{"id":1823,"date":"2015-09-10T00:00:00","date_gmt":"2015-09-10T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/grito-dos-excluidos-e-excluidas-2015-manifestacoes-tomaram-as-ruas-de-todo-o-pais\/"},"modified":"2015-09-10T00:00:00","modified_gmt":"2015-09-10T00:00:00","slug":"grito-dos-excluidos-e-excluidas-2015-manifestacoes-tomaram-as-ruas-de-todo-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/grito-dos-excluidos-e-excluidas-2015-manifestacoes-tomaram-as-ruas-de-todo-o-pais\/","title":{"rendered":"Grito dos Exclu\u00eddos e Exclu\u00eddas 2015: Manifesta\u00e7\u00f5es tomaram as ruas de todo o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">[imagem2]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O genoc&iacute;dio da juventude negra invisibilizada pelas lentes da grande m&iacute;dia, o modelo de organiza&ccedil;&atilde;o do Estado que est&aacute; a servi&ccedil;o da burguesia e o monop&oacute;lio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o estamparam faixas e cartazes das manifesta&ccedil;&otilde;es que ocuparam, nesta segunda-feira, 7 de Setembro, as ruas de todo o pa&iacute;s no Grito dos Exclu&iacute;dos e Exclu&iacute;das 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para dom Pedro Lu&iacute;s Stringhini, vice-presidente do Regional Sul 1 (S&atilde;o Paulo) da Confer&ecirc;ncia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), &ldquo;neste momento de crise &eacute; importante saber de que lado estamos. Pode-se estar com o povo ou com aqueles que querem retroceder. N&oacute;s n&atilde;o estamos do lado do quanto pior melhor, nem daqueles que n&atilde;o aceitam o resultado das elei&ccedil;&otilde;es&rdquo;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os movimentos que comp&otilde;em o Grito reconhecem os avan&ccedil;os sociais na &uacute;ltima d&eacute;cada, mas ressaltam que a onda de retrocesso em curso no Congresso Nacional, que tem afetado os direitos da classe trabalhadora como um todo, &eacute; o modelo de desenvolvimento que alimenta a burguesia, que extermina os povos das comunidades tradicionais, os jovens negros e pobres das periferias, violenta nossas mulheres e crian&ccedil;as e inviabiliza as rela&ccedil;&otilde;es em nossos territ&oacute;rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o jornalista e Altamiro Borges, a imprensa cumpre um papel no m&iacute;nimo perigoso ao exaltar a cobertura de manifesta&ccedil;&otilde;es conservadoras, que pedem o golpismo, a ditadura e perpetuam a discrimina&ccedil;&atilde;o. &ldquo;A m&iacute;dia tamb&eacute;m poderia ajudar no combate &agrave; viol&ecirc;ncia, mas o que faz &eacute; estimular o consumismo e os piores instintos dos seres humanos, com programas policialescos e coberturas omissas de casos como a recente chacina em Osasco, em que foram mortas 19 pessoas&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esta edi&ccedil;&atilde;o, o Grito dos Exclu&iacute;dos e Exclu&iacute;das mais uma vez se afirma como um processo, como uma alternativa vi&aacute;vel para todos e todas que s&atilde;o afetados cotidianamente por injusti&ccedil;as e que lutam por um mundo justo. Hoje, 7 de Setembro de 2015, foi um ponto culminante das manifesta&ccedil;&otilde;es populares, que desde o dia 01 de setembro ocuparam ruas, avenidas e pra&ccedil;as pelo Brasil. E elas n&atilde;o param a&iacute;. Movimentos populares em diversas cidades realizar&atilde;o seus Gritos por justi&ccedil;a social e direitos ao longo da pr&oacute;xima semana e dos pr&oacute;ximos meses. Assim vai se fortalecendo o processo de mobiliza&ccedil;&atilde;o, de organiza&ccedil;&atilde;o popular reivindicando a dignidade da pessoa humana e fazendo soar ainda mais forte o tema da maior manifesta&ccedil;&atilde;o popular do Brasil: Vida em primeiro lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" style=\"display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_17\/000%20a%20grito%20indigenas.