{"id":191,"date":"2017-11-26T00:00:00","date_gmt":"2017-11-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/34-domingo-solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo-realeza-que-se-revela-no-servico\/"},"modified":"2017-11-26T00:00:00","modified_gmt":"2017-11-26T00:00:00","slug":"34-domingo-solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo-realeza-que-se-revela-no-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/34-domingo-solenidade-de-nosso-senhor-jesus-cristo-rei-do-universo-realeza-que-se-revela-no-servico\/","title":{"rendered":"34\u00ba Domingo &#8211; Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo &#8211; Realeza que se revela no servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p><p class=\"MsoNormal\" align=\"center\" style=\"text-align:center\"><b><i>&ldquo;&#8230;todas as vezes que fizestesisso a um dos menores de meus irm&atilde;os, foi a mim que o fezestes&rdquo;<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Rei, t&iacute;tulo inapropriado paraAquele que tocou leprosos, que preferiu a companhia dos exclu&iacute;dos e n&atilde;o dospoderosos do povo, que lavou os p&eacute;s dos seus disc&iacute;pulos, que n&atilde;o tinha riquezanem poder&#8230; O senhorio de Jesus foi a do amor incondicional, do compromissocom os mais pobres e sofredores, da liberdade e da justi&ccedil;a, da solidariedade eda miseric&oacute;rdia&#8230; Com sua palavra e sua vida Ele afirmou que &ldquo;n&atilde;o veio paraser servido, mas para servir&rdquo;. Por isso, assumiu uma posi&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica frente atodo poder desumanizador.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A festa de &ldquo;Cristo Rei&rdquo;, queencerra o Ano Lit&uacute;rgico, pode ser ocasi&atilde;o prop&iacute;cia para &ldquo;transgredir&rdquo; nossaconcep&ccedil;&atilde;o de &ldquo;rei&rdquo; e &ldquo;reinado&rdquo;, e evitar um triunfalismo religioso, puraimita&ccedil;&atilde;o dos reis deste mundo que vivem &agrave;s custas da explora&ccedil;&atilde;o dos seuss&uacute;ditos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus nunca se proclamou rei; oque Ele fez foi colocar-se a servi&ccedil;o total do Reino, de forma que este foi ocentro mesmo de sua prega&ccedil;&atilde;o e de sua vida, a Causa pela qual estava apaixonadoe pela qual deu sua vida. Importa, pois, honrar a verdadeira identidade deJesus: Ele n&atilde;o foi rei, nem quis ser nunca, por mais que alguns crist&atilde;os creemque chamando-o assim prestam-lhe as devidas honras. A melhor honra que devemosprestar a Jesus &eacute; prolongar seu modo de ser e de viver. &Eacute; preciso voltar aJesus e sua Causa.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Se Jesus n&atilde;o foi reihistoricamente, nem se chamou rei, nem deixou que lhe chamasse assim, recusou ese retirou quando queriam faz&ecirc;-lo rei, tem sentido que n&oacute;s o aclamemos com esset&iacute;tulo? Por qu&ecirc;? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Jesus &eacute; Rei porque deixatransparecer sua &ldquo;realeza&rdquo;: o que &eacute; mais real, mais humano e divino, a suaverdade, seu ser verdadeiro&#8230; no mais profundo de si mesmo. Realeza que sevisibilizava no encontro com o outro. A partir de seu ser verdadeiro, Jesusdestravava e ativava a realeza escondida em cada um. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Este &eacute; o sentido profundo dot&iacute;tulo: ser Rei sem tomar o poder, sem exerc&ecirc;-lo com a for&ccedil;a das armas, sem apress&atilde;o da justi&ccedil;a legal, sem prest&iacute;gio, sem riqueza&#8230; Esta &eacute; a tarefa da novahumanidade, a promessa de um Reino do conhecimento verdadeiro, da igualdade eda justi&ccedil;a, da fraternidade e n&atilde;o viol&ecirc;ncia&#8230;, para que todos sejam reis, nosentido radical da palavra. