;s sois semeadores&#8221;, &#8220;mais cedo ou mais tarde vamos ver os frutos&#8221;. Neste sentido, o Santo Padre destacou o servi&ccedil;o da Igreja, que n&atilde;o deve ser alheia a este processo no an&uacute;ncio do Evangelho:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Muitos sacerdotes e agentes pastorais realizam uma tarefa imensa acompanhando e promovendo os exclu&iacute;dos em todo o mundo, ao lado de cooperativas, dando impulso a empreendimentos, construindo casas, trabalhando abnegadamente nas &aacute;reas da sa&uacute;de, desporto e educa&ccedil;&atilde;o. Estou convencido de que a coopera&ccedil;&atilde;o amistosa com os movimentos populares pode robustecer estes esfor&ccedil;os e fortalecer os processos de mudan&ccedil;a&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As tr&ecirc;s tarefas dos movimentos populares<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para esta &#8220;mudan&ccedil;a positiva&#8221; n&atilde;o existe uma receita. No entanto, o Papa prop&ocirc;s tr&ecirc;s grandes tarefas que requerem a decisiva contribui&ccedil;&atilde;o do conjunto dos movimentos populares: colocar a economia a servi&ccedil;os dos povos, unir os povos no caminho da paz e da justi&ccedil;a e defender a M&atilde;e Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A economia n&atilde;o deveria ser um mecanismo de acumula&ccedil;&atilde;o, mas a condigna administra&ccedil;&atilde;o da casa comum&#8221;, o que implica em &#8220;cuidar adequadamente os bens entre todos&#8221;, observou o Papa, explicando que uma &#8220;economia verdadeiramente comunit&aacute;ria, de inspira&ccedil;&atilde;o crist&atilde;&#8221; deveria garantir aos povos dignidade, prosperidade e civiliza&ccedil;&atilde;o em seus m&uacute;ltiplos aspectos, que al&eacute;m dos tr&ecirc;s &#8220;T&#8221;, envolvem acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; sa&uacute;de, &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas e culturais, ao esporte e &agrave; recrea&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Uma economia justa deve criar as condi&ccedil;&otilde;es para que cada pessoa possa gozar duma inf&acirc;ncia sem priva&ccedil;&otilde;es, desenvolver os seus talentos durante a juventude, trabalhar com plenos direitos durante os anos de atividade e ter acesso a uma digna aposenta&ccedil;&atilde;o na velhice. &Eacute; uma economia onde o ser humano, em harmonia com a natureza, estrutura todo o sistema de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de tal modo que as capacidades e necessidades de cada um encontrem um apoio adequado no ser social. V&oacute;s &ndash; e outros povos tamb&eacute;m &ndash; resumis este anseio duma maneira simples e bela: &laquo;viver bem&raquo;&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A justa distribui&ccedil;&atilde;o dos frutos da terra e do trabalho humano &#8211; afirmou o Pont&iacute;fice &#8211; n&atilde;o &eacute; uma mera filantropia. &Eacute; um dever moral. Para os crist&atilde;os, &eacute; um mandamento. &#8220;Trata-se de devolver aos pobres e &agrave;s pessoas o que lhes pertence&#8221;. Os movimento sociais, neste sentido, tem um papel essencial, n&atilde;o apenas exigindo e reclamando, mas criando: &#8220;V&oacute;s sois poetas sociais!&#8221;. E quando o Estado e organiza&ccedil;&otilde;es assumem juntos a miss&atilde;o dos &#8220;3 T&#8221;, ativam-se os princ&iacute;pios de solidariedade e subsidiariedade que permitem construir o bem comum numa democracia plena e participativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Unir os povos no caminho da paz e da justi&ccedil;a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Papa destacou que os povos do mundo querem ser art&iacute;fices de seu pr&oacute;prio destino e nenhum poder constitu&iacute;do tem o direito de privar os pa&iacute;ses pobres do pleno exerc&iacute;cio da sua soberania e quando o fazem, &#8220;vemos novas formas de colonialismo&#8221; que afetam as possibilidades de paz e de justi&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco volta-se para a realidade na Am&eacute;rica Latina, onde &#8220;os governos da regi&atilde;o juntaram seus esfor&ccedil;os para fazer respeitar a sua soberania&#8221;, &#8220;na forma como faziam os nossos antepassados&#8221;, para