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"449\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p>Confira as a&ccedil;&otilde;es que aconteceram em todo pa&iacute;s:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S&atilde;o Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S&atilde;o Paulo na capital, cerca de 10 mil pessoas sa&iacute;ram em caminhada da Pra&ccedil;a Oswaldo Cruz, passaram pela Assembleia Legislativa de S&atilde;o Paulo e seguiram rumo ao Monumento das Bandeiras no Parque do Ibirapuera. J&aacute; na Pra&ccedil;a da S&eacute;, cerca de 300 pessoas de movimentos populares, pastorais e centrais sindicais se reuniram em um ato que lembrou a morte de Francisco Lima, morador de rua que foi morto na &uacute;ltima sexta-feira (4), ao tentar defender uma mulher que era mantida ref&eacute;m nas escadarias da igreja. Luiz Ant&ocirc;nio da Silva, que mantinha a ref&eacute;m, tamb&eacute;m foi morto na a&ccedil;&atilde;o pela Pol&iacute;cia Militar. Os manifestantes terminaram o ato com um abra&ccedil;o simb&oacute;lico &agrave; catedral, lembrando que os mortos dali s&atilde;o v&iacute;timas do mesmo sistema. Em Aparecida, no Vale do Para&iacute;ba, cerca de 10 mil pessoas participaram no Santu&aacute;rio Nacional de Aparecida neste dia 7. Os militantes reivindicaram maior participa&ccedil;&atilde;o popular, a democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paran&aacute;<\/strong><br \/>O Grito dos Exclu&iacute;dos em Curitiba reuniu cerca de 200 pessoas na Igreja Nossa Senhora do Ros&aacute;rio do Bel&eacute;m, no bairro Centen&aacute;rio. O ato seguiu at&eacute; a Vila S&atilde;o Domingos, onde h&aacute; mais de 800 fam&iacute;lias que lutam pela regulariza&ccedil;&atilde;o de suas moradias.<\/p>\n<p><strong>Alagoas<\/strong><br \/>Mais de 500 pessoas ligadas a movimentos sociais, pastorais, entidades e partidos marcharam em Macei&oacute; (AL), seguindo o desfile oficial de 7 de setembro. Ao final do ato, o governador Renan Filho (PMDB) foi ao meio do povo ouvir as reivindica&ccedil;&otilde;es de amplia&ccedil;&atilde;o de direitos, de abertura de negocia&ccedil;&otilde;es com os professores grevistas e de paz nas favelas e justi&ccedil;a ao Caso Davi, jovem morto h&aacute; um ano por policiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rio Grande do Sul<\/strong><br \/>Em Porto Alegre cerca de 250 pessoas participaram do 21&ordm; Grito dos Exclu&iacute;dos. A concentra&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou na R&oacute;tula das Cuias, os militantes seguiram em caminhada at&eacute; a Usina do Gas&ocirc;metro, no Centro Hist&oacute;rico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Minas Gerais<\/strong><br \/>Em Belo Horizonte (MG), cerca de 600 pessoas se concentraram na Pra&ccedil;a Raul Soares e de l&aacute; seguiram em marcha at&eacute; a pra&ccedil;a sete, no centro da capital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Distrito Federal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.pom.org.br\/images\/stories\/Noticias_17\/000%20brasilia%20grito487_n.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"493\" border=\"0\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Bras&iacute;lia (DF), movimentos sociais, sindicatos e demais coletivos se articularam para a realiza&ccedil;&atilde;o da manifesta&ccedil;&atilde;o do Grito dos Exclu&iacute;dos, que se iniciou &agrave;s 8h, na Catedral Metropolitana, no Plano Piloto de Bras&iacute;lia. &ldquo;O objetivo &eacute; expor e colocar em debate os reais problemas que afetam o povo, ent&atilde;o diante dessa crise pol&iacute;tica, econ&ocirc;mica, social e ambiental que vivemos, movimentos sociais, coletivos e sindicatos est&atilde;o organizados e mobilizados para dar uma resposta propositiva para essa crise no sentido de melhorar a vida do povo e dar voz aos exclu&iacute;dos e exclu&iacute;das&rdquo;, ressaltou F&aacute;bio Miranda, membro da coordena&ccedil;&atilde;o do Grito no DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<strong>Bahia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Salvador, na Pra&ccedil;a do Campo Grande, 20 mil pessoas de movimentos sociais, pastorais, sindicatos e demais coletivos se articularam para a realiza&ccedil;&atilde;o da manifesta&ccedil;&atilde;o do Grito dos Exclu&iacute;dos. Os militantes denunciaram o genoc&iacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o jovem e negra, pediram aten&ccedil;&atilde;o