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Segundo o relato de Mateus,quando chegar o momento supremo, a hora da verdade definitiva, a &uacute;nica coisaque ficar&aacute; de p&eacute;, o que somente ser&aacute; levado em conta como crit&eacute;rio de salva&ccedil;&atilde;oou perdi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o vai ser nem a piedade, nem a religiosidade, nem as pr&aacute;ticasespirituais, nem a f&eacute;, nem mesmo o que cada pessoa tiver feito ou deixado defazer para com Deus; o que vai ser considerado &eacute; apenas uma coisa, a saber: oque cada um tiver feito ou deixado de fazer para com os seres humanos. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A fundamenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; no fato deque Jesus se identifica com cada ser humano, de maneira especial com aquele quemais sofre, v&iacute;tima da viol&ecirc;ncia, da exclus&atilde;o, da pobreza, da humilha&ccedil;&atilde;o&#8230; Essaidentifica&ccedil;&atilde;o e essa fus&atilde;o de Jesus com os humanos (&ldquo;foi a mim que o fizestes&rdquo;)&eacute; t&atilde;o forte e t&atilde;o decisiva que, no momento do encontro definitivo com Ele, ocrit&eacute;rio para entrar no Reino n&atilde;o &eacute; o que cada pessoa fez ou deixou de fazer&ldquo;para&rdquo; Deus, mas o que ela fez ou deixou de fazer &ldquo;para&rdquo; os seus semelhantesque cruzaram o seu caminho e que clamaram por uma presen&ccedil;a solid&aacute;ria ecompassiva. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Na par&aacute;bola do &ldquo;ju&iacute;zo final&rdquo; n&atilde;o&eacute; casual que os casos ali mencionados s&atilde;o as situa&ccedil;&otilde;es mais baixas, maishumilhantes e as que mais detestamos, de acordo com o que neste mundo seconsidera necess&aacute;rio para ser uma pessoa de sucesso e que goza de uma vidac&ocirc;moda e digna: a comida, o vestu&aacute;rio, a sa&uacute;de, a liberdade e a legalidade dequem n&atilde;o &eacute; um estrangeiro ou um imigrante &ldquo;sem documentos&rdquo;. Essa lista desitua&ccedil;&otilde;es extremas refere-se &agrave; realidade de sofrimento e exclus&atilde;o. E Jesusassume como sua a dor de cada ser humano, pois, mediante sua Encarna&ccedil;&atilde;o, Ele seidentificou e se fundiu com o mais basicamente humano, com aquilo que &eacute; comum atodos os seres humanos, sem nenhuma distin&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Toda par&aacute;bola desperta resson&acirc;nciae causa impacto no nosso ser profundo; n&atilde;o &eacute; um relato perif&eacute;rico e neutro;escutar ou ler uma par&aacute;bola &eacute; sentir-se implicado nela ou, em outras palavras,toda par&aacute;bola deixa transparecer nossa real identidade; por isso, a par&aacute;bola do&ldquo;ju&iacute;zo final&rdquo; pode tamb&eacute;m ser lida em &ldquo;chave de interioridade&rdquo;: o que em mimest&aacute; exclu&iacute;do, faminto, desamparado, exilado, preso&#8230; e que precisa serintegrado e iluminado? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Mas a luz da par&aacute;bola desvelanosso eu interior e deixa transparecer tamb&eacute;m nossos pontos nutrientes,iluminantes&#8230; que ser&atilde;o fonte de salva&ccedil;&atilde;o para as dimens&otilde;es do nosso serprofundo que ainda permanecem na sombra da n&atilde;o aceita&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Por outro lado, precisamos deixarressoar em nosso &ldquo;eu profundo&rdquo; as palavras duras do Rei Eterno: &ldquo;Afastai-vos demim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos&rdquo;.Centrados em n&oacute;s mesmos e separados dos outros, vamos alimentando uma esp&eacute;ciede ego (for&ccedil;a diab&oacute;lica: for&ccedil;a que divide).