ent&atilde;o exortar os movimentos populares a &#8220;cuidar e fazer crescer esta unidade&#8221;, evitando toda divis&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novo colonialismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo colonialismo, nas suas diversas fisionomias &#8211; alertou o Papa &#8211; atenta contra este desenvolvimento humano equitativo e amea&ccedil;a a soberania dos pa&iacute;ses da &#8216;P&aacute;tria Grande&#8221; e de outras latitudes do planeta:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O novo colonialismo assume variadas fisionomias. &Agrave;s vezes, &eacute; o poder an&ocirc;nimo do &iacute;dolo dinheiro: corpora&ccedil;&otilde;es, credores, alguns tratados denominados &laquo;de livre com&eacute;rcio&raquo; e a imposi&ccedil;&atilde;o de medidas de &laquo;austeridade&raquo; que sempre apertam o cinto dos trabalhadores e dos pobres. Os bispos latino-americanos denunciam-no muito claramente, no documento de Aparecida&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb&eacute;m os monop&oacute;lios dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, como nova forma de colonialismo &#8211; denuncia o Papa &#8211; pretendem impor &#8220;padr&otilde;es alienantes de consumo e certa uniformidade cultural&#8221;. E devemos dizer n&atilde;o &agrave;s &#8220;velhas e novas formas de colonialismo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para resolver os graves problemas da humanidade, &eacute; necess&aacute;rio a intera&ccedil;&atilde;o entre Estados e povos, a n&iacute;vel internacional, frisou o Santo Padre. Mas esta intera&ccedil;&atilde;o, &#8220;n&atilde;o &eacute; imposi&ccedil;&atilde;o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perd&atilde;o pelos pecados da Igreja na coloniza&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Referindo-se aos &#8220;muitos graves pecados contra os povos nativos da Am&eacute;rica, em nome de Deus&#8221;, tamb&eacute;m Francisco, como fizeram seus predecessores, pediu perd&atilde;o, acrescentando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&ldquo;Pe&ccedil;o-vos tamb&eacute;m a todos, crentes e n&atilde;o crentes, que se recordem de tantos bispos, sacerdotes e leigos que pregaram e pregam a boa nova de Jesus com coragem e mansid&atilde;o, respeito e em paz; que, na sua passagem por esta vida, deixaram impressionantes obras de promo&ccedil;&atilde;o humana e de amor, pondo-se muitas vezes ao lado dos povos ind&iacute;genas ou acompanhando os pr&oacute;prios movimentos populares mesmo at&eacute; ao mart&iacute;rio. A Igreja, os seus filhos e filhas, fazem parte da identidade dos povos na Am&eacute;rica Latina. Identidade que alguns poderes, tanto aqui como noutros pa&iacute;ses, se empenham por apagar, talvez porque a nossa f&eacute; &eacute; revolucion&aacute;ria, porque a nossa f&eacute; desafia a tirania do &iacute;dolo dinheiro&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defesa da M&atilde;e terra<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A covardia em defender a casa comum, que est&aacute; sendo saqueada, devastada e vexada impunemente &eacute; um pecado grave, disse o Papa, que lamentou a falta de resultados nos sucessivos encontros internacionais sobre o tema. &#8220;N&atilde;o se pode permitir que certos interesses &#8211; que s&atilde;o globais, mas n&atilde;o universais&#8221;, se imponham, submetendo Estados e organismos internacionais , e continuem a destruir a cria&ccedil;&atilde;o&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao concluir, o Papa Francisco afirmou que &#8220;O futuro da humanidade n&atilde;o est&aacute; unicamente nas m&atilde;os dos grandes dirigentes, das grandes pot&ecirc;ncias e das elites. Est&aacute; fundamentalmente nas m&atilde;os dos povos; na sua capacidade de se organizarem e tamb&eacute;m nas suas m&atilde;os que regem, com humildade e convic&ccedil;&atilde;o, este processo de mudan&ccedil;a. Estou convosco&rdquo;. (JE)<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: R&aacute;dio Vaticano<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem2] &nbsp; &#8220;Precisamos e queremos uma mudan&ccedil;a, uma mudan&ccedil;a real, uma mudan&ccedil;a das estruturas&#8221;. 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