especial &agrave; economia solid&aacute;ria, e ao quilombo Rio dos Macacos, comunidade quilombola que h&aacute; d&eacute;cadas luta pela regulariza&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Roraima<\/strong><br \/>Em Boa Vista, capital de Roraima, representantes de 50 entidades participaram pela manh&atilde; deste 7 de setembro. A concentra&ccedil;&atilde;o teve in&iacute;cio por volta das 9h, na Pra&ccedil;a Oswaldo Cruz, bairro da Boa Vista. De l&aacute;, os manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista at&eacute; a Pra&ccedil;a do Carmo, onde um ato p&uacute;blico aconteceu a partir das 13h.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rio de Janeiro<\/strong><br \/>No Rio de Janeiro cerca de 100 pessoas de movimentos sociais sa&iacute;ram em passeata pela Avenida Presidente Vargas no centro da cidade. A concentra&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou &agrave;s 9h na Rua Uruguaiana e a caminhada seguiu at&eacute; a est&aacute;tua de Zumbi dos Palmares. A manifesta&ccedil;&atilde;o contou com a participa&ccedil;&atilde;o de movimentos feministas, negros, ind&iacute;gena, de juventude, por moradia, educa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o popular, sindicalistas, classistas e partidos de esquerda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pernambuco<\/strong><br \/>Marchando pelas principais ruas e avenidas do Recife, cerca de 3500 pessoas gritaram em defesa da democracia, da &eacute;tica na m&iacute;dia, pela melhoria e mais investimentos no Sistema de Sa&uacute;de P&uacute;blica (SUS), por mais educa&ccedil;&atilde;o, Reforma Agr&aacute;ria, demarca&ccedil;&atilde;o de terras ind&iacute;genas e direito &agrave; cidade. V&aacute;rios movimentos sociais, pastorais sociais da Igreja cat&oacute;lica, sindicatos, grupos de jovens, mulheres, ind&iacute;genas gritaram tamb&eacute;m pela preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave; viol&ecirc;ncia contra os jovens, contra as mulheres, e contra a viol&ecirc;ncia policial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Par&aacute;<\/strong><br \/>Cerca de 500 marcharam pelas ruas da capital Bel&eacute;m (PA), os manifestantes pediram o fim do exterm&iacute;nio da juventude e da viol&ecirc;ncia contra mulher. Durante o trajeto, os manifestantes pararam enfrente &agrave; Rede Globo e pediram pela democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Goi&aacute;s<\/strong><br \/>Em Goi&acirc;nia (GO), 150 pessoas se reuniram em um semin&aacute;rio que contou com a participa&ccedil;&atilde;o de moradores das periferias da cidade. O evento debateu os principais temas do 21&ordm; Grito os Exclu&iacute;dos. <\/p>\n<p><strong>Mais informa&ccedil;&otilde;es<\/strong>: <br \/>Secretaria Nacional do Grito dos Exclu&iacute;dos&nbsp; + 55 11&nbsp; 2272-0627<br \/>E-mail: <a href=\"mailto:imprensagritonacional@ig.com.br\">imprensagritonacional@ig.com.br<\/a><br \/>Assessoria de Imprensa:<br \/>Ana Valim: +55 11&nbsp; 9.9600-9938<br \/>Rog&eacute;ria Ara&uacute;jo: + 55 11 9.6369-9878 e&nbsp; +55 85&nbsp; 9.8683-8141<br \/>Maura Silva +55 11 9.7169-0322<br \/>Para imagens dos atos realizados em todo pa&iacute;s, acesse:<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grito.dosexcluidos?fref=ts\" target=\"_blank\">fac<\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/grito.dosexcluidos?fref=ts\" target=\"_blank\">ebook.com\/grito.dosexcluidos<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[imagem2] &nbsp; O genoc&iacute;dio da juventude negra invisibilizada pelas lentes da grande m&iacute;dia, o modelo de organiza&ccedil;&atilde;o do Estado que est&aacute; a servi&ccedil;o da burguesia e o monop&oacute;lio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o estamparam&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2237,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1823"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1823"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1823\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2237"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.salvatorianas.org.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}