&nbsp;Todo &ldquo;ego&rdquo; &eacute; possessivo e manifesta-se como um desejo insaci&aacute;vel deacumular, possuir, n&atilde;o compartilhar&#8230; O ego exacerbado quer controlar o seumundo: pessoas, acontecimentos e natureza. Ele compara-se com os outros ecompete pelos elogios e pelos privil&eacute;gios, pelo amor, pelo poder e pelariqueza. &Eacute; isso que nos torna invejosos, ciumentos e ressentidos em rela&ccedil;&atilde;o aosoutros. Tamb&eacute;m &eacute; isso que nos torna hip&oacute;critas, dominados pela duplicidade epela desonestidade. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Esse ego centrado em si pr&oacute;prion&atilde;o confia em ningu&eacute;m a n&atilde;o ser em si mesmo; ele n&atilde;o ama ningu&eacute;m e quando &ldquo;ama&rdquo;&eacute; para atender apenas &agrave;s suas pr&oacute;prias necessidades e &agrave; sua pr&oacute;priagratifica&ccedil;&atilde;o. Sofrendo de uma falta total de compaix&atilde;o ou empatia, ele pode serextraordinariamente cruel para com os outros, vivendo uma situa&ccedil;&atilde;o infernal. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Como evitar que o nosso ego nosdomine e determine nossa vida? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">O primeiro passo ser&aacute; desvelar edesmascar&aacute;-lo com todas as suas maquina&ccedil;&otilde;es e duplicidades. S&oacute; uma pessoaesvaziada de seu ego pode transformar-se e transformar a realidade. O nossoverdadeiro eu est&aacute; enterrado por baixo do nosso ego ou falso eu. Segundo apar&aacute;bola deste domingo, a pessoa &ldquo;torna-se bendita de meu Pai&rdquo; na entrega e nodescentramento. Porque s&oacute; assim deixa transparecer a realeza original, aquelaque se identifica com a realeza d&rsquo;Aquele que viveu para servir. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">S&oacute; nos fazemos conscientes denossa realeza quando compreendemos nossa verdade mais profunda. At&eacute; que isson&atilde;o ocorra, viveremos como mendigos, tratando de apropriar-nos e deidentificar-nos com tudo aquilo que possa conferir uma certa sensa&ccedil;&atilde;o deidentidade e de seguran&ccedil;a. No entanto, ao compreender o que somos, tudo seilumina: o suposto &ldquo;mendigo&rdquo; se descobre &ldquo;rei&rdquo;. S&oacute; na medida em que nosesvaziamos de nossos impulsos eg&oacute;icos, fazemo-nos solid&aacute;rios com a fragilidadee, o que &eacute; mais profundo, nos fundimos com a fragilidade dos outros. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">A salva&ccedil;&atilde;o da humanidade est&aacute;,pois, em ajudar aos exclu&iacute;dos do mundo a viver uma vida mais humana e digna. Aperdi&ccedil;&atilde;o, pelo contr&aacute;rio, est&aacute; na indiferen&ccedil;a diante do sofrimento. Este &eacute; ogrito de Jesus a toda a humanidade. <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Texto b&iacute;blico:&nbsp; Mt. 25,31-46 <\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\"><b>Na ora&ccedil;&atilde;o:<\/b> O Reino de Deus foi o centro da prega&ccedil;&atilde;o de Jesus, omotivo de seus milagres, a raz&atilde;o de ser de sua fidelidade at&eacute; a morte, a coroade sua ressurrei&ccedil;&atilde;o. Qu&ecirc; &eacute; para mim o Reino de Deus? Est&aacute; tamb&eacute;m no centro deminha vida? &Eacute; &ldquo;minha Causa&rdquo; como foi a de Jesus? <\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">Pe. Adroaldo Palaoro sj<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align:justify\">&nbsp;<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;&#8230;todas as vezes que fizestesisso a um dos menores de meus irm&atilde;os, foi a mim que o fezestes&rdquo; Rei, t&iacute;tulo inapropriado paraAquele que tocou leprosos, que preferiu a companhia dos exclu&iacute;dos e n&atilde;o&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